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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ofícios de Torquato

Foto do blogue Ofício Diário (há mais aqui)

Fim de tarde bem passado na companhia de Torquato da Luz, cujas pintura e poesia fomos ver na Junta de Freguesia de São João de Brito, ali mesmo ao pé de casa. Fiquem a saber, antes de mais, que a exposição dura até 12 de Maio e merece ser visitada.

Foi engraçado entrar na sala a tentar adivinhar quem seria o artista, que só conhecíamos da blogosfera. A tarefa não se revelou complicada: Torquato é um fiel retrato do blogue que vai preenchendo com quadros, poemas e fotos (já falámos dele aqui). Alia simpatia, humildade e sentido de humor. É algarvio e tem uma família encantadora, da qual descobri já conhecer algum membro.

O passeio pelos quadros - cada um associado a um poema, como no blogue - foi entrecortado por copos de vinho, queijo, presunto e outros acepipes e pela conversa que fluiu, escorreita, desde o primeiro momento. Sem quase darmos por isso, a tarde tornou-se noite. Saímos bem dispostos e com vontade de repetir, a cada dia, a visita ao blogue do Torquato. Obrigado, amigo!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Blogues à quinta (XI)

Ofício diário

O que se pode esperar de um blogue cujo mote é "O poema de cada dia nos dai hoje"? Poesia, pois claro! A de Torquato da Luz vai aparecendo a um ritmo pouco menos que diário, e ainda bem: sabe bem ao visitante quotidiano reler duas, três vezes as suas composições. Tantas as leituras quantos os dias de intervalo e as mudanças de ventos e estados de espírito. Além do gostinho que há na incógnita de clicar para ver se o próximo já lá está.

São poemas depurados, raramente longos - e para quê, se lemos e está tudo ali? O amor, o tempo, a importância do pormenor, o não nos deixarmos estar... e muita, muita Lisboa. Palavras que quase vemos, sentimentos que se nos transmitem por osmose ou recordação, mesmo antes de olharmos para as fotografias e pinturas que acompanham cada entrada. E é tudo da autoria do mesmo homem, caramba! Visitem, pois o blogue (atenção aos comentários e à assídua resposta do poeta) ou então procurem o livro homónimo.

Passando em revista os últimos ofícios, temos, entre outros, uma madrugada de amendoeiras em flor, um desafio bem agarrado, o esquecimento como fatalidade, um esgar que doeu e a vertigem da espera que o amor causa. Fiquemos, pois, na vertigem de esperar o próximo poema de Torquato da Luz.