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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A última loucura do Ano Velho


Baleal, 31 Dezembro 2008



Cinzento-mar?
Cinzento-céu?
Cinzento-nuvem?
Cinzento-chuva?
Cinzento-onda?
Cinzento-areia?


Cinzento-mergulho!


Baleal, 1 Janeiro 2009

Estes three little birds ou mais ficaram a ver da rocha, mas houve quem me acompanhasse no ritual. Sem desvendar o corpo de tão encantadora sereia, partilho convosco o canto da mesma, para que vos deixeis levar. O ano está a começar tão bem que apetece dizer: Every little thing is gonna be alright!




Ana Knapič, Three little birds

quarta-feira, 19 de março de 2008

The rain in Portugal

Promete-se sol a alguém e o sol até vem. Ontem parecia aplicar-se, pela primeira vez este ano, o provérbio "Março, Marçagão, de manhã Inverno, à tarde Verão". Sucede, porém, que o Inverno voltou com o lusco-fusco, decidido a durar a noite toda e a espraiar-se pelo dia de hoje. Enquanto a Primavera não vem, fiquemos dentro de portas, cantando e dançando...
Audrey Hepburn e Rex Harrison, The rain in Spain (de My fair Lady)

terça-feira, 18 de março de 2008

Promessa a uma menina que amanheceu zangada com a chuva


Lulu Santos, Lá vem o sol

segunda-feira, 17 de março de 2008

Neblina no horizonte

Praia da Areia Branca, 12 Maio 2005
(cliquem para ampliar)


Neblina no horizonte

Neblina no horizonte
Mar é céu e céu é mar
A espuma vem salpicar
Branca e neve como a neve
E eu não sei se é uma onda
Se é uma nuvem
Se é a esteira de um navio
Se é a Barca de Caronte
No horizonte
Que atravessa a neblina
Fina

Neblina no horizonte
É uma manta que o céu tece
O Sol não nasceu mas põe-se
E cá em baixo a gente esquece
Adormece

Neblina no horizonte
O farol está apagado
E ainda assim os barcos saem
E o pastor conduz o gado
É o seu fado

Lisboa, 17 Abril 1995

domingo, 30 de dezembro de 2007

Banho catártico


Já está. Fez doer os ossos, mas soube bem. O meu banho de Ano Novo (que às vezes, como desta, é de Ano Velho) foi no Baleal, num dia de sol a autorizar a manga curta, embora o mar fizesse jus à fama glacial que se lhe cola. Por entre surfistas de todos os tamanhos e idades, deslizava um caiaque aventureiro. Sem fato, só eu. Mergulho efémero, com passeio às Pedras Muitas como aperitivo, e um doce largartear ao sol, no pátio, como digestivo. A redenção final foi na banheira...

O ritual voltou, assim, à ilha que o acolheu durante muitos anos de adolescência. Era quase sempre às cinco da manhã do dia 1, com quantidades de comida no bucho e álcool no sangue a desaconselhar tal loucura. Nessa altura, éramos vários a cometê-la, por vezes au naturel. Nos últimos tempos, tornou-se um acto solitário, embora acompanhado por um olhar solidário. Azul, como o mar. Verde, como o mar. Cinzento, como o mar. Depende das marés e do céu.

No ano passado, dei este mergulho numa praia horrível de Marbelha cujo nome já esqueci. Há dois anos, na Concha de San Sebastián, num repente, com restos de neve sobre a areia. Riazor, na Corunha, e a mediterrânica Barceloneta também se revelaram excelentes anfitriãs. Mas em nenhuma tive a sensação de regresso à sopa primitiva que o Baleal me dá. A vida renasce, como o ano. E os ritos vão-se repetindo e renovando.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Solstício de Inverno

Hoje é o dia mais curto do ano. Quando a noite cair, agarrem a mão de alguém e ouçam esta música, ou Let it snow, ou Winter Wonderland. E dêem as boas-vindas ao Inverno, que bem merece.


Ella Fitzgerald e Louis Jordan, Baby, it's cold outside
outras versões recomendadas: Elvis Costello e Anne-Sophie von Otter,
Kenny Rogers e Dolly Parton, Bing Crosby e Doris Day.