Mostrar mensagens com a etiqueta descanso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta descanso. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Foi bom


Banhos, passeios, bruschettas, luzes, amigos, praias, jornais, tias, barcos, bebés, amêijoas, ondas, postais, estrelas, rochas, amigas, cafés, primos, gin-tonics, vinhos, piscinas, arroz de tamboril, cervejas, páginas, peixes, primas, festas, nuvens, palmeiras, dias, noites.


fotos e colagem de Virgínia Cordeiro Barros

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Faltam dois dias...

Será que o céu vai estar assim?

(pintura de Virgínia Barros)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Já vou apanhá-lo...

Claude Monet, Le train dans la campagne

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Contador a cero, pero no por mucho tiempo...

Inunda-me a certeza de que as sextas-feiras 13 são dias de sorte. Na última que houve, parti para Madrid, de onde volto sempre com vontade de lá ter ficado. Talvez por isso nunca saia da cidade sem antes ter coligido pretextos para voltar. Esta vez não foi excepção, mas não revelo o que trago na mala. Aqui ficam, ao som da música, 13 apontamentos sobre o fim-de-semana que passou. ¡Hasta pronto, Madrid!


Clave de Folk, Adios, Madrid

Adios ilustres tabernas
Adios ricos bodegones



Plaza de Oriente
Francis Bacon, Henrietta Moraes (1966)
Paco Roncero, Tortilla del siglo XXI
Félix Vallotton, Desnudo sobre fondo amarillo (1922)

Parque del Buen Retiro
CowParade
La cure gourmande
Sombrería Casa Yustas
Plaza de Chueca
Bar La panza es primero
El Rastro (foto Alberto Salguero)
CaixaForum
Tarta de membrillo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Y ahí vamos... ¡cero!

Madrid pode ser em todo o lado e todo o lado pode ser Madrid. Reggiani cantaria que Madrid n'est pas en Espagne, tal como Veneza não ficava em Itália). Eu não canto aqui, que canto mal, mas parto para a minha cidade ao som da música, que é língua universar a passar por trás da orelha de quem estiver para ouvi-la. A canção escolhida já andou por este ninho, num momento idêntico, mas os seus autores souberam adaptá-la a qualquer ponto do globo. Ora vejam, ora ouçam...



Mecano, Quédate hoy aquí (ao vivo em Barcelona, 1991)

Con tus orejas en las manos
Voy enseñándole a Van Gogh
Como mejora el resultado
Cuando lo hacen dos

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Se acerca el día... ¡uno!




Lua Extravagante, Lua de papel (de Carlos Salomé)

Quem disse que o amor é como o mel
Será que o céu é só estrelas
e que a lua é de papel

Penso que é como o limão
parte as feridas que me fazes
cá dentro do coração

Vou fazer uma viagem
para me esquecer de ti
Vou para Espanha, ai vou para Madrid...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vaya, un esfuerzo más... ¡dos!




Ketama, Vente pá Madrid

Lagrimas y lagrimas lloro
Porque aquí en Madrid esta lo mejor
Querido primo yo te digo
Vente pa’ Madrid

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

No desesperéis... ¡tres!





Ismael Serrano, Vuelvo a Madrid


Desde lo alto distingo,
entre un mar de luciérnagas,
mi pequeño barrio.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sigue la cuenta atras... ¡cuatro!



Toots Thielemans, Winter in Madrid

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

La cuenta atras ha empezado... ¡siete!

Já falta pouco... o intervalo foi maior do que é costume, maior será a alegria de voltar. Madrid é sempre a mesma, é sempre outra. Mas desta vez vai ser diferente da anterior. E da vez antes dessa (que foi tão boa que inspirou a escolha musical de hoje). Não, agora é diferente. É outra coisa. Outra coisa bem melhor. Vámonos ya!


