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sábado, 15 de maio de 2010

O último voo da codorniz


Elton John, My lady d'Arbanville

I'll always be with you
This rose will never die
This rose will never die

Há quatro meses paradas na entrada n.º499, estas codornizes recebem ordem de soltura, hoje, ao meio milhar. Vão por aí acima ter com a Ana Lobo da Costa, que saberá tomar conta delas com a doçura, a joie de vivre e a dignidade que ensinou, sem nada querer ensinar, a todos quantos tiveram a sorte de cruzar o seu caminho e reparar no muito que tinha para oferecer.

Revivi ontem, num copo de vinho verde, a frescura de um champanhe e de umas flores que apareceram no hospital - provavelmente mandadas de outro - no dia em que a minha filha Helena nasceu. Voltei a ouvir a sua voz, como tantas vezes no Baleal (das cartadas à marcha popular, das picardias de bola e política aos rissóis do Verão passado), ao telefone, até no Facebook! Em dias felizes e outros menos, por entre confidências, disse-nos que gozássemos tudo, tudo, tudo. E pôs os outros à frente, até nas vezes em que tinha mais do que direito de pensar só em si mesma.

Não planeei um fim para este ninho, mas faz sentido mandá-lo desta para melhor, no sentido literal, na boa companhia de quem muito o frequentava e tão quentinho o tornou. Amiga Ana, fica consigo o agradecimento a todos os que passaram por aqui. Um beijinho e até sempre.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bloguista desnaturado...


...o que não reparou que o seu ninho fazia dois anos. Que é como quem diz: eu! Fiquem não com duas, mas três versões do nosso hino não oficial. Continuaremos por aqui, waiting 'round the bend.



Bob Dylan


Stevie Wonder




Morrisey (com Audrey Hepburn a chorar ao fundo
e uma letra ligeiramente diferente)

Two drifters
Off to see the world
I'm not so sure the world
Deserves us

We're after
The same rainbow's end
How come it's just around the bend ?
It's always just around the bend ?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Codornizes na grelha


O Google encaminhou aqui para o ninho pessoas que estavam clarmaente à procura de outra coisa... ora vejam!


repruduzir codernizes
I ençiná-las a uzar a lĩgua purtogeza curectamẽt

amaro batista -eu me lembro daquelas noites
Eu, felizmente, não... call it denial if you will!

cordonizes de choco
Devem sre uma bela mreda...

preço do courrier internacional
3,5 por mês, mas sai quase metade se assinarem... vale a pena!

codornizes ferreira
O Porto Ferreira a diversificar produtos?

mensagem de agradecimento com voz a cunhada
Tenho duas... uma canta lindamente, a outra escreve-lhe letras lindas. A ambas tenho tanto a agradecer!

comboio lisboa sao joao da madeira
Nunca lá fui, nem de comboio nem a pé. Mas é sempre um prazer ajudar.

www.jogos festa do arthur o urso.com.br
Não fui convidado, mas isso promete...

já vou
OK, mas despacha-te.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Muito obrigado...

...a quantos têm assinalado o primeiro aniversário do codornizes. Espero que continuem a fazê-lo e, se passarem pelas entradas antigas, deixem lá o vosso ovo. A festa continua, com este número musical: como não poderia deixar de ser, ouviremos a música que abriu este blogue e dele se tornou hino não-oficial.

Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo, Moon river

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O ninho faz um ano!!!


A Terra deu uma volta ao Sol desde que o ninho nasceu. Nunca esperei, mas suponho que deva dizer alguma coisa. Recordemos o dia 8 de Outubro de 2007...

Não há um programa muito definido, mas este espaço vai servir para mostrar coisas novas e velhas, em rubricas fixas e móveis. Anima-me a vontade de não deixar que o tempo nos passe ao lado. Ou que a rotina contamine os tempos mortos e mate os tempos vivos.

Foi assim que o codornizes se apresentou, há um ano, sem saber bem ao que vinha. Ainda não sabe, mas penso poder dizer que tem cumprido o tal programa indefinido. Por aqui têm passado os bocados de vida que me vai apetecendo partilhar. Não sei se os melhores, sei que certamente não todos. Há uns que são só para mim ou, quando muito, para um grupo íntimo de privilegiados... ainda assim, pousei neste blogue 356 vezes, quase uma por cada dia do ano ora assinalado. O que deve querer dizer que tenho mais coisas a partilhar do que julgava antes de ter entrado nesta brincadeira.

Porque é exactamente disso que se trata: de uma brincadeira. Que é feita a sério e dá trabalho, mas não se leva demasiado a sério – isso é para a vida em carne e osso e, mesmo assim, com conta, peso e medida. Na blogosfera, a ideia é mais divertirmo-nos. E divertirmos mais alguém, se para tal chegarem engenho e arte.

