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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Let's, pois!


David Bowie, Let's dance

A melhor forma de não me esquecer do dia 27 de Junho é dançar ao som de alguém nascido a 8 de Janeiro. Beijinhos...

quarta-feira, 19 de março de 2008

The rain in Portugal

Promete-se sol a alguém e o sol até vem. Ontem parecia aplicar-se, pela primeira vez este ano, o provérbio "Março, Marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão". Sucede, porém, que o Inverno voltou com o lusco-fusco, decidido a durar a noite toda e a espraiar-se pelo dia de hoje. Enquanto a Primavera não vem, fiquemos dentro de portas, cantando e dançando...
Audrey Hepburn e Rex Harrison, The rain in Spain (de My fair Lady)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Chocalhar os ilíacos

Sempre que vem ao codornizes, a minha prima decana deixa comentários adoráveis. Os últimos deram-me vontade de saltar da cadeira, agarrar num par, fazer a vénia da praxe, deixar a menina conferir o carnet e, em bafejando-me a sorte, seguir para um salão de baile algures no Universo. Tal é a vontade de chocalhar os ilíacos que vou pôr aqui, acto contínuo, as músicas que a Pat sugeriu. E isto sem as ter ouvido, que estou num computador sem som. Já vi que uma é Backstreet Boys, de que sou praticamente objector de consciência, mas estou por tudo. Eiffel 65 não conheço, mas só para ti, querida prima - e como não há duas sem três - deixo uma terceira faixa que resume, embora não necessariamente no teu estilo (nem no meu, gaita!), as ideias que transmitiste. Beijinho grande!

Backstreet Boys, Everybody

Eiffel 65, Move your body


José Malhoa, Eu vou a todas

Chegou a hora de mover esse corpo agora

Diálogo à hora do almoço, entre um café e um copo de água:

- Olha lá, alguma vez foste ao Grémio Lisbonense?
- Não... e agora já fechou, não foi?
- Fechou, fechou... mas no outro dia deram uma coisa na televisão, via-se gente a dançar, e eu disse "Espera, conheço aquele!". Fiquei mesmo convencida de que eras tu. Ouve, era igual!

A conversa acabou com os sorrisos fáceis de supor. Ao Grémio nunca fui e até tenho pena. Se fosse no Teatro Dom Luiz Filipe, numa sexta-feira à noite, até podia ser eu a silhueta que alguém julgou reconhecer. Num curso apropriadamente chamado "Pés de Chumbo". A dançar sem pisar, quem diria? A aprender passos que não me envergonho de reproduzir fora das aulas, quem diria? A divertir-me à grande com a salsa e o merengue, à espera da valsa e do kizomba e já a adivinhar outros voos. Mas sem câmaras por perto, graças a Deus!

Eddy McLean, Azúcar (o bê-á-bá das nossas aulas)

A la izquierda, a la derecha
En los ojos, arriba en el pecho
Pa'lante
Aaaaaaaaaaaaaaaaaazúcar
Azúcar, yo tengo azuquita

sábado, 26 de janeiro de 2008

E à segunda aula de dança...

...foi assim que me senti. A música aqui em baixo não é exactamente o que nos ensinam, mas houve um dia de Setembro, há muitos anos, em que foi importante tê-la dançado.


Dina, Amor d'água fresca

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Vinte danças para quem me dá música

Deram-me vinte músicas. Todas escolhidas a dedo. Cada uma uma cumplicidade. Cada uma uma gargalhada ou uma lágrima. Ou ambas. Algumas dizem o que não se sabe dizer. Outras o que não se quer. Abrir os ouvidos a estas canções é deixar que nos abram os olhos e a alma. Para saírem mais lágrimas? Para vermos melhor os dias. Retribuo com vinte danças, para que aprendamos a bailar com os sete sentidos. E com uma musiquita que pode ser ligada já, para irmos treinando esta noite...

Leonardo Cohen -- ...

Paula Rego, A dança

Salvador Dalí, Dança, as sete artes

Vincent van Gogh, Salão de baile

Joan Miró, Bailarina II

Pablo Picasso, A dança

Pieter Brueghel, Dança camponesa

Ona, Dança

Antoine Watteau, Dança das crianças

Plamen Temelkov, Flamenco XI

Fernando Botero, A bailarina

André Derain, Dança báquica

Henri de Toulouse-Lautrec, Dança no Moulin Rouge

Peter Paul Rubens, Dança dos aldeãos

Roy Lichtenstein, Tintim a ler

Marc Chagall, A dança

Pierre-Auguste Renoir, Dança no Moulin de la Galette

Ivan Kulakov, Dança à volta do fogo

Edvard Munch, A dança da vida

Edgar Degas, A lição de dança
Ramon Casas, Depois do baile

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Invenções

Voltei a sentar-me ao piano por uns instantes. Estou enferrujadíssimo, apesar do muito que aprendi com o Tadeu, que agora ensina membros mais novos da família. Mas soube-me bem, sobretudo por ter posto a Sofia e os meus irmãos a dançar melodias que não imaginava dançáveis - tonto, pois todas o são, desde que queiramos soltar corpo e mente. Tive ocasião de experimentá-lo quando outras mãos substituíram as minhas no teclado e pude agarrar a cintura do meu par. A primeira partitura em que peguei foi esta. Não me saí tão bem como este senhor, mas ninguém apupou...

Glenn Gould, Inventio n.º 14 de Johann Sebastian Bach