
Um fruto irrompe, este Outono, do limoeiro da minha mãe. O sol dá-lhe as boas-vindas e comovo-me. Há quem chame a esta altura do ano a queda da folha (
fall, como se diz em americano), e com razão; não assim este ano. O Verão, o verdadeiro, o que alguns dizem que não houve, parece, desta vez, querer estender-se até ao seu
erszatz de São Martinho. Esse, que costuma servir apenas para nos consolar da humidade, do frio e do luto outonais, talvez se transforme num apogeu apolíneo. Tudo porque algures entre o fim datado desse Verão instituído e o dia em que escrevo, um limão nasceu, um sol decidiu não se render, o tempo das queimadas e da morte deu lugar a uma quasi-Primavera fecunda.
I feel good...