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sábado, 19 de dezembro de 2009

Courrier Internacional n.º 167

A violência nas grandes cidades dos países emergentes é o tema de capa do Courrier Internacional de Janeiro, que saiu mais cedo por causa do Natal. Compreenderão que aproveite para falar já do portefólio, sobre o misto de capitalismo selvagem e organização soviética que subsiste em Moscovo.

Mas este número traz mais coisas... uma viagem ao Alto Alentejo, perfis de Joaquim de Almeida e Eugene Terre'Blanche, uma fadista catalã que adora Amália, os comboios de Kim Jong-il, os cesteiros do Tajiquistão, as mentiras dos egípcios, os logótipos dos cartéis sul-americanos e os elefantes que o Mundial de Futebol vai salvar. Em Inglaterra pergunta-se se a liberdade será de direita e no Irão... não há liberdade nenhuma, mata-se a torto e a direito.

A inteligência dos investidores indianos em tempos de crise, a câmara com espessura de tecido e as desanimadoras conclusões sobre a forma física da espécie humana estão na área do saber, onde sabemos também que há quem mutile as costas para vender areia e quem trafique ébano aproveitando a crise política em Madagáscar. Na Palestina há quem ria. E em Bagdade os jornalistas fazem as malas para irem para Cabul. Universidades online e alianças anti-Google completam o rol. Mas não volte a página sem ficar a saber que Van Gogh, afinal, não era tão pobre nem tão louco como dizem

As reportagens de fundo incidem sobre a competição entre igrejas cristãs e muçulmanas na Nigéria, as prisões privadas do Texas, a calma dos adeptos de futebol sul-africanos e uma viagem à obscura Gagaúzia. Coma, no final, umas couves de Bruxelas enquanto lê os insólitos e um texto de Caetano Veloso. E Bom Natal!


Madredeus, Cidade

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Courrier Internacional n.º166


A cimeira de Copenhaga, na qual os líderes mundias tentarão (?!) salvar o planeta do aquecimento global, é o tema de capa do Courrier Internacional de Dezembro, recém-saído. Esta edição da revista traz os melhores artigos da imprensa mundial sobre a reunião, da qual já sabemos que não irá sair qualquer documento vinculativo.

Neste número temos ainda os olivais portugueses (na maioria controlados por empresas espanholas), as querelas de Saramago com Deus, perfis do norte-irlandês Gerry Addams e do suazilandês rei Mswati III, memórias do Muro de Berlim, raptos no Quénia e a corrida ao solo arável.

Mas também um portefólio captado nos cafés de Viena, a vitória do Multibanco sobre o cartão de crédito, o renascer do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, a gripe A e os pais que querem horários laborais que não prejudiquem os filhos. Saiba também que existem genes da agressividade, mapas com 13 mil anos, e máfias da madeira. Conheça a guerra Obama vs. Fox News, a liberalização do mercado audiovisual chinês e o acordo entre o Google e as bibliotecas francesas.

As reportagens de fundo deste mês abordam os refugiados do Waziristão, um movimento radical islâmico só de mulheres, o contributo das vacas para o efeito de estufa e as feridas não cicatrizadas de Nova Orleães, ainda por causa do furacão Katrina. Uma viagem a Cartagena de Indias, um menu composto por insectos e os imperdíveis insólitos completam o ramalhete.


Julian Lennon, Saltwater

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Courrier Internacional n.º 165


O Nobel da Paz de Barack Obama está em discussão na edição deste mês do Courrier Internacional. Foi merecido? Terá influência na política americana, enquanto incentivo? Artigos da melhor imprensa internacional debruçam-se sobre este assunto.



John Lennon & the Plastic Ono Band, Give peace a chance

A revista traz ainda artigos sobre o fluxo de trabalhadores portugueses para Angola, o êxito do bacalhau fora de portas, os 284 milhões de biquínis que o Brasil produz por ano, a disputa pelo 'ouro cinzento' (lítio) no Chile, o maremoto de Samoa, a cultura da Islândia e as divisões que persistem na ex-Jugoslávia. Fique a conhecer, ainda, a Universidade mais liberal da Arábia Saudita e a horripilante história do massacre num estádio da Guiné-Conacri, ordenado pelo Governo.

