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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Soberbo


Uma das mais bonitas salas de Lisboa foi ontem inundada pela voz do melhor contratenor (o meu registo preferido) do mundo. Trazido pela Gulbenkian e acompanhado pelo grupo Lux Orphei, que dirige, o basco Carlos Mena brilhou, na Academia das Ciências, em oito cantatas e um lamento. As cantatas ficaram-nos nos ouvidos. O lamento colou-se-nos à boca quando tivemos de deixar a sala, findo o recital. Obrigado a quem convidou, obrigado a quem se nos juntou, obrigado pela agradável conversa ao intervalo.


Carlos Mena, Salve Regina de Tomás Luis de Victoria
(acompanhado ao alaúde por Juan Carlos Rivera)

NOTA: Não consegui encontrar nenhuma das peças interpretadas no serão que relato. Ouvimos Benedetto Ferrari, Bernardo Storace, Giovanni Sances, Claudio Monteverdi, Alessandro Scarlatti, Antonio Cesti, Giovanni Bononcini e Georg Friedrich Händel.