A festa está aqui e é mais uma brincadeira: cada palavra deste texto é um portal para uma entrada do codornizes. Estão cá todas, todinhas! A ideia é visitá-las ao calhas. Ainda farão sentido? E os comentários que cá foram deixados, e que tanto as enriqueceram? Convido-vos a reler um ano de ninho, ao sabor do clique (consertei, para tal, todos os links perdidos).

Experimentei isto ontem e asseguro-vos que passei um bom bocado. Por isso, força! Mesmo que a coisa tenha sido escrita há muito tempo, sintam-se sempre à vontade para acrescentar qualquer coisinha. Eu prometo responder... Um ano de codornizes é caso para dizer: Parabéns, leitores. E muito obrigado a todos!

terça-feira, 8 de abril de 2008

What the Huck?!

Huckleberry Finn numa ilustração de E.W. Kemble

O dia em que o codornizes cumpre seis-meses-seis é o momento certo para desfazer equívocos e devolver ao simpático rapaz da imagem a identidade que nunca lhe quisemos roubar. Este é Huckleberry Finn, o amigo de Tom Sawyer, que aparece nos livros As aventuras de Tom Sawyer, Tom Sawyer detective, As viagens de Tom Sawyer e, claro está, As aventuras de Huckleberry Finn. Mark Twain terá baseado esta figura em Tom Blankenship, filho de um bêbado que vivia numa barraca ao pé do rio Mississípi, atrás da casa onde o escritor foi criado, em Hannibal, Missouri.

Este é Huckleberry Finn, que tem toda a pinta de ser um gajo porreiro, mas nada que ver com o nome com que que assino as entradas deste blogue.

Onde fui buscar, então, o Huckleberry Friend? À belíssima letra de Moon river, a canção de Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) que inaugurou, quase por acaso, o codornizes. E que já cá apareceu outras quatro vezes. Já carregaram nos quatro links? Então ouçam e vejam uma sexta versão ao sexto mês. É das mais bonitas. Conduziu-me a ela um precioso blogue e foi por isso que decidi elevá-la a hino deste ninho.


Audrey Hepburn, Moon river (do filme Breakfast at Tiffany's)

Henry Mancini afirmou, um dia, que Moon river fora escrito para Audrey Hepburn: "Nunca houve ninguém que a percebesse de forma tão completa. Há mais de mil versões desta canção, mas a dela é inquestionavelmente a maior". Tinha toda a razão. Quando Audrey morreu, a Tiffany's pôs uma enorme fotografia dela na montra, dizendo apenas "To our Huckleberry Friend" (obrigado pela dica, Teresa).

E porque há huckleberries em Moon river? Johnny Mercer explicou que, em miúdo, costumava ir apanhar huckleberries com os amigos, à beira do Mississípi (onde brincava, roubava e fumava Huckleberry Finn, reparo agora!). De onde a referência a este fruto silvestre num poema sobre sonhos, sonhadores, arco-íris, corações partidos e o muito mundo que há para ver.

Moon River, wider than a mile,
'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.

Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.

Não pude deixar de ir investigar que raio vinha a ser um huckleberry... é uma baga, ou melhor, são várias, pertencentes a dois géneros da família Ericaceae: Gaylussacia e Vaccinium (este é o que inclui o mirtilo). Dois géneros que se ramificam em mais de 40 espécies, com cores que vão do vermelho vivo ao azul-arroxeado quase preto.

Gaylussacia brachycera


Gaylussacia baccata


Gaylussacia dumosa


Vaccinium parvifolium

Vaccinium uliginosum

Ao contrário do que possa parecer, não são groselhas nem mirtilos. Não sei como chamar-lhes em português. Vi huckleberry traduzido por baga de murta, uva-do-monte e fruta-do-lobo. Mas não me importa o nome: quero provar esta fruta. Vai-me saber, estou certo, às coisas boas da vida, e será o equivalente sápido ao som de Moon river, ao prazer de escrever e receber visitas neste blogue, à elegância de Audrey Hepburn, à beleza de quem amo, ao futuro que nos espera para lá da curva do rio.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A 8 de Outubro este blogue era assim

Dois meses é pouco, mas é pretexto para ouvirmos uma vez mais o nosso hino oficial, que é uma das músicas mais bonitas do mundo. Desta feita, na voz de Perry Como. We're after the same rainbow's end / Waiting round the bend.

Perry Como - Moon ...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Mil!

Algures nesta manhã, este blogue recebeu a sua visita número mil. Como não sei quem foi, os abraços vão para todos os que por aqui passam. Voltem sempre ao ninho da codorniz.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

There's such a lot of world to see



O nome do blogue é este porque foi o jantar de ontem e eu gostei. E porque o filme era bom e no filme estão sempre a falar de codornizes, embora a legendagem diga perdizes. A música que encabeça o post é esta por simpatia.

Não há um programa muito definido, mas este espaço vai servir para mostrar coisas novas e velhas, em rubricas fixas e móveis. Anima-me a vontade de não deixar que o tempo nos passe ao lado. Ou que a rotina contamine os tempos mortos e mate os tempos vivos.