Na zona económica, leia um perfil de Joseph Stiglitz, o homem que a América não quiz ouvir a propósito da crise, e tente perceber porque se suicidam tantos funcionários da France Télécom. Nas ciências, destaque para os efeitos saudáveis da marijuana e a criogenização de óvulos. Sabia que o deserto do Sara vai ter uma central de energia solar? E que diferença fará, numa aldeia indiana, a introdução de casas-de-banho públicas?

Na área cultural, o sucesso dos Buraka Som Sistema e uma entrevista com a Nobel da Literatura de 2009, Herta Müller. E no campo da reportagem de fundo, a feira da ladra de Panjiayuan, a vida de Natascha Kampusch e o isolamento das colónias menonitas da Bolívia. A viagem é a Ometepe e os sabores falam-nos da groselha espinhosa. A fechar este número, os imperdíveis insólitos e um artigo do mayor de Londres, Boris Johnson.

A edição do Courrier que acabo de vos apresentar é a primeira desde que Anabela Natário foi substituída na direcção desta revista e na editoria internacional do Expresso. Grande jornalista e ainda melhor pessoa, vou sentir-lhe a falta no dia-a-dia, após os quatro anos e meio em que trabalhámos juntos. Os laços ficam, é claro, profissionais e de amizade. Para a vida. Como fica - para mim e para vós - a oportunidade de ler reportagens da Anabela, em breve, na revista Única. Estejam atentos, porque vai valer a pena.

Aos que entram para o Courrier (o director João Garcia, o editor Rui Cardoso, responsável também pela área internacional do Expresso, e o jornalista Hélder Martins), um abraço de boas-vindas e boa sorte.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Courrier Internacional n.º 164




A minha revista chega aos quiosques (todos e mais alguns...) num momento oportuno. Por todo o país se debate a relação entre democracia e jornalismo. Poderá aquela viver sem este? É este o tema que escolhemos para a capa.

Quem comprar esta edição poderá ler ainda o retrato de Elisa Drago, uma jornalista portuguesa residente em França que se tem destacado nas lutas sindicais. Ainda no capítulo nacional, a análise de Le Monde sobre as eleições, uma visita às caves do vinho do Porto e, muito importante, um texto da revista californiana Surfer, uma referência para os amantes das ondas, sobre a praia de Supertubos, em Peniche. Permitam-me destacar a foto do tudo perfeito, captada por Ana Knapič, uma presença assídua neste blogue, cuja voz poderão ouvir a acompanhar a leitura deste meu texto propagandístico.

À volta do mundo, descubra a favela pacificada do Rio, a miséria dos pescadores de Melinde, a Índia para lá de Bollywood, as vicissitudes de Ted Kennedy, a fúria dos índios canadianos, o perigo que ameaça a Beirute histórica e a fantástica mulher do novo primeiro-ministro japonês: Miyuki Hatoyama garante já ter ido a Vénus!

Faça uma pausa na leitura para olhar com atenção para as imagens que João Carlos Santos nos traz de Marrocos. De Fez a Essaouira, do deserto a Chefchaouen, conheça os contrastes deste país vizinho, tantas vezes esquecido.

Passando à economia, o "Financial Times" dá conta dos problemas por que passam as grandes farmacêuticas. Na Venezuela, ressurge a autogestão como modelo para gerir fábricas. E, na secção tecnológica, hackers russos atacam o Multibanco, arqueólogos descobrem virgens sacrificadas no Mississípi e a população de Istambul contesta a construção de uma terceira ponte sobre o Estreito do Bósforo. Já na cultura, o kuduro está em foco, além de um livro sobre a queda do ditador romeno Ceausescu, em 1989.

