quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pata Patunça com chapéu de passeio

Jemima Puddle-Duck, by Beatrix Potter
(Pata Patunça for a privileged few)

Pediste com jeitinho e, porque mereces, aqui a tens (e com um poema de bónus). Como tu, gosta de passear. Como tu, olha para tudo com muita atenção. Como tu, enternece-me.


Plumas, de José Tolentino de Mendonça
(in A estrada branca)

Através da terra o amor
torna-nos estranhos à terra
liga-nos a uma divina linhagem
com seu tormento inapagável
suas verdades enormes

O amor vive na ponta dos cabelos

O amor, ditam os frios de coração, é ruinoso
qualquer momento em chamas
denunciará a precisa inquietação que nos toma

Os inocentes que se amam dizem
teu corpo está a nevar
tua alma é uma flor
um prado tranquilo sua noite

Os inocentes que se amam
por seu tormento elevam-se
como plumas

num chapéu de passeio

4 comentários:

Sofia disse...

'o amor vive na ponta dos cabelos'!

Só isso diz tudo!

Obrigada pela imagem

Huckleberry Friend disse...

Para quem estará guardado o amor desta Patunça, que esconde a ponta dos cabelos sob o lenço? Se fossem os teus, voavam com o vento e eu, se corresse atrás deles, ficava com os meus em pé, a parecer palha de aço. Aceitas uma corrida, para ver quem apanha a Pata-choca e lhe descobre a careca? Beijinhos patudos!

blue disse...

obrigada pelo convite, adorei esta pata que fez parte de muitas noites a ler para os meus filhos.
que o aniversário secelebre com tanto engenho é para se dizer: Parabéns!!!

Pedro disse...

Bem-vinda, Blue. Eu é que agradeço a visita ;) Muitos beijinhos!

Huckleberry Friend

PS: Também sou fã das histórias de Beatrix Potter. Viste o filme sobre a vida dela, que passou há um ano ou dois? Era giro. Até consegui deixar de lado a minha embirração pela Renée Zellweger.