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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Courrier Internacional n.º 165


O Nobel da Paz de Barack Obama está em discussão na edição deste mês do Courrier Internacional. Foi merecido? Terá influência na política americana, enquanto incentivo? Artigos da melhor imprensa internacional debruçam-se sobre este assunto.



John Lennon & the Plastic Ono Band, Give peace a chance

A revista traz ainda artigos sobre o fluxo de trabalhadores portugueses para Angola, o êxito do bacalhau fora de portas, os 284 milhões de biquínis que o Brasil produz por ano, a disputa pelo 'ouro cinzento' (lítio) no Chile, o maremoto de Samoa, a cultura da Islândia e as divisões que persistem na ex-Jugoslávia. Fique a conhecer, ainda, a Universidade mais liberal da Arábia Saudita e a horripilante história do massacre num estádio da Guiné-Conacri, ordenado pelo Governo.

Na zona económica, leia um perfil de Joseph Stiglitz, o homem que a América não quiz ouvir a propósito da crise, e tente perceber porque se suicidam tantos funcionários da France Télécom. Nas ciências, destaque para os efeitos saudáveis da marijuana e a criogenização de óvulos. Sabia que o deserto do Sara vai ter uma central de energia solar? E que diferença fará, numa aldeia indiana, a introdução de casas-de-banho públicas?

Na área cultural, o sucesso dos Buraka Som Sistema e uma entrevista com a Nobel da Literatura de 2009, Herta Müller. E no campo da reportagem de fundo, a feira da ladra de Panjiayuan, a vida de Natascha Kampusch e o isolamento das colónias menonitas da Bolívia. A viagem é a Ometepe e os sabores falam-nos da groselha espinhosa. A fechar este número, os imperdíveis insólitos e um artigo do mayor de Londres, Boris Johnson.

A edição do Courrier que acabo de vos apresentar é a primeira desde que Anabela Natário foi substituída na direcção desta revista e na editoria internacional do Expresso. Grande jornalista e ainda melhor pessoa, vou sentir-lhe a falta no dia-a-dia, após os quatro anos e meio em que trabalhámos juntos. Os laços ficam, é claro, profissionais e de amizade. Para a vida. Como fica - para mim e para vós - a oportunidade de ler reportagens da Anabela, em breve, na revista Única. Estejam atentos, porque vai valer a pena.

Aos que entram para o Courrier (o director João Garcia, o editor Rui Cardoso, responsável também pela área internacional do Expresso, e o jornalista Hélder Martins), um abraço de boas-vindas e boa sorte.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Brava Bartoli

Só podia ter o nome da santa padroeira da música... deixou a Gulbenkian de pé ao fim de duas horas de recital, mais meia de encores - e estes não foram um favor ao público, antes um prazer a que se deu, e bem. Vinha mais bonita do que neste vídeo, de vestido vermelho e face rosada, e moveu-se com graça e discrição, acompanhada pela Orquestra de Câmara de Basileia. Obrigado Cecilia, pela harmonia que deixaste em mim. Obrigado, Cecília minha tia, pelo presente. Obrigado tias Caia e Qué, e amiga Dulce, pela companhia. Parto para o campo com mais música no coração.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Poppy day

Papoilas de papel polvilham, esta semana, os campos e as cidades do Reino Unido e de outros locais do mundo. O Dia da Recordação foi anteontem, mas não será o atraso a impedir que o assinalemos aqui. Foi à 11ª hora do 11º dia do 11º mês de 1919 que foram honrados, pela primeira vez, os mortos da que então se chamava apenas Grande Guerra, e que ainda não fora ultrapassada em horror pela de 20 anos mais tarde.

Tenho especial carinho por este emblema, que não uso há muitos anos, mas a cujo significado me associo. Foi mais uma coisa que ficou das paragens que ilustrei no último voo da codorniz... impressiona ver todos os anos, diante do Cenotáfio de Londres, as lágrimas vertidas pelos veteranos, em número cada vez menor. O dinheiro da venda das pequenas flores que todos põem à lapela revertem a favor dos feridos e incapacitados da guerra.

A papoila passou a ser símbolo de paz por causa de um poema escrito pelo médico canadiano John McCrae (1872-1918), que esteve na frente belga. Foi composto em 1915, em homenagem ao seu amigo Alexis Helmer, morto em combate. É bonito. Ei-lo.

In Flanders Fields

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders Fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders Fields.