Ana Vega Toscano y Coro mixto de cámara,
El Madrid de Noviembre


El Madrid de Noviembre,
de hierro y fuego,
el que no admite yugos
de traicioneros

É uma canção dos que resistiam ao avanço do fascismo sobre a cidade, durante a Guerra Civil, entre Outubro de 1936 e Março de 1939. Está aqui pelo título, porque adoro Madrid em Novembro (sobretudo um certo Madrid num certo Novembro), mas também pelos sonhos, pela liberdade, pelo que está bem.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Fim-de-semana campestre


No doubt, Greener pastures

Would you say they find me unstable
'Cause they see me act a little bit different
But I know my way to greener pastures and

Think about it, won't you think it over
Please

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vou p'rá terra...

Toxofal de Baixo (PC, 29 Março 2008)



E antevejo-o nesta canção, de que vos deixo três belas versões, para que digam de qual gostam mais... ai, a falta que me faz o blogue da cara-metade, para estas brincadeiras musicais!







Michael Stipe e Fautline, Greenfields


You can't be happy, while your heart's on the roam
You can't be happy until you bring it home
Home to the green fields, and me once again

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ainda não é desta que o largo

Já cá pus esta música, mas noutra versão. Hoje repito, porque o assunto pegou-se-me à pele e ainda não consegui livrar-me dele...

Simon and Garfunkel, The sounds of silence - versão de estúdio, com imagens do filme A primeira noite (The Graduate), de Mike Nichols

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O voo da codorniz com Google Earth (XXV)

Praia de Vale de Frades, Lourinhã, Portugal

Areia grossa depois do lamaçal consola as plantas dos pés. Há-de colar-se às costas, não me ralo. Dispenso no passeio de rocha a rocha o jornal ou livro do costume. Não dirijo rancores à nuvem que - linda, negra, enorme - me chove em cima três pingos antes de seguir viagem. Podia ser pior, um tornadozito sobre o mar ou coisa que o valha. Mas há-de chover mais: vê que a Berlenga está nítida e os Farilhões à mão de semear. Só não entro no mar porque sabe bem esta pedra quente. Esta perda quente. Esta perna quente.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Oeste até segunda-feira...

Pet Shop Boys, Go West

Go West - Life is peaceful there
Go West -
In the open air
Go West -
Where the skies are blue
Go West -
This is what we're gonna do

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Quanta Luz!

Praia da Luz, 11 de Maio (foto da Rosarinho)

