
Por onde quer que ande no mundo, em qualquer altura do ano, procuro um concertozinho numa igreja. De um contratenor vietnamita em Saint Julien le Pauvre (Paris) a uma missa de negros baptistas em Lexington (Carolina do Sul), passando pelos Natais de Santa Maria del Mar (Barcelona) e Saint Martin-in-the-Fields (Londres), a música ouvida nestes templos dá ao ateu que sou uma paz que, paradoxalmente, me deslumbra e torna mais lúcido.
Sexta-feira à noite, foi em Lisboa, na igreja de Santa Isabel, pela mão das equipas de jovens de Nossa Senhora, com opípara ceia natalícia incluída. Que bom voltar àquele local de tantas memórias e encontros, da Lectio Divina do Padre Zé Manel às missas de homenagem à Tia Amelinha e ao Avô Dragomir, e vê-lo cheio de gente reunida para festejar o Natal.
Que alegria nos olhos do público e dos artistas (os adolescentes eram maioria), numa azáfama social e musical trepidante. Que boa selecção musical, entre o nacional e o estrangeiro, entre o religioso e o pagão. Que graça a do Pêu a orientar o coro, e que vozes a dele e a de outros, com destaque para a Xinha. Que bebé bonito o que estava ao colo da mãe que se sentou ao nosso lado. E que bem ladeado estava este vosso amigo, que teve a sorte de ter sido convidado de duas queridas amigas (obrigado, Ana e Filipa)! Houve mais música nessa noite e mais haverá até ao Natal...
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Natal de Elvas, pelo Coral de São Domingos (Montemor-o-Novo)

Ó meu menino Jesus
Que tendes, porque chorais?
Deu-me minha mãe um beijo,
Choro por que me dê mais









Os enfeites de Natal apaixonam-me. Sempre adorei fazer a árvore de Natal (abeto natural, perdoem os ecologistas), em tempos com os meus pais e a minha irmã, mais tarde com primos mais novos, depois com mais irmãos e este ano, pela primeira vez, numa casa que é minha. Nossa. E que tem três árvores de Natal: uma a sério, uma de armar que era da minha bisavó e uma insuflável! 





A mão no meu corpo
Do Toxofal de Baixo à Praia dos Belgas, Portugal