Duas reportagens de fundo levam-nos às zonas mais violentas da Ucrânia e ao paupérrimo Haiti. E se a viagem do mês é ao doce e tranquilo Belize (sabe onde fica?), igualmente atraente é a proposta culinária: a revista indiana "Uppercrust" ensina a converter o bíblico sabor do mel numa salada ou numa bebida, conforme o gosto. Para terminar, os imprescindíveis insólitos e uma reflexão do escritor egípcio Alaa Al-Aswany sobre Ocidente e Islão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Courrier Internacional n.º 163



Kiri te Kanawa, Je ris de me voir si belle en ce miroir
(do Fausto de Charles Gounod)


Espelho mágico, espelho meu... Saiu hoje a edição de Setembro do Courrier Internacional. O culto da imagem tem honras de tema de capa, com textos dos melhores jornais e revistas de todo o mundo a explicar as várias facetas do narcisismo e as perversões a que pode conduzir. Berlusconi, Paris Hilton ou a imperatriz Sissi são protagonistas deste dossiê, onde damos a conhecer um médico brasileiro que propõe mudar a cor dos olhos de forma definitiva - e perigosa.

A secção dedicada a Portugal é preenchida por um relato sobre os peregrinos de Fátima, feito por uma filipina, e pelo elogio do britânico "The Guardian" às oportunidades imobiliárias que o país oferece. Durão Barroso também volta a surgir, não necessariamente pelos melhores motivos.
As obras do Palácio de Fontainebleau, a galhardia do ministro da cultura francês (Frédéric Mitterrand, sobrinho do ex-Presidente e homossexual assumido), a penúria do Zimbabué, o investimento externo no Iraque, as deambulações de uma governante alemã com um Mercedes blindado e o pedido de desculpas de uma antiga guerrilheira das FARC às aldeias que dizimara enquanto terrorista são outros assuntos em foco nesta revista, na qual pode ficar a saber que o ditador Francisco Franco foi exonerado das funções honorárias de alcaide de Madrid... 34 anos após a sua morte.
De paragens mais orientais vêm as imagens do portefólio deste mês, consagrado ao Tibete, 50 anos depois do exílio do Dalai Lama. Em Timor-Leste, um filme recupera a história de cinco jornalistas australianos assassinados pouco antes da invasão indonésia de 1975.
Cortar custos sem despedir e contratar exclusivamente Testemunhas de Jeová são as histórias da secção de economia. Na ciência, lentes de contacto impregnadas de medicamentos e o combate à diabetes através do bom humor. Na ecologia, o crime ecológico que constituiu a drenagem dos pântanos iraquianos nos tempos de Saddam Hussein. E, no multimédia, o poder do Twitter, que já mete medo a alguns déspotas, e o talento de Sacha Baron Cohen, mais conhecido (este ano...), por Brüno.

Há também leituras de fundo sobre o fim do sonho económico irlandês, a sucessão no trono estalinista da Coreia do Norte e a promessa contida na quinoa, um cereal cultivado na Bolívia. Cocktails salvadorenhos, insólitos em barda e uma viageme à Nova Caledónia completam o leque de ofertas cujo esboço aqui vos deixo. Agora, comprem a revista, que mesmo em férias um tipo tem de fazer pela vida...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Courrier Internacional n.º 162


Saiu na sexta-feira passada o Courrier Internacional de Agosto. O tema de capa é o mecanismo do riso. O que nos leva a rir? O que nos traz o riso de bom e de mau? Que forma encontraram os mexicanos para rir da gripe A?

A revista traz outros temas, porém. Entre eles estão uma viagem aos lagos da Irlanda, a moda de pôr flores na comida, a queda da Cortina de Ferro há 20 anos, a prostituição destravada em Espanha, a longa história da editora canadiana Harlequin, especializada em romances cor-de-rosa, ou os dilemas da África do Sul na organização do Mundial de Futebol de 2010.

Nesta edição, o leitão da Bairrada ocupa um lugar de honra ... é verdade, esta iguaria faz as delícias dos americanos. Também português, mas sem motivar orgulho, é Durão Barroso, a quem não se traçam grandes auspícios. Os efeitos da crise sobre os concertos de Verão, a despesa militar britânica, a crise de identidade tailandesa, as minorias chinesas os hackers norte-coreanos, os motociclistas do Mali e os órfãos desaparecidos da ditadura argentina são outros protagonistas.

