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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A um blogue recém-nascido


Marlène Dietrich, Au jardin de mes souvenirs (Moon river)

Nasceu há dias um novo blogue: Música, luar e poesia. É do mesmo autor de O espaço azul entre as nuvens (declaração de interesses: é meu Pai). O que vimos até agora agradou. Força, portanto. Dedico ao recém-nascido uma música de luar e poesia, versão francesa do hino não oficial do Codornizes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bloguista desnaturado...


...o que não reparou que o seu ninho fazia dois anos. Que é como quem diz: eu! Fiquem não com duas, mas três versões do nosso hino não oficial. Continuaremos por aqui, waiting 'round the bend.



Bob Dylan


Stevie Wonder




Morrisey (com Audrey Hepburn a chorar ao fundo
e uma letra ligeiramente diferente)

Two drifters
Off to see the world
I'm not so sure the world
Deserves us

We're after
The same rainbow's end
How come it's just around the bend ?
It's always just around the bend ?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Celebrar 18 meses de blogue...

...sem grande energia para estas lides, é verdade, e num ritmo mais próprio do caracol do que da codorniz. Mas, ainda assim, com boa disposição e alto astral.


Elton John, Moon river

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Late tea at Tiffany's


Trailer original de Breakfast at Tiffany's (Boneca de luxo),
de Blake Edwards (1961)


Colmatando uma falha ancestral, estou a ver este filme, acidentalmente ligado à génese do codornizes, através de uma das mais bonitas canções que Hollywood deu ao mundo. Amanhã, começo a ler o livro de Truman Capote em que a fita se baseia. No entretanto, ouçamos Audrey Hepburn cantar...

Adoráveis, as legendas...

Há tanto mundo para ver
Procuramos o mesmo arco-íris
E à espera na curva
A minha amiga centáurea
O Rio Lua
E eu

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Muito obrigado...

...a quantos têm assinalado o primeiro aniversário do codornizes. Espero que continuem a fazê-lo e, se passarem pelas entradas antigas, deixem lá o vosso ovo. A festa continua, com este número musical: como não poderia deixar de ser, ouviremos a música que abriu este blogue e dele se tornou hino não-oficial.

Luciano Pavarotti, Josep Carreras e Plácido Domingo, Moon river

terça-feira, 8 de abril de 2008

What the Huck?!

Huckleberry Finn numa ilustração de E.W. Kemble

O dia em que o codornizes cumpre seis-meses-seis é o momento certo para desfazer equívocos e devolver ao simpático rapaz da imagem a identidade que nunca lhe quisemos roubar. Este é Huckleberry Finn, o amigo de Tom Sawyer, que aparece nos livros As aventuras de Tom Sawyer, Tom Sawyer detective, As viagens de Tom Sawyer e, claro está, As aventuras de Huckleberry Finn. Mark Twain terá baseado esta figura em Tom Blankenship, filho de um bêbado que vivia numa barraca ao pé do rio Mississípi, atrás da casa onde o escritor foi criado, em Hannibal, Missouri.

Este é Huckleberry Finn, que tem toda a pinta de ser um gajo porreiro, mas nada que ver com o nome com que que assino as entradas deste blogue.

Onde fui buscar, então, o Huckleberry Friend? À belíssima letra de Moon river, a canção de Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) que inaugurou, quase por acaso, o codornizes. E que já cá apareceu outras quatro vezes. Já carregaram nos quatro links? Então ouçam e vejam uma sexta versão ao sexto mês. É das mais bonitas. Conduziu-me a ela um precioso blogue e foi por isso que decidi elevá-la a hino deste ninho.


Audrey Hepburn, Moon river (do filme Breakfast at Tiffany's)

Henry Mancini afirmou, um dia, que Moon river fora escrito para Audrey Hepburn: "Nunca houve ninguém que a percebesse de forma tão completa. Há mais de mil versões desta canção, mas a dela é inquestionavelmente a maior". Tinha toda a razão. Quando Audrey morreu, a Tiffany's pôs uma enorme fotografia dela na montra, dizendo apenas "To our Huckleberry Friend" (obrigado pela dica, Teresa).

E porque há huckleberries em Moon river? Johnny Mercer explicou que, em miúdo, costumava ir apanhar huckleberries com os amigos, à beira do Mississípi (onde brincava, roubava e fumava Huckleberry Finn, reparo agora!). De onde a referência a este fruto silvestre num poema sobre sonhos, sonhadores, arco-íris, corações partidos e o muito mundo que há para ver.

