domingo, 9 de março de 2008

Baú das codornizes (VII)


Walt Disney, A Dama e o Vagabundo

É uma das cenas mais deliciosas de um dos mais deliciosos filmes da minha infância. Já não a via há séculos, mas hoje deu-se a coincidência de ter lido sobre ela e de a ter recebido, de supresa, na minha caixa de e-mail (obrigado, A.). Quando era miúdo, ansiava pelo dia em que me fosse dado um jantar como este. Hoje, saboreio na memória quantos tive a sorte de viver, tentando reconstituir ementas, comensais e banda sonora. E anseio, inevitavelmente, pela próxima bella notte.

8 comentários:

Teresa disse...

Obrigada, my Hucleberry Friend. Estou, como era inevitável, com os olhos cheios de lágrimas. Amanhã lá porei esta cena no meu cantinho - queria-a maior, tal como a minha memória a guardou (e não a via há mais de 30 anos), mas isto já é suficiente. Porque é, definitivamente, uma das CENAS DE FILMES DA MINHA VIDA.

Um beijo grato.

Teresa disse...

P.S. E o The Ländler?
Estava à espera de comentário teu...
Ainda havemos de fazer uma excursão ao The Sound of Music Sing-along-a...

Huckleberry Friend disse...

Olá, Teresa! Eu é que agradeço a evocação deste momento tão bonito e das recordações que ele evoca em mim. Acho que não aguento sem ver A Dama e o Vagabundo todo, mais cedo do que tarde.

Tive com esta cena a mesma sensação que com o Ländler (já fui comentar, algo tarde porque estive unplugged desde ontem de manhã até agora). A dança da Fraulein com o Capitão é, como o jantar italiano, uma daquelas cenas que vemos em criança e sonhamos viver um dia. Bem vistas as coisas, acaba por não ser tão difícil como parece aos olhos de um miúdo. Ao passar pelo teu blogue, revivi danças e contradanças, voltas e mais voltas por inúmeros salões de baile, algumas das quais mudaram rumos a vidas - a minha e não só. Beijo grande!

Amélia disse...

Esta cena faz-me sempre chorar... porque durante anos, em miúda, foi o meu ideal de romantismo. Um dia, por acaso, vivi-a com o meu marido e tirei a prova dos nove: um pico de romance! A ver se a repito, sempre por acaso!

um beijinho

Huckleberry Friend disse...

Que sorte, Amélia! A verdade é que estas cenas têm graça quando acontecem por acaso... há coreografias a que o amor não é dado! Às vezes os acasos repetem-se, outras vezes surgem novos episódios românticos igualmente inesperados e bonitos. Pelo que me despeço com um sincero good afternoon and good luck!

Por entre o luar disse...

Adorei este filme:) Beijinhos e sorrisinhos:P

Huckleberry Friend disse...

Também eu... estou cheio de vontade de vê-lo outra vez, alguém tem em DVD? Beijos, por entre o luar!

Teresa disse...

Pronto, já está. Obrigada :)

Não tenho o filme em DVD, mas as minhas sobrinhas têm - eu não o vejo há muitos, muitos anos. Recordo a adorável cena de abertura (outra para a minha lista de cenas da minha vida). Começa com uma frase inesquecível: "não há dinheiro no mundo que possa pagar o abanar feliz da cauda de um cachorrinho". E depois assistimos à chegada da cadelinha (a Dama) a casa, no Natal. Feito com amor por alguém que gostava muito de cães.
Beijo!.