O portefólio deste mês é dedicado a Roma, a Cidade Eterna. O livro destacado é o último de Haruki Murakami e o convidado é Christiam Engrström, do Partido Pirata sueco. E há, como sempre, insólitos para todos os gostos.

Leia o Courrier e fique a saber porque é que os corretores de bolsa de Wall Street andam sem nada para fazer, conheça a pressão que os académicos alemães sofrem e até onde estão dispostos a ir para conseguir publicar artigos e compreenda uma experiência científica em que bactérias transportam medicamentos através do sangue. Preocupe-se com o destino do Pantanal brasileiro e descubra que há muitos órgãos de informação digitais a enviar correspondentes para cenários de guerra.



Julie Andrews (Mary Poppins), Dick van Dyke (Bert)
& Ed Wynn (Uncle Albert), I love to laugh

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Courrier Internacional n.º161

Parem imediatamente o que estiverem a fazer, sobretudo se for trabalhar! E leiam o número de Julho do Courrier Internacional, cujo tema de capa retrata uma sociedade obstinada em acreditar que o trabalho (historicamente considerado uma praga) deve ser uma fonte de felicidade. Oxalá, é nisso que passamos um terço da vida...

Na mesma edição, poderão viajar até à Cidade do Cabo (da Boa Esperança ou cabo dos trabalhos?), debater a revolução cubana com taxistas, assistir a uma peça de teatro no Burkina Faso e folhear a literatura mundial em quase todas as línguas.

A revista alterta também para a crescente dependência das redes sociais da Net, revela a cadeira de rodas controlada pelo cérebro, dá conta da procura de novo território para os habitantes do condenado arquipélago das Maldivas e explica as dificuldades do sector financeiro indiano.

E mais? Que tal um portefólio dos maiores fotógrafos de guerra do século XX? Ou um perfil do pensador islâmico Gamal al-Banna? Como tentação final, sugiro a cupcakemania em Manhattan. Yummy!


Michael Jackson, Heal the World

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Courrier Internacional n.º160


O Courrier Internacional de Junho já está nos quiosques. O tema principal é a História do povo judeu, que começa a ser questionada por muitos especialistas (incluindo em Israel). Estes contestam a versão oficial sobre a saga do povo hebraico e os mitos fundadores do seu Estado, tendo em conta conceitos como território, raça e... guerra.

Mas há mais na revista deste mês. Nomeadamente, um texto de Umberto Eco sobre os suportes electrónicos para o conhecimento. Alerta do escritor italiano: uma pen tem, tal como os livros em papel, uma longevidade limitada...

Na parte da revista dedicada a Portugal, um jornal do Canadá elogia a política portuguesa de combate à droga, baseada na despenalização do consumo. E o francês Libération visita a maior central fotovoltaica do mundo, na Amareleja.

Sindicatos nos Estados Unidos, arqueologia no Egipto, violência na Holanda, refugiados no Paquistão, gangues em El Salvador e eleições presidenciais no Irão (com quase 500 candidatos!) são outras histórias que poderá ler nesta edição, cujas páginas centrais são ocupadas por um lindíssimo portefólio sobre o Mar de Aral. Outrora a quarta maior superfície de água salgada do mundo, está reduzido a um cemitério de navios.

Numa reportagem de fundo, o romancista australiano Thomas Kenneally, autor de A lista de Schindler, escreve sobre os fogos florestais na Austrália, cuja origem remonta ao modo de vida aborígene. Outro texto impressionante é o retrato da Somália pela revista Foreign Policy. Desde que os americanos derrubaram o Governo islamita, aquele tornou-se o país mais perigoso do mundo, onde qualquer (rara) sensação de segurança é pura ilusão.

Submarinos pedaláveis inspirados em golfinhos, casas auto-suficientes em energia e erros no combate ao cancro estão na secção de Ciência & Tecnologia. Na Economia, conheça a ordem mundial pós-crise e a história do executivo que foi despedido por acreditar no aquecimento global. Na Ecologia, discute-se se a agricultura intensiva não é, afinal, a melhor para o ambiente. E, na Multimédia, fique a conhecer os sites informativos de bairro que vão tomando o lugar dos jornais americanos falidos.

