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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Parabéns, Rio!


Adriana Calcanhotto, Cariocas

Os Jogos Olímpicos de 2016 vão ser no Rio.
É jóia, ¡pero hago mío tu dolor, Madrid!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O voo da codorniz (XXXIX)

Paseo del Arte, Madrid, Espanha


Com uma vénia aos dois génios abaixo, que foram o pretexto de mais uma peregrinação. E outra vénia aos mais de 50 que hoje ficaram feridos num atentado da criminosa, estúpida e assassina ETA. ¡No pasarán!


Joaquín Sorolla, Idilio en el mar


Henri Matisse, Intérieur au violon

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Contador a cero, pero no por mucho tiempo...

Inunda-me a certeza de que as sextas-feiras 13 são dias de sorte. Na última que houve, parti para Madrid, de onde volto sempre com vontade de lá ter ficado. Talvez por isso nunca saia da cidade sem antes ter coligido pretextos para voltar. Esta vez não foi excepção, mas não revelo o que trago na mala. Aqui ficam, ao som da música, 13 apontamentos sobre o fim-de-semana que passou. ¡Hasta pronto, Madrid!


Clave de Folk, Adios, Madrid

Adios ilustres tabernas
Adios ricos bodegones



Plaza de Oriente
Francis Bacon, Henrietta Moraes (1966)
Paco Roncero, Tortilla del siglo XXI
Félix Vallotton, Desnudo sobre fondo amarillo (1922)

Parque del Buen Retiro
CowParade
La cure gourmande
Sombrería Casa Yustas
Plaza de Chueca
Bar La panza es primero
El Rastro (foto Alberto Salguero)
CaixaForum
Tarta de membrillo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Y ahí vamos... ¡cero!

Madrid pode ser em todo o lado e todo o lado pode ser Madrid. Reggiani cantaria que Madrid n'est pas en Espagne, tal como Veneza não ficava em Itália). Eu não canto aqui, que canto mal, mas parto para a minha cidade ao som da música, que é língua universar a passar por trás da orelha de quem estiver para ouvi-la. A canção escolhida já andou por este ninho, num momento idêntico, mas os seus autores souberam adaptá-la a qualquer ponto do globo. Ora vejam, ora ouçam...



Mecano, Quédate hoy aquí (ao vivo em Barcelona, 1991)

Con tus orejas en las manos
Voy enseñándole a Van Gogh
Como mejora el resultado
Cuando lo hacen dos

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Se acerca el día... ¡uno!




Lua Extravagante, Lua de papel (de Carlos Salomé)

Quem disse que o amor é como o mel
Será que o céu é só estrelas
e que a lua é de papel

Penso que é como o limão
parte as feridas que me fazes
cá dentro do coração

Vou fazer uma viagem
para me esquecer de ti
Vou para Espanha, ai vou para Madrid...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vaya, un esfuerzo más... ¡dos!




Ketama, Vente pá Madrid

Lagrimas y lagrimas lloro
Porque aquí en Madrid esta lo mejor
Querido primo yo te digo
Vente pa’ Madrid

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

No desesperéis... ¡tres!





Ismael Serrano, Vuelvo a Madrid


Desde lo alto distingo,
entre un mar de luciérnagas,
mi pequeño barrio.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sigue la cuenta atras... ¡cuatro!



Toots Thielemans, Winter in Madrid

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

La cuenta atras ha empezado... ¡siete!

Já falta pouco... o intervalo foi maior do que é costume, maior será a alegria de voltar. Madrid é sempre a mesma, é sempre outra. Mas desta vez vai ser diferente da anterior. E da vez antes dessa (que foi tão boa que inspirou a escolha musical de hoje). Não, agora é diferente. É outra coisa. Outra coisa bem melhor. Vámonos ya!


Ana Vega Toscano y Coro mixto de cámara,
El Madrid de Noviembre


El Madrid de Noviembre,
de hierro y fuego,
el que no admite yugos
de traicioneros

É uma canção dos que resistiam ao avanço do fascismo sobre a cidade, durante a Guerra Civil, entre Outubro de 1936 e Março de 1939. Está aqui pelo título, porque adoro Madrid em Novembro (sobretudo um certo Madrid num certo Novembro), mas também pelos sonhos, pela liberdade, pelo que está bem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hay tanto mundo que ver

Pablo Picasso, Mujer en el jardín

Instalação de Sáenz de Oiza, Arco2008

Kokotxas de merluza

Terrace-bar Granados 83


Chocolateria San Ginés

Amedeo Modigliani, Nu recostado (1917)

Apetece-me inaugurar a semana com a música que inaugurou este ninho e com o verso que dele se tornou lema. Até porque encontrei uma versão na língua que ouvi e falei nos últimos dois dias - e que adoro. Há muito, muito mundo para ver, até nos sítios onde já fomos repetidas vezes. Prometo volver, Madrid!


