Genérico de Era uma vez a vida
terça-feira, 10 de março de 2009
Baú das codornizes (XVI)
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sábado, 27 de dezembro de 2008
A carol a day keeps the doctor away (XV)
A versão que escolhi, conquanto bela, omite uma quadra que fez história em casa amiga. Era assim a dita:
O Menino está dormindo
Nos braços da sua Mãe
Os anjos estão cantando
"Que gracinha que ele tem"
Sucede que havia, na casa de que vos falo, uma menina Maria da Graça, Gracinha, ainda criança. Ao ouvir esta quadra, ficava meio "sem graça". É que ela tinha uma irmã bebé, de seu nome Margarida, e não lhe parecia bem dizer-se, sobre o Salvador, "que gracinha que ele tem", excluindo a benjamina. Vai daí, solucionou o dilema com uma alteração à letra, que passou a ser:
Os anjos estão cantando
"Que guidinha que ele tem"
Um abraço, caro Francis, para ti e todos os teus, por esta e outras histórias!
Coral Évora, Natal de Évora
(na Igreja de Santo Antão, 2007)
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
A carol a day keeps the doctor away (XIV)
Pela primeira vez em 30 Natais, comprei um presente para mim. Comecei a contar a história há dias, mas, para abreviar razões, cá vai: havia uma cassete de que eu gostava muito, com crianças a cantar carols. Deram-ma os meus pais, quando vivíamos em Oxford, e muitas daquelas canções eram as que nos ensinavam na escola.
Boas Festas, everyone!
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
A carol a day keeps the doctor away (XIII) / Baú das codornizes (XV)
Peter Auty, Walking in the air (do filme The snowman)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
A carol a day keeps the doctor away (VII)
Young Wexford Singers Children's Choir, Calypso carol
to see the Saviour of the world
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sábado, 22 de novembro de 2008
Baú das codornizes (XIV)
Em boa verdade vos digo que nunca esqueci essas imagens e sons de quando era miúdo. Sempre revisitei, ao longo dos anos, cenas, músicas e personagens, gravei filmes e comprei vídeos, discos e DVDs, que agora recupero para quem de direito.
Algumas há, no entanto, que mais vale que fiquem lá no vale das memórias (posto que difícil é dar-lhes ordem de despejo). Como esta película de 1989, de talentosos autores (a equipa de Don Bluth, que fez O segredo de NIMH e Em busca do vale encantado, mais as 287 sequelas), mas muito mal conseguida. Fomos vê-la, perto do Natal, éramos um grupo de dez ou mais, entre miúdos e adultos. Ninguém gostou e ainda hoje a obra é motivo de gozo em conversas familiares. A história era fraca, a animação muito vista, a banda sonora ensurdecedora. Não sei mesmo se não foi daí que nasceu a expressão "Tirem-me deste filme!".

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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Baú das codornizes (XIII)
Baby mine, do filme Dumbo, de Walt Disney (voz de Betty Noyes)
Haverá melhor do que rever
esta cena com um bebé ao colo?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Baú das codornizes (XII)
why gunpowder, treason
Should ever be forgot...
No dia 5 de Novembro de 1605, Guy Fawkes e mais uma catrefada deles tentaram rebentar com o Parlamento inglês enquanto Jaime I discursava. O rei era protestante, os conspiradores católicos. A brincadeira valeu-lhe se enforcado, arrastado e esquartejado (hung, drawn and quartered, uma tradição lá das ilhas).
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Pequena valsa lisboeta
En Viena hay diez muchachas,
un hombro donde solloza la muerte
y un bosque de palomas disecadas.
Hay un fragmento de la mañana
en el museo de la escarcha
Hay un salón con mil ventanas
Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals con la boca cerrada
Este vals, este vals, este vals,
de sí, de muerte y de coñac
que moja su cola en el mar
Te quiero, te quiero, te quiero,
con la butaca y el libro muerto,
por el melancólico pasillo
en el oscuro desván del lirio,
en nuestra cama de la luna
y en la danza que sueña la tortuga
Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals de quebrada cintura
En Viena hay cuatro espejos
donde juegan tu boca y los ecos,
Hay una muerte para piano,
que pinta de azul a los muchachos.
Hay mendigos por los tejados
Hay frescas guirnaldas de llanto
Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals que se muere en mis brazos
Porque te quiero, te quiero, amor mío,
en el desván donde juegan los niños,
soñando viejas luces de Hungría
por los rumores de la tarde tibia,
viendo ovejas y lirios de nieve
por el silencio oscuro de tu frente
Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals del 'te quiero siempre'
En Viena bailaré contigo
con un disfraz que tenga cabeza de río.
Mira que orillas tengo de jacintos
Dejaré mi boca entre tus piernas,
mi alma en fotografías y azucenas,
y en las ondas oscuras de tu andar
quiero, amor mío, amor mío, dejar,
violín y sepulcro, las cintas del vals
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Baú das codornizes (IX)
Genérico de Tom Sawyer
Não sei quantas vezes cantei esta canção. Passou muito tempo entre a primeira e a mais recente, que é como quem diz entre ter visto estes deliciosos desenhos animados na RTP2 - sobretudo em casa da minha Tia Amelinha - e tê-la trauteado, há dias, num serão divertido. Muitos anos depois da estreia, o genérico de Tom Sawyer tornou-se o hino oficial dos banhos de fim de tarde no Baleal. Guiados pelo inigualável PTD, um grupo de miúdos de todas as idades desafiava as ondas e a brisa fresquíssima do poente, entoando em uníssono estas estrofes sobre aventura, camaradagem, sonhos e emoções. Confiança e coragem eram conceitos que não havia razão para pôr em causa. A saída do mar, com o sol posto e o tempo contadíssimo para irmos tomar banho e pôr-nos bonitos para o jantar, era feita ao som desta outro canto. Tão diferente e tão igual ao anterior.
