A voz de Katie Melua
inaugurou o codornizes e não foi por acaso. O seu timbre doce no
Moon river é a descrição do que queria para este espaço. Descobri Melua pela mão de uma amiga, num fim de tarde da passada Primavera. Fascinaram-me os
nove milhões de bicicletas em Pequim. Fascinou-me quase tudo deste então.
A música de hoje enviou-ma outra voz doce. Com uma nota especial: eu ia adorar um verso, cabia-me descobrir qual. Lá abri a letra e, amigos, foi tiro e queda. Não havia dúvida, só podia ser aquilo, tinha tudo a ver connosco! Liguei à remetente e clamei vitória. Mas... não! No verso que eu adorei ela não tinha reparado. Citou-me outro, também muito ligado às nossas cumplicidades, que voltei a adorar e a procurar na letra. Só que não estava lá. Não fazia parte da música. Criara-o o ouvido dela, via rádio do carro. Acabámos os dois a rir às gargalhadas e a ouvir a Katie. Mais um fim de tarde adoçado por vozes queridas, que partilho convosco enquanto a noite vai ganhando terreno.