Lou Reed, Perfect day
...um dia perfeito. Por ti, mana!
Eixo Rua da Lapa-Rua Raul Brandão
Baleal, Portugal
(continuação disto, que era sequela daquilo e que fica por aqui)
Pedras Muitas, Baleal, Portugal
ABBA, Happy New Year
É justo encontrar na selecção natalícia deste ano um buraco para estes tipos. Andou meio mundo a cantarolá-los, graças a um filme muito divertido e a músicas deliciosamente pirosas, como diz uma amiga minha. No final da holiday season, apetece-me (ou não) cantar como eles:
It's the end of the party
And the morning seems so grey
Dá-se, felizmente, o caso de estar num sítio onde as manhãs cinzentas nunca assustaram ninguém. E onde o fim de uma festa costuma anunciar o começo da próxima. Só cá estar já é isso tudo.
Baleal, 1 Janeiro 2009
Estes three little birds ou mais ficaram a ver da rocha, mas houve quem me acompanhasse no ritual. Sem desvendar o corpo de tão encantadora sereia, partilho convosco o canto da mesma, para que vos deixeis levar. O ano está a começar tão bem que apetece dizer: Every little thing is gonna be alright!
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Vasco Baltazar

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a ilha que às vezes sou
Nota: a foto foi tirada no Baleal, a 9 de Maio de 2003, pelo Francisco Leote. Eu vivia em Madrid e foi bom receber estas vagas no centro da árida meseta. Ele vive em Roma e é um amigo de quem tenho saudades.
Pet Shop Boys, Go West
Go West - Life is peaceful there
Go West - In the open air
Go West - Where the skies are blue
Go West - This is what we're gonna do
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Genérico de Tom Sawyer
Não sei quantas vezes cantei esta canção. Passou muito tempo entre a primeira e a mais recente, que é como quem diz entre ter visto estes deliciosos desenhos animados na RTP2 - sobretudo em casa da minha Tia Amelinha - e tê-la trauteado, há dias, num serão divertido. Muitos anos depois da estreia, o genérico de Tom Sawyer tornou-se o hino oficial dos banhos de fim de tarde no Baleal. Guiados pelo inigualável PTD, um grupo de miúdos de todas as idades desafiava as ondas e a brisa fresquíssima do poente, entoando em uníssono estas estrofes sobre aventura, camaradagem, sonhos e emoções. Confiança e coragem eram conceitos que não havia razão para pôr em causa. A saída do mar, com o sol posto e o tempo contadíssimo para irmos tomar banho e pôr-nos bonitos para o jantar, era feita ao som desta outro canto. Tão diferente e tão igual ao anterior.
Zeca Afonso, Canto moço
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Ao fim de uma data de anos, troco as uvas frescas por passas, que é como quem diz que a meia-noite do dia 31 não vai ser passada em Espanha, como de costume, mas em território nacional. Ou na 18.ª comunidade autónoma, como gosto de dizer quando o interlocutor é demasiado anti-hermanos. É um gosto voltar a contar as badaladas no Baleal... por fazê-lo em português? Também, mas, acima de tudo, por ser a minha terra, a nossa. Aquela cuja independência quisemos proclamar, certo Verão, elevando a ilha a Principado e anexando, à passagem, Berlengas, Estelas e Farilhões.
A verdade é que ligo pouco a fronteiras e sinto-me em casa em muitos lugares deste mundo. E se foi da água que mais tive saudades quando fiz de Madrid mi ciudad, ela não vai faltar durante os próximos dias, quer se espraie como um lago diante do terraço, quer ande revolta como neste vídeo que o Tomaz Bairros me enviou há tempos, quer caia do céu às bátegas como uma purificação antes do novo ciclo. Nesse caso, até pode vir acompanhada de raios e trovões. Que eu cá tenho aquecedores, chá e mantinhas e quem me console.