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sexta-feira, 10 de julho de 2009

É a terceira vez que aqui ponho esta canção...


Tereza Salgueiro e Pedro Jóia, Trova do vento que passa

...e cheira-me que não é de mais. Ouvimo-la em duas versões quando esperávamos pelo 25 de Abril; ouçamo-la hoje, a recordar o espectáculo cinematográfico e musical Filmes, Malhas e outras Tralhas, realizado anteontem à noite no Cinema São Jorge. Soube bem ouvir as palavras calorosas da cantora para com os pais desta iniciativa. E foi bom ver tantas cenas de filmes portugueses, cujas bandas sonoras recriaram artistas como Daniel Bernardes, Filipe Melo, Hélder Moutinho, Manuel João Vieira & Miss Suzie, Tiago Bettencourt e Tó Trips, além dos que estão no filme acima. Parabéns à malta da Restart (escola de criatividade e novas tecnologias), em especial à minha querida Inês Ferreira Fernandes!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Late tea at Tiffany's


Trailer original de Breakfast at Tiffany's (Boneca de luxo),
de Blake Edwards (1961)


Colmatando uma falha ancestral, estou a ver este filme, acidentalmente ligado à génese do codornizes, através de uma das mais bonitas canções que Hollywood deu ao mundo. Amanhã, começo a ler o livro de Truman Capote em que a fita se baseia. No entretanto, ouçamos Audrey Hepburn cantar...

Adoráveis, as legendas...

Há tanto mundo para ver
Procuramos o mesmo arco-íris
E à espera na curva
A minha amiga centáurea
O Rio Lua
E eu

domingo, 9 de março de 2008

Baú das codornizes (VII)


Walt Disney, A Dama e o Vagabundo

É uma das cenas mais deliciosas de um dos mais deliciosos filmes da minha infância. Já não a via há séculos, mas hoje deu-se a coincidência de ter lido sobre ela e de a ter recebido, de supresa, na minha caixa de e-mail (obrigado, A.). Quando era miúdo, ansiava pelo dia em que me fosse dado um jantar como este. Hoje, saboreio na memória quantos tive a sorte de viver, tentando reconstituir ementas, comensais e banda sonora. E anseio, inevitavelmente, pela próxima bella notte.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Falha imperdoável

Dou-me conta, passados quase dois meses, de que não incluí nesta entrada sobre filmes favoritos um dos que mais me marcou em toda a vida. Já o vi dezenas de vezes. Se chego a casa tarde e me ponho a fazer zapping, arrisco-me a perder horas de sono: basta que apareçam Marisa Paredes a fazer de Huma Rojo a fazer de Blanche duBois, Cecilia Roth na mãe que mais merece sê-lo, Penélope Cruz num papel que ainda não superou, Candela Peña irritante na justa medida ou a dulcíssima Antonia San Juan, que nos ensina ("tetas, cinquenta mil!") que "una es más auténtica cuanto más se parece a lo que ha soñado de si misma". Isso e Barcelona, imensa e amada. Ela e a música que acompanha toda a história, composta pelo brilhante Alberto Iglesias. Mas essa fica para outro dia, porque hoje escolhi a última faixa da banda sonora - uma canção linda do senegalês Ismael Lô, ao som da qual costumava adormecer nas noites algarvias de um ano longínquo.

Ismael Lô, Tajabone (da banda sonora
de Tudo sobre a minha mãe, de Pedro Almodóvar)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A minha vida dava cinco filmes

Cinco ou mais, dou por mim a pensar. A ideia é, porém, responder (com muito atraso) a este desafio do Skyman. Cinco filmes da vida? Sem pensar muito, que é como quem diz que noutras circunstâncias diferente seria a escolha, cá vai. Ao sabor de uma manhã cinzenta e engripada.

1. O Leopardo

2. Casablanca

3. Música no coração


4. Se7en

5. E tudo o vento levou