Esta terra fica na ilha de Anglésia e é mais pequena do que o nome que tem. As suas 58 letras significam "Igreja de Santa Maria no fundão da avelaneira branca, perto do redemoinho rápido e da igreja de São Tysilio da gruta vermelha". Passei por lá há mais de 20 anos, durante uma viagem em que me interessava, sobretudo, ver as montanhas de Snowdonia, alvo cenário da última aventura que lera d'Os Cinco.
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Não me lembro de ter visto igrejas, avelaneiras, redemoinhos ou grutas, fossem elas vermelhas, brancas ou de outra cor... sei que me prendeu, ainda no carro, aquela concatenação de letras difíceis de pronunciar, a profusão de "w" e "y", os extraordinários quatro "llll" seguidos e, sobretudo, a terminação "gogogoch", quase uma insinuação de que tudo aquilo era a gozar, como se estivéssemos num episódio do Britcom.
Não descansei enquanto não decorei o nome daquele lugarejo onde, a bem dizer, não há mais nada que seja digno de nota. Tirámos uma fotografia ao pé de uma tabuleta com o nome da terra - na estação de comboio, se não me engano -, comprámos um postal e lá nos metemos no carro, a repetir aquilo de forma incessante, para martírio dos ouvidos paternos e maternos.
Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch... ainda consigo dizer a palavra sem pestanejar, mas lendo-a "à portuguesa", tanto quanto isso é possível. Julgo, porém, que os leitores do codornizes merecem conhecer a pronúncia correcta, em galês, deste vocábulo pouco redondo (carreguem no play), para o qual só me ocorre um adjectivo, ainda por cima "roubado": supercalifragilisticoexpialidoso!