Moon River, wider than a mile,
'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.

Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.

Não pude deixar de ir investigar que raio vinha a ser um huckleberry... é uma baga, ou melhor, são várias, pertencentes a dois géneros da família Ericaceae: Gaylussacia e Vaccinium (este é o que inclui o mirtilo). Dois géneros que se ramificam em mais de 40 espécies, com cores que vão do vermelho vivo ao azul-arroxeado quase preto.

Gaylussacia brachycera


Gaylussacia baccata


Gaylussacia dumosa


Vaccinium parvifolium

Vaccinium uliginosum

Ao contrário do que possa parecer, não são groselhas nem mirtilos. Não sei como chamar-lhes em português. Vi huckleberry traduzido por baga de murta, uva-do-monte e fruta-do-lobo. Mas não me importa o nome: quero provar esta fruta. Vai-me saber, estou certo, às coisas boas da vida, e será o equivalente sápido ao som de Moon river, ao prazer de escrever e receber visitas neste blogue, à elegância de Audrey Hepburn, à beleza de quem amo, ao futuro que nos espera para lá da curva do rio.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hay tanto mundo que ver

Pablo Picasso, Mujer en el jardín

Instalação de Sáenz de Oiza, Arco2008

Kokotxas de merluza

Terrace-bar Granados 83


Chocolateria San Ginés

Amedeo Modigliani, Nu recostado (1917)

Apetece-me inaugurar a semana com a música que inaugurou este ninho e com o verso que dele se tornou lema. Até porque encontrei uma versão na língua que ouvi e falei nos últimos dois dias - e que adoro. Há muito, muito mundo para ver, até nos sítios onde já fomos repetidas vezes. Prometo volver, Madrid!


Pedro José Sánchez Ramírez, Moon River
(da banda sonora de La mala educación)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dias de sensações


Os últimos dois dias foram de folga. De celebração, de perguntas e respostas, de saudades enfim mortas e de outras renascidas. A 8 de Janeiro, o codornizes fez meses (três) e eu fiz anos (menos de três vezes dez). Beijinhos e abraços teriam de ser muitos, mas pego no número três e digo tudo em música: Sextos sentidos, dos Silence 4 com Sérgio Godinho, para a Sofia, que consegue, quando quer, ter um sétimo sentido. We can work it out, dos Beatles, porque acho que é verdade e porque a Teresa ma dedicou (para não repetir, eis uma versão de Noa). E Moon river, por ser quase um hino deste blogue, na voz d'A voz.
08 - Silence4 - Se...
Silence 4 e Sérgio Godinho - Sextos sentidos

Noa - We can work ...
Noa - We can work it out

Frank Sinatra) - M...
Frank Sinatra - Moon river

sábado, 8 de dezembro de 2007

A 8 de Outubro este blogue era assim

Dois meses é pouco, mas é pretexto para ouvirmos uma vez mais o nosso hino oficial, que é uma das músicas mais bonitas do mundo. Desta feita, na voz de Perry Como. We're after the same rainbow's end / Waiting round the bend.

Perry Como - Moon ...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Promessa cumprida no momento certo

Não foi uma surpresa, mas caiu-me nas mãos mesmo quando estava a precisar. Soube tão bem ouvir esta versão da música que abriu este blogue que decidi pô-la aqui sem esperar pelos dois meses de blogue, que era a ideia original. Celebremos, em vez disso, a visita quatro mil, que cá veio entre a noite de ontem e a manhã de hoje. Celebremos o sol ou a chuva que vier. Obrigado, Teresa, por me lembrares que há tanto, tanto mundo para ver...


Andy Williams, Moon River (com Henry Mancini ao piano)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

There's such a lot of world to see



O nome do blogue é este porque foi o jantar de ontem e eu gostei. E porque o filme era bom e no filme estão sempre a falar de codornizes, embora a legendagem diga perdizes. A música que encabeça o post é esta por simpatia.

Não há um programa muito definido, mas este espaço vai servir para mostrar coisas novas e velhas, em rubricas fixas e móveis. Anima-me a vontade de não deixar que o tempo nos passe ao lado. Ou que a rotina contamine os tempos mortos e mate os tempos vivos.