Zeca Afonso, Canto moço
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Baú das codornizes (VIII)
Oom pah pah, do filme Oliver!, com Shani Wallis
domingo, 9 de março de 2008
Baú das codornizes (VII)
Walt Disney, A Dama e o Vagabundo
É uma das cenas mais deliciosas de um dos mais deliciosos filmes da minha infância. Já não a via há séculos, mas hoje deu-se a coincidência de ter lido sobre ela e de a ter recebido, de supresa, na minha caixa de e-mail (obrigado, A.). Quando era miúdo, ansiava pelo dia em que me fosse dado um jantar como este. Hoje, saboreio na memória quantos tive a sorte de viver, tentando reconstituir ementas, comensais e banda sonora. E anseio, inevitavelmente, pela próxima bella notte.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
O urso com música na barriga
O urso Paddington, figura pela qual ganhei carinho nos meses oxfordianos (ui, how posh!), espelha nesta entrada a minha satisfação por ter recebido um presente. Não veio da blogosfera, foi-me dado só a mim, entregue por um pombo-correio arisco. Não preciso de dizer o que é nem quem mo deu, apenas que gostei. É bom receber presentes. É bom dá-los. Que o faça quem tiver quem amar. E, já que abrimos com um urso, fechemos com outro, sonoro. Esta música lembra-me um livro que adorei quando era miúdo: O urso com música na barriga, de Erico Veríssimo.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Baú das codornizes (VI)
Foi o primeiro disco que comprei por direito próprio. Um vinil de 45 rotações, com versão instrumental no lado B. Fui buscá-lo à já desaparecida Valentim de Carvalho do Centro Comercial de Alvalade, com um cheque-disco que alguém me deu no Natal dos meus cinco anos. A música dos sapos, vulgo Pom-pom-pom, era uma perdição, estávamos sempre atentos ao Top Disco da RTP para ver quando passava o teledisco, até que conseguimos gravá-lo em VHS e, a partir daí, foi um fartote. O passeio nocturno do urso Rupert acabou por funcionar como ponte entre a música do tipo Queijinhos Frescos, Avô Cantigas e José Barata Moura para outras coisas de gente mais crescida.
Paul McCartney and the Frog Chorus, We all stand together
Win or lose, sink or swim
One thing is certain we'll never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together
Play the game, fight the fight
But what's the point on a beautiful night?
Arm in arm, hand in hand
We all stand together
La la la la la la la la
Keeping us warm in the night
La la la la
Walk in the night
Youll get it right
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Baú das codornizes (V)
Supercalifragilisticexpialidocious
Feed the birds
Chim chim cheree
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Baú das codornizes (IV)
Santa Claus, the Movie (1985)
Vi este filme em Oxford, há mais de 20 anos. É delicioso. Claus e Anya são um casal que costuma entregar presentes aos miúdos pobres da sua aldeia. Vão num trenó puxado por renas e tudo se passa no século XIV. Apanhados por uma tempestade de neve, salva-os da morte um grupo de elfos liderados por Dudley Moore. E assim nasce o Pai Natal. Ah, e a Mãe Natal, sem a qual...
sábado, 24 de novembro de 2007
Fim-de-semana em Lisboa
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Baú das codornizes (III)
Bryan Daly, Postman Pat
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Baú das codornizes (II)
O título da última entrada merece ser explicado. Era a primeira linha, em português do Brasil, desta canção deliciosa do Bambi. Não encontrei essa versão, pelo que vos deixo com a original, Little April showers, para podermos entrar na noite singing in the rain.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Poppy day

Papoilas de papel polvilham, esta semana, os campos e as cidades do Reino Unido e de outros locais do mundo. O Dia da Recordação foi anteontem, mas não será o atraso a impedir que o assinalemos aqui. Foi à 11ª hora do 11º dia do 11º mês de 1919 que foram honrados, pela primeira vez, os mortos da que então se chamava apenas Grande Guerra, e que ainda não fora ultrapassada em horror pela de 20 anos mais tarde.
Tenho especial carinho por este emblema, que não uso há muitos anos, mas a cujo significado me associo. Foi mais uma coisa que ficou das paragens que ilustrei no último voo da codorniz... impressiona ver todos os anos, diante do Cenotáfio de Londres, as lágrimas vertidas pelos veteranos, em número cada vez menor. O dinheiro da venda das pequenas flores que todos põem à lapela revertem a favor dos feridos e incapacitados da guerra.
A papoila passou a ser símbolo de paz por causa de um poema escrito pelo médico canadiano John McCrae (1872-1918), que esteve na frente belga. Foi composto em 1915, em homenagem ao seu amigo Alexis Helmer, morto em combate. É bonito. Ei-lo.
In Flanders Fields
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders Fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders Fields.