Na secção "Desfrutar", dedicada aos prazeres da vida, propomos uma viagem à Gâmbia, cujas florestas luxuriantes estão povoadas de animais selvagens, e um mojito de kumquat. Se não conhece este fruto, fique a saber que é um pequeníssimo - e delicioso, digo eu - em que a casca é doce e a polpa ácida. A fechar a revista, os divertidos insólitos (orgasmos durante o parto e outras excentricidades) e um texto de Václav Hável a cascar (e bem!) no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Feito o resumo, espero que não dispensem a leitura completa...


Hana Tzur & The Ramat Gan Chamber Choir,
Yerushalaim shel zahav (Jerusalém de ouro),
da banda sonora de A lista de Schindler

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Courrier Internacional n.º159



Saiu hoje mais um Courrier Internacional. Na capa, uma história impressionante: em França, ajudar imigrantes ilegais é uma infracção. Não estamos a falar de ajudar clandestinos a atravessar a fronteira, mas de dar-lhes qualquer tipo de apoio, incluindo humanitário. As condições de vida deterioram-se em Calais, onde vai ser criado, com o acordo dos ingleses, uma espécie de prisão de Guantánamo na zona portuária.

Outros assuntos na edição deste mês são os artesãos portugueses, visitados por um jornal australiano, a relação amorosa entre Barack Obama e o teleponto, a ineficácia da luta internacional contra o narcotráfico, as cunhas na Albânia e o calvário dos homossexuais na Nigéria. Também temos reportagens sobre os camponeses chineses recém-despedidos das fábricas, os jovens angolanos obrigados a combater, o lixo na Indonésia e a importância do feng shui para os empresários de Hong Kong. Podem ainda ficar a conhecer o Bob Dylan timorense e um defensor dos aborígenes australianos. Reconheçam que vale a pena...

Léo Ferré, L'étranger (letra de Charles Baudelaire)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Courrier Internacional n.º 158


Saiu hoje para a rua a nova edição do Courrier Internacional. Não se deixem assustar pela capa, pois correm o risco de perder belíssimos textos sobre o México, saídos da pena dos melhores escritores daquele país. Está lá tudo, da enorme e fascinante capital à história da Mataviejitas, passando pelo fascínio que o caos mexicano exerce sobre os europeus.

Ainda não vos convenci? Sabei, então, que há um documento sobre o ressurgir da energia nuclear, que assusta menos do que o aquecimento global, e reportagens sobre piratas informáticos, jihadistas de ar tranquilo e uma futebolista moçambicana. E quem poderá resistir ao encanto de tartarugas de carapaça mole, ao charme centenário de Manoel de Oliveira, à miríade de satélites que orbitam a Terra e às polémicas séries americanas para-toda-a-família que põem os adolescentes a coisar que nem coelhos?

Comprem a revista, car@s amigo@s, e poderão discutir, em eventos sociais, o sabor do "ugali" e do "fufu", a exportação do camdomblé e, sempre interessante, o efeito da líbido humana na extinção das espécies.


Manu Chao, Bienvenido a Tijuana

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Courrier Internacional n.º 157


Estão à procura de boas leituras para o fim de semana? Está aí o Courrier Internacional, cujo tema de capa é, precisamente, a bondade. Um sentimento que a crise costuma colocar fora de moda, mas que ainda existe neste mundo cão, como poderão confirmar.

Mas a edição deste mês tem muito mais para dar: as reformas que simplificam o português, as salinas ressuscitadas do Algarve, a firma argentina onde os patrões foram substituídos pelos próprios empregados, o tráfico de órgãos na Ásia, as montanhas do Tirol (nova perdição dos russos ricos), as excentricidades de Houphouët-Boigny, pai da Costa do Marfim, as algas que podem salvar o mundo do aquecimento global, o amor do Vaticano pelos bispos que negam o Holocausto, o novo jornal americano que só publica textos de blogues e a revista inglesa que recupera o estilo dandy.

