terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Espírito da quadra (II)

Os enfeites de Natal apaixonam-me. Sempre adorei fazer a árvore de Natal (abeto natural, perdoem os ecologistas), em tempos com os meus pais e a minha irmã, mais tarde com primos mais novos, depois com mais irmãos e este ano, pela primeira vez, numa casa que é minha. Nossa. E que tem três árvores de Natal: uma a sério, uma de armar que era da minha bisavó e uma insuflável!

Formidável metamorfose a desse esqueleto verde, que começamos por enredar num fio de luzes (sem música irritante, por favor). As bolas, sinos, estrelas, anjinhos, renas e Pais Natais pendurados nos ramos nunca foram, lá em casa, de uma só nação. São testemunhos de viagens, trabalhos escolares ou domésticos, presentes de amigos ou objectos cuja origem já se perdeu. Dizem lindamente uns com os outros.

Há, depois, a coroa para pôr na porta. Recomendo as da Isabel florista, do mercado de Arroios, com pinhas, castanhas e azevinho. A nossa deste ano é menos artesanal, mas muito divertida, com um boneco feito dessa neve que nos falta. Finalmente, encanto dos encantos, as luzes e velas espalhadas pela casa por mão amorosa e o calendário do advento, com chocolatinhos para ir comendo até ao grande dia.

PS: Já publicada a entrada, reparo que alguém colou sinos e flocos de neve em feltro na porta da redacção onde trabalho. E sorrio.

10 comentários:

Flávia Vida disse...

o Natal pinta os nossos corações já cansados dO vermelho de VERDE. e ficamos todos coloridos da cor da "esperança"...

:)

Huckleberry Friend disse...

Cara Flávia, é um gosto vê-la por aqui... mas olhe que na opinião deste modesto blogueiro, vermelho e verde são cores natalícias em igualdade de circunstâncias, tal como o dourado e o prateado. A esperança, essa, não pode morrer, e ainda menos nesta quadra!

cidália disse...

E a música de Natal? Ninguém gosta da música de Natal, dos maravilhosos villancicos espanhóis, do "Rudolph the Red-Nosed Reindeer", do "White Christmas"?

Susana disse...

É tão bom este espírito. Faz-me sorrir, mesmo quando o sobrinho mais pequeno não ajuda na manutenção da decoração. :)

Beijinho

JP disse...

Gostei do pormenor da árvore de Natal insuflável.

Realmente, nos tempos que correm, há que soprar para encher o vazio de espírito natalício.

Um abraço.

Mad disse...

Não, não te perdôo o abeto natural. De resto, BOM NATAL.

PS - Esperem uma surpresinha pirosa lá no meu blóguio por estes dias.

Mad disse...

Não, não chega o que escrevi ali em cima.

Como é que é possível duas pessoas civilizadas como vocês terem uma árvore verdadeira em casa (pelo que escreveste depreendo que não está plantada num vaso), quando sabem que ela vai para o lixo daqui a 1 mês???

Parece impossível, Pedro!

Sofia disse...

Olha Mad, olha que ainda me zango outra vez! O nosso abeto LINDO, traz raiz e daqui a um mês, estes teus amigos CIVILIZADOS vão plantá-lo no Toxofal! Assim é menos uma a ir para o lixo, até porque custa os olhos da cara! Quero vê-lo todos os fins-de-semana...

O que é que vais pôr lá no blogue? Adoro coisas pirosas... Porta-te bem ou não levas fotografias nenhumas!

beijinhos

Huck: reparaste que as nossas luzes têm 50 melodias irritantes... bora não ouvir quais são?

Mad disse...

Pronto, pronto, já sei que o abeto tem raiz. Já cá não está quem deu o sermão. Beijinhos aos dois.

Huckleberry Friend disse...

Querida Cidália: a música é indispensável, responde este amigo que tem uma colecção de cerca de 1000 faixas natalícias de todos os estilos, entre computador e CDs. Algumas delas vão estar aqui, em parceria com o blogue o meu cais.

Susana, JP: as crianças, mesmo quando não fazem o que dizemos, são mais um reforço do espírito de Natal, que só é vazio se não o soubermos encher!

Mad: de abeto estamos esclarecidos. Aguardo a surpresinha ansiosamente...

Sofia: não é preciso ouvir as músicas irritantes das luzes. Até tu cantas melhor! A árvore ficou linda e a iluminação condiz com as nossas vozes, ainda que não sejamos nenhuns Caballé nem Carreras. Beijinho musical ou luminoso ou ambos, escolhe!