Quantas cores será possível divisar neste mar chão? Quantas nos veios da montanha cuja erosão acompanhamos, ano após ano, nos passeios até à Rocha Negra, como quem se espanta com o crescimento de uma criança ou de uma palmeira? Quantas pedras tem a Calçada dos Gigantes que nessas andanças atravessamos, analisando o gume afiado das que caíram, perfeitamente paralelepipédicas, desde a última vez que por aqui passámos? Quantos sustos, quantas ondas, ao aventurarmo-nos por aqui na maré alta? Quantos caçadores de tesouros terá comido o Dragão que habita - e ouvimos - na Cova homónima? Quantos windsurfers e esquiadores? Quantos chapões? Quantos barquinhos vindos da Ponta da Piedade, quantos da Ponta da Gaivota e, para lá desta, quantos pôres-do-sol de quantos tons e temperaturas? Quantas toalhas perdi, quantos pares de chinelos? Quantos primos estarão connosco nestas férias? Quantos tios? Quantos engates na pista do Privé, ao balcão do Mirage ou através da sebe do jardim? Quantos poemas começados, quantos mostrados à Avó Gina, sentada a ver o mar? Quantas tâmaras caídas da palmeira grande, que já não está, quantas abelhas me picaram o pé por lhes ter pisado o doce manjar? Quantas formigas numa flor de hibisco? Quantas folhas da árvore da borracha, quantos picos nos cactos, quantas braçadeiras rotas pelo espigão de uma piteira? Quantas cerimónias de abertura e encerramento de Jogos Olímpicos, Europeus e Mundiais de Futebol? Quantas amizades efémeras ou não tanto? Quantas partidas de ténis no Luz Bay, quantas de snooker nos cafés atrás de casa, quantas de Trivial Pursuit até ser dia? Quantas discussões sobre quem vai despejar o lixo? Quantas lágrimas e zangas muito mais sérias? Quantas gargalhadas ao recordá-las no ano seguinte? Quantos trouxe cá pela primeira vez? Quantos quero me venham comigo até à última? Quantas horas (três, ainda?!) para o Baptista abrir, que os miúdos já acordaram e alguém tem de ir ao pão? Quantos bolos quentes depois da noite? Quantos "repimpas" comprados na loja da praia, quantas pulseiras fanadas das banquinhas, quantos barcos a remos que não duravam mais de um Verão? Quantos filmes da tanga no cine-estúdio? Quantas doses de cogumelos no Golfinho, quantas churrascadas com a mestria assegurada do Pai, quantos jantares nas várias casas do nosso "comboio", por vezes com o mesmo elenco? Quantos mergulhos à socapa na piscina do senhor Simão? Quantos peixinhos no anzol do Zé Pedro? Quantas conversas com a Maria? Quantos habitantes na cidade em miniatura que o vento esculpiu na pedra? Quantas revistas cor-de-rosa no Capricho, quantos jantares na Concha ou no Poço (e nós a aguar, tomem lá uma nota e vão aos hambúrgueres)? Quantos peixes no mercado de Lagos? Quantas tartes de alfarroba? Quantas gotas de Otoceril, Sofia, que este ouvido dói cada vez mais? Quantos polvos na Baía dos ditos? Quantos anos mais, Dona Hermínia, já com mais de 80 e ainda tão lesta? Quantas amêijoas em Castelejo e mexilhões no velho Rocha Negra? Quantos filhos já, Dora? Quantos cocktails esquisitos trazidos pela Célia do Internacional? Quantos cães no pátio de baixo, de que o Leão e o Baco eram os mais lindos? Quantos bifes bêbados, quantos de nós? Quantos mergulhos no Poção? Quantos escaldões, quantos cremes no saco de praia da Mãe? Quantas palavras cruzadas, sudokus e kakuros? Quantas melodias no assobio do Baltazar, a regar a relva pela manhã? Quantas nos altifalantes da Fortaleza? Quantas nas cordas dos violinistas que actuam na Igreja? Quantas melgas mortas no tecto até podermos ir dormir? Quantas amonas? Quantas guitarradas? Quantos cabem na ilha insuflável? Quantos pés de escalracho no jardim, quantos nomes gravados na rocha amarela, quantos metros irão desta até à areia na nossa prainha, que ora há ora não há?

domingo, 16 de março de 2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

Apetece dizer uma palavra

Mary Ellen Solt, White rose



Gilbert Bécaud, L'important c'est la rose

Apetece dizer uma palavra misteriosa
apetece dizer uma palavra
pode ser a incognoscível palavra rosa
ou a terrível palavra abracadabra
apetece dizer uma palavra lavra lavra.
Pode ser a palavra pa
pode ser a palavra pala
pode ser
pode ser apenas a palavra
Manuel Alegre, Uma palavra (de Senhora das tempestades)

quinta-feira, 13 de março de 2008

Noites longas

Conversas pela madrugada dentro, à volta de vinhos do Douro e após repasto a cheirar a Índia, com idas esporádicas à janela para fumar uma cigarrilha, lembraram-me esta quadra.

O vinho dá-te o calor que não tens;
suaviza o jugo do passado e te alivia
das brumas do futuro; inunda-te de luz
e te liberta desta prisão.

Omar Khayyam, Rubayat

sábado, 8 de março de 2008

Se fosse só ao sábado...

Winsor McCay, Little Nemo in Slumberland

On a lazy Saturday morning when you're lying in bed, drifting in and out of sleep, there is a space where fantasy and reality become one. Are you awake, or are you dreaming? You see people and things; some are familiar; some are strange. You talk, you feel, but you move without walking; you fly without wings. Your mind and your body exist, but on separate planes. Time stands still. For me, this is the feeling I have when ideas come.
Lynn Johnston, Lynn on Ideas