Comprem o Courrier, caríssimos (que maior acto de bondade para com este vosso amigo?) e fiquem a conhecer o patrão da Máfia indiana, o bode expiatório dos crimes de Abu Ghraib e o autarca romeno que concorreu à Eurovisão. Provem o âmbar-cinzento, uma iguaria gerada no intestino dos cachalotes, e leiam as memórias de um México psicadélico. Até breve!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Courrier Internacional n.º 156


Chegou hoje aos quiosques o Courrier Internacional de Fevereiro. Uma revista com Barack Obama na capa e, no interior, uma reflexão sobre o conceito de soft power, explicado numa entrevista com o seu inventor, Joseph Nye. Há quem diga que este princípio - que equivale a dar prioridade à sedução sobre a força bruta, nas relações internacionais - é a melhor arma do novo Presidente para restaurar a imagem dos EUA no Mundo.

Na mesma edição, poderá ler um texto do grande repórter inglês Robert Fisk sobre os anos da Revolução dos Cravos, que cobriu ao serviço do diário “The Times”. Regressado após 33 anos, escreve sobre as diferenças que encontrou, mas também sobre o que não mudou.

Outros temas deste mês: viagem de comboio a Myanmar, os erros de Einstein, os preconceitos dos actores brasileiros quanto à nudez, o espumante de bétula e o caso interessante das centenas de americanos sem seguros de saúde que se deslocam, todos os anos, a um local remoto do Estado da Virgínia, onde voluntários lhes prestam tratamentos gratuitos e urgentes.

Neste número do Courrier, a directora passa a ser Anabela Natário. Editora da revista desde 2005, jornalista com mais de 25 anos de currículo, é alguém a quem tenho a sorte de chamar amiga. E com quem é bom trabalhar e aprender. Deixo-lhe um beijinho de boa sorte!

Entretanto, e dada a fusão entre as redacções do Courrier e da secção Internacional do Expresso, a equipa responsável por ambos passa a ser composta por Cristina Peres, Cristina Pombo, Dulce Salomé, Manuela Goucha Soares e Margarida Mota. Além da "chefa" e deste vosso escriba, feliz no meio do gineceu.


Viktor Lazlo, Sweet, soft and lazy

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Faltava isto...

...nisto!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Courrier Internacional n.º 155


Os festejos atrasaram a divulgação mensal da revista em que trabalho e impedem, por enquanto, que vos dê a conhecer a belíssima capa do n.º 155 do Courrier Internacional. Acreditem, todavia, que vale a pena olhar para ela nas bancas. Tem força e, mais importante, não é enganadora quanto ao conteúdo que o leitor irá encontrar no interior da publicação.

O tema central é a queda das civilizações. O mundo tal como o conhecemos poderá desaparecer sem deixar rasto? Como e porque soçobrou a sólida Babilónia? Que impacto terão nisto tudo as pandemias e as questões ambientais. Como sempre, fomos procurar respostas nos melhores jornais e revistas do mundo.

Há mais assuntos para ler nesta edição: pirataria na Somália, novas formas de captar energia solar, problemas com retretes e esgotos, o fim das certezas na economia, o testemunho de uma vítima de lobotomia e, na secção dos insólitos, sugestões para os últimos presentes, que poderá oferecer até ao Dia de Reis.

É preciso dizer que a revista actualmente nas bancas é a última que fizemos sob a direcção de Fernando Madrinha. Por se tratar de um jornalista com quem aprendi muito, quer no plano profissional quer no pessoal, por ser um homem de fino trato, fino gosto e finíssimos gestos e, acima de tudo, um bom amigo e dos melhores seres humanos que conheço, deixo-lhe aqui uma singela homenagem e um sentido abraço.



REM, It's the end of the world
as we know it (and I feel fine)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Courrier Internacional n.º 154

Saiu na sexta-feira mais uma edição do Courrier Internacional. As crescentes semelhanças entre robôs e seres humanos constituem o tema de capa deste número. Promissoras? Huxleyescas? Os textos que seleccionámos permitirão a cada um tirar as suas conclusões, mas, pessoalmente, embora haja coisas que impressionam, não me parece que haja motivo para grandes medos. O melhor é comprarem a revista, para terem a certeza...

