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sábado, 19 de dezembro de 2009

Courrier Internacional n.º 167

A violência nas grandes cidades dos países emergentes é o tema de capa do Courrier Internacional de Janeiro, que saiu mais cedo por causa do Natal. Compreenderão que aproveite para falar já do portefólio, sobre o misto de capitalismo selvagem e organização soviética que subsiste em Moscovo.

Mas este número traz mais coisas... uma viagem ao Alto Alentejo, perfis de Joaquim de Almeida e Eugene Terre'Blanche, uma fadista catalã que adora Amália, os comboios de Kim Jong-il, os cesteiros do Tajiquistão, as mentiras dos egípcios, os logótipos dos cartéis sul-americanos e os elefantes que o Mundial de Futebol vai salvar. Em Inglaterra pergunta-se se a liberdade será de direita e no Irão... não há liberdade nenhuma, mata-se a torto e a direito.

A inteligência dos investidores indianos em tempos de crise, a câmara com espessura de tecido e as desanimadoras conclusões sobre a forma física da espécie humana estão na área do saber, onde sabemos também que há quem mutile as costas para vender areia e quem trafique ébano aproveitando a crise política em Madagáscar. Na Palestina há quem ria. E em Bagdade os jornalistas fazem as malas para irem para Cabul. Universidades online e alianças anti-Google completam o rol. Mas não volte a página sem ficar a saber que Van Gogh, afinal, não era tão pobre nem tão louco como dizem

As reportagens de fundo incidem sobre a competição entre igrejas cristãs e muçulmanas na Nigéria, as prisões privadas do Texas, a calma dos adeptos de futebol sul-africanos e uma viagem à obscura Gagaúzia. Coma, no final, umas couves de Bruxelas enquanto lê os insólitos e um texto de Caetano Veloso. E Bom Natal!


Madredeus, Cidade

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Músicas que ficaram (I)

Respondendo ao desafio da Martini, o entusiasmo do costume resulta numa lista muito comprida. Para já, vai ocupar sete entradas, com três álbuns cada. Mas podia ser ainda maior e é possível que leve adendas póstumas. Eis uma selecção de discos que marcaram a minha adolescência. E, cortesia para o leitor, uma faixa de cada um deles. A ordem é alfabética, compreenderão a impossibilidade de ordenar estes monumentos...



Abbey Road, The Beatles (Because)

Madredeus - Guitar...
Ainda, Madredeus (Guitarra)


Brothers in arms, Dire Straits (Your latest trick)


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A medida de todas as coisas

Ursa Maior e Ursa Menor


Arte suma: saber o tamanho das coisas. Disse Protágoras que o ser humano era a medida de todas elas. Nos últimos 364 dias, tive tempo para me preocupar com a altura de um roupeiro, a largura de vários móveis, o preço da gasolina, a espessura de uma televisão, o tamanho de muitas peças de roupa, o valor de uma prestação mensal, o diâmetro de uma jóia, a duração de uma máquina de roupa escura, a temperatura do forno, a distância de Lisboa a um sem-fim de sítios, as calorias de iguarias diversas, a intensidade de tanta coisa boa ou não.

Talvez que o segredo resida na distinção algo paradoxal entre pequenas e grandes coisas. Saber separar o trigo do joio. Sem passar ao lado do que as coisas pequenas têm de grande. Sem fazer grande coisa das que são e merecem ficar pequenas. Sem apoucar as coisas verdadeiramente grandes. E sem deixar, tão-pouco, que se agigantem para lá de um limiar que cabe a cada um descobrir.

Gosto de viver num mundo a muitas dimensões...