Pedro José Sánchez Ramírez, Moon River
(da banda sonora de La mala educación)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Buen fin de semana!

Sarah Wimpering, Madrid windows

Desde Madrid, al Cielo
y desde el Cielo,
una ventanita para ver Madrid

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Blogues à quinta (VIII)

Prohibido fijar carteles

Mais um blogue espanhol, mais um blogue de um amigo. Luis Felipe Torrente recolhe o que outros vão deixando pelas paredes de Madrid e não só. Cartazes, graffiti, inscrições, divisas ou desabafos sobre fundo de betão ou tijolo povoam este espaço divertido. A actualização não é diária, mas de vez em quando vêm uma data de entradas em catadupa.

O vol d'oiseau habitual revela-nos uma fuga à rotina para homenagear o Turner deste ano, uma carta ao futuro, dois cartazes vintage de um bairro que conheci melhor com o ilustre blogueiro, um alívio lisboeta e heresias como esta e mais esta.

Jornalista da televisão Cuatro, apreciador de boa comida, bons copos e bons livros, o autor deste blogue gosta muito de Portugal e o português ibérico que sou também gosta muito dele. Un abrazo, Luis!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Peso

As estátuas de reis e nobres da Plaza de Oriente, em Madrid, foram pensadas para adornar a cornija do Palácio Real, ali ao lado. A ideia foi abandonada devido ao seu peso: percebeu-se, mas só mais tarde, que era excessivo. Podiam cair e matar alguém que ali passasse. Acabaram por ir para o jardim e lá estão, em pedestais de onde têm menos hipóteses de cair. A não ser que alguém adormeça num daqueles bancos de pedra durante um terramoto (longe vá o agoiro!), podemos considerá-las inofensivas. Embora o improvável não seja impossível, claro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O voo da codorniz com Google Earth (V)


Da Plaza de Oriente à Plaza Mayor, Madrid, Espanha
Deve ter sido por onde mais andei durante esta última viagem àquela que será sempre uma cidade minha. Ou nossa. Deve ser por onde ainda ando...

Monday soundbyte

Fuga mais do que necessária para o país vizinho deixou o ninho sem dono durante quatro dias. O que vale é que os comentadores andem por aí e mantêm a chama viva. Fazem bem, estas pausas. E faz bem voltar, mesmo se custa. Para já, fica aqui um primeiro comentário a estas miniférias... é dos Mecano. Boa semana!


hoy.mp3

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Contagem decrescente

Já de partida, mais uma música de Madrid. Numa versão estrangeira, que é para despistar os indesejáveis...


Mecano, Fermati a Madrid, versão italiana de Quédate en Madrid

terça-feira, 30 de outubro de 2007

À espera do tiro de partida

Vou atrás de uma entrada curiosa do Zoo Bizarro. É sobre uma inglesa que escreveu um livro de viagens a países onde nunca esteve. Não repito o que a senhora opina sobre os portugueses, porque isso fez o JG. Para evitar o plágio total e descarado, socorro-me da costela ibérica e vou ao capítulo dos espanhóis, que aprecio e que visitarei em breve...

The Spaniards are rather short and thin. Their hair and eyes are black, their skin is dark, and their cheeks pale, and their countenance is grave and sad. They walk very slowly, and hold up their heads. The women are very graceful.
They are not like the French, lively and talkative: they are grave and silent. They are not active like the Scotch, but cold and distant; nor fond of home like the English, but fond of company. Yet they are cruel, and sullen, and revengeful. They are very proud. The poor are as proud as the rich. They think no nation, and no language is like their own. It is true their language is the best in Europe, but there are very few wise books written in it.
Favell Mortimer

Graciosas e magras... as minhas amigas espanholas a-d-o-r-a-r-i-a-m ler isto (menos o escuras de faces pálidas)! Mas tristes? Isso acham eles de nós! Dizia-me um amigo: Para hablar portugués, no hay más que poner cara triste y hablar para dentro. E quantos portugueses diriam dos espanhóis que são pouco faladores? Rematemos, então, com música, sem etiquetas nem rótulos. Madrid também é a minha terra e mato saudades só de sonhar com quatro dias de sonho, numa quasi-religiosa visita outonal que tem início amanhã. Só ainda não decidi se arranco de carro ou vou a andar pelo céu. Há convites que não se recusam.


Joaquín Sabina, Pongamos que hablo de Madrid