Até porque há outros assuntos de interesse. Sabia, por exemplo, que os franquistas quiseram invadir Portugal durante o PREC, e que até se foram oferecer a Kissinger para levar a cabo tal tarefa, ciosos das criancinhas (incluindio niños y niñas) que os comunistas comeriam ao pequeno-almoço, mas os fascistas não? Alguma vez pensou como funciona o Banco Central da Palestina? Já reparou na quantidade de futebolistas italianos que andam a adoecer? Irritou-se quando a hora mudou e passou a anoitecer mais cedo? Gostava de ir à Luisiana? Se sim, desembolse 3,5 euros, que nem é muito, e leia os melhores textos da imprensa de todo o mundo.

Ah, é verdade! Este mês trazemos, como bónus, as memórias de John LeCarré, dos tempos em que foi espião ao serviço de Sua Majestade. Se o que está para trás não convenceu, isto deve chegar para desfazer dúvidas, não? Vá lá, pessoal, é Natal!



Lena d'Água e Salada de Frutas, Olhó robô

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Courrier Internacional n.º153


Não se assustem, que não é nenhum morto-vivo a irromper do solo para celebrar o Dia das Bruxas... é só (e já é tanto!) o Courrier Internacional de Novembro, que saiu hoje. E que dedica a capa à bonança que há-de vir após a tempestade, isto é, ao novo equilíbrio que poderá resultar da crise financeira.

Há mais assuntos em destaque: as cartas de Fernando Pessoa, as implicações do aquecimento global para o turismo, uma viagem à luminosa (e ainda muito portuguesa) Goa, o charme dos espargos, a reinvenção do folclore colombiano, os misteriosos círculos que alguém (extraterrestres?) desenha nas searas inglesas, os perigos dos canais de TV para bebés e um passeio em vol d'oiseau pelo "Arquipélago Europa", um retrato actualíssimo do Velho Continente.

Corram para o quiosque... vá lá, pode ser amanhã, só vos fica bem o gesto de pão-por-Deus!


This is Halloween, de Danny Elfman
(do filme O estranho mundo de Jack, de Tim Burton)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Courrier Internacional n.º 152


Saiu hoje o número de Outubro do Courrier Internacional. A capa é dedicada àqueles que nem dão pelas crises económicas e financeiras que o mundo atravessa. Os que têm dinheiro para comprar as obras de Damien Hirst (conhecido por conservar tubarões, bezerros, zebras, porcos e ovelhas em formol), entre as quais se encontra a caveira que sorri aos leitores da revista. É toda ela incrustrada om 8601 diamantes, vale 50 milhões de libras (63 milhões de euros) e chama-se For the love of God, expressão utilizada pela mãe do artista britânico ao olhar para a peça em causa.

Além dos ricos, a edição n.º 152 traz reportagens sobre Frýdlant (República Checa), onde Franz Kafka terá encontrado a inspiração para o romance O castelo, e Czernowitz, localidade ucraniana que os judeus inundaram de cultura. Quem tiver curiosidade em saber o que move um terrorista suicida pode ler uma entrevista com Shifa al-Qudsi, que quis sê-lo um dia, mas hoje defende a paz e o diálogo. As cartas de Mariana Alcoforado, o negócio da água engarrafada e a dificuldade dos pássaros das cidades em fazerem-se ouvir são outros assuntos abordados, num número em que também fala Paul Ekman, perito em detecção de mentiras. E o portefólio deste mês mergulha-nos no Oceano Índico, cheio de formas e cores admiráveis.

Se isto não chega para vos fazer correr até ao quiosque, fiquem a saber que a secção multimédia é dedicada a uma nova BD indiana, de que vos recomendo esta amostra. Vá, contribuam para o sustento deste vosso bloguista!



Pink Floyd, Money

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O voo da codorniz (XXXI)

Paço d'Arcos, Portugal

É das baías mais queridas que conheço. Os barquinhos de pesca, o pequeno areal, as árvores, Lisboa ao fundo. O repuxo dispensava-se, mas também não chateia. Amigo da Marginal, passo por aqui vezes sem conta. Gosto mais ao fim da tarde.

À vila propriamente dita ia em miúdo, a casa de uma tia, numa rua que depois mudou de nome. Ainda me lembro do número de telefone. Um dia, da varanda, vimos um veleiro que encalhara no Bugio. Outro dia, provei raclettes. E comi Nucrema.

Estive muito tempo sem pôr os pés nesta terra. Passava de carro e, não fora o paço dos arcos - amarelo e velhinho, quem cuida dele? -, nem me lembraria do seu nome. A baía era bonita e bastava. Até que a vida profissional me trouxe de volta, há três anos e meio. Não trabalho ao pé do mar, mas vejo-o da janela, por trás dos prédios feios que algum autarca-modelo deixou construir. Os prédios onde ficam uma farmácia, um multibanco, um supermercado e até uma repartição de finanças a que já me habituei. A estrada que percorro, quase todos os dias, vindo da estação de comboio, onde um letreiro impediria - caso fosse preciso - que me esquecesse do nome deste lugar.

Paço d'Arcos faz, de novo, parte da minha vida. As vivendas, o café dos Queques da Linha, a Escola Primária que o Governo quer fechar, o cão que às vezes me faz saltar, o comboio-fantasma do Isaltino, caríssimo e sempre vazio, o mercado e a estação de correios são elementos da paisagem do meu quotidiano. Desde que aqui estou, até o quartel dos bombeiros já mudou de sítio. Como não desenvolver sentimentos de pertença?

Ontem estive, pela terceira vez, nas Festas do Senhor Jesus dos Navegantes, em Paço d'Arcos. O jardim que se vê na imagem fica pejado de barracas de feirantes, quiosques de caipirinhas (e caipiroskas, ou até caipivinhos!), cachorros e farturas. Com música surpreendentemente boa em pano de fundo, passase um bom fim de tarde no final do Verão. Não andei no carrossel, mas comprei dois belos livros, comi uma bifana deliciosa, passeei, namorei a baía e não só e fui feliz. E lá somei esta à longa lista das terras a que chamo minhas...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Courrier Internacional n.º 151

Em dia de regresso ao trabalho, façamos um pouco de publicidade: o número de Setembro da minha revista está disponível desde sexta-feira. Este mês dedicamos a capa à procura de civilizações extraterrestres. A existirem alienígenas, dizem os peritos, serão completamente diferentes daquilo que imaginamos... outros temas em destaque são o bairro lisboeta de Santos, destino cada vez mais in, a candidatura do comediante Al Franken ao Senado americano, as manifestações dos frades franciscanos de Toulouse contra as desumanas condições de detenção dos imigrantes ilegais e a prostituição na ilha de Java. Leiam ainda um ensaio do italiano Edmondo Berselli contra o actual estado da televisão, um périplo pela história do povo cigano, uma reportagem sobre o negócio dos produtos halal e uma receita de gelado de alfazema. E vejam fotos sobre como se faz um monge na Tailândia. Tudo isto no Courrier Internacional. Depois digam se gostaram!



Joe Satriani, Surfing with the alien

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Courrier Internacional n.º 150



Os números redondos valem o que valem, mas este tem um gosto especial. Está ao vosso dispor, a partir de hoje, a edição de Agosto do Courrier Internacional. Em destaque, as mudanças por que passou a vida a dois: são muitas, mas não chegam! Em mês de Jogos Olímpicos, a revista dá a conhecer os torneios de Nemea, que nos levam de volta à Grécia Antiga, e explica porque é que os islandeses são o povo mais feliz do mundo. Tempo ainda para ler as opiniões de peritos sobre a real força da Al-Qaeda e a extraordinária história do jornalista que descobriu que a namorada era... uma mercenária a soldo da guerrilha colombiana de extrema-direita. Já que é Verão, passeemos pela praia, mas em Gaza. E, a não perder, uma sugestão gastronómica para quem tiver estômago: há um restaurante em Pequim que só serve pratos à base de testículos e pénis dos mais variados animais.


Serge Reggiani, Le vieux couple