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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cais das Codornizes (XIV)

O cais faz um ano. Parece mentira... mas é verdade e, porque o é, apetece-nos festejar. A banda sonora não podia ser mais apropriada. É de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos e merece vozes à altura da música e da letra, preciosas. A Sofia oferece-vos Elis Regina, o Pedro escolheu o próprio Milton com Simone. Liguem o player e que cada um invente o cais onde gostaria de deitar âncora!


Milton Nascimento e Simone, Cais

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cais das codornizes (XIII)


Hoje é o dia por que esperamos desde Janeiro - o do concerto de Moustaki no CCB! Dizem as 'más línguas' que está velho e canta mais devagar, mas acreditamos que conservará toda a magia das suas músicas! Passado um fim-de-semana a recordar as músicas da nossa vida, entre viagens para aqui e para ali, hoje vai ser ao vivo, um reviver em gestos, em olhares, um poeta de cumplicidades, de fins de tarde espalhados pelas viagens ou em terraços altos nos fins-de-semana. Esperamo-lo vivo, enérgico e com aquela voz a que nos habituou, num concerto que nos vai ficar a pairar na memória por muitos anos. O Cais recorda o concerto no Olympia, em 2000, e o codornizes o do Dejazet, em 1987, com a música Il est trop tard. Mas nunca é tarde para ouvir Georges!


Pourtant je vis toujours
Pourtant je fais l'amour
Il m'arrive même de chanter
Sur ma guitare
Pour l'enfant que j'étais
Pour l'enfant que j'ai fait
Passe, passe le temps
Il n'y en a plus pour très longtemps

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cais das Codornizes (XII)

Com o fim-de-semana à porta, a sugestão é partir em busca de um sítio mágico. Um lugar que se torne o centro da Terra, uma fonte de vida, o começo do infinito. Um recanto escondido onde só se possa ser feliz. Nestas coisas, nada como prescrutar as origens. Se o Cais das Codornizes nasceu com Tes gestes cantado por Moustaki e Reggiani, ouçamo-los de novo. Serge no codornizes, Georges no cais. Em busca do paraíso...


Serge Reggiani, C'est là

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Cais das Codornizes (XI)


Entre cais e codornizes, temos seis irmãos - três manas e três manos. Fazem um corte transversal na pirâmide etária: são adultos, adolescentes e crianças. Têm semelhanças entre si e connosco, mas, sobretudo, personalidades vincadas e singulares. É a eles e a elas que dedicamos a esta Maninha, porque os irmãos estão sempre lá para nós, a recordar canções e a afastar papões. Como não podia deixar de ser, escolhemos versões cantadas por irmãos: Caetano e Bethânia para a Sofia, Chico e Miúcha para o Pedro.


Chico Buarque e Miúcha, Maninha

Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Cais das Codornizes (X)

Na música, como na vida, tudo tem várias versões. Até - ou sobretudo - os sonhos, as utopias, os impossíveis que se tornam possíveis quando conjugamos diferentes ângulos de visão. Os arco-íris que surgem quando deixamos que o sol atravesse a gota d'água, e que depois percorremos à procura de um caldeirão de ouro. Para lá de um desses improváveis arco-íris está o dueto póstumo que podem ouvir no cais: Katie Melua e Eva Cassidy cantam Somewhere over the rainbow, embora esta última tenha morrido quando a primeira era criança. No codornizes, a versão original, a d'O feiticeiro de Oz, cantada por Judy Garland.

Judy Garland, Somewhere over the rainbow
(do filme O feiticeiro de Oz)

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cais das Codornizes (IX)

Um último Cais das Codornizes de Natal: We three kings. No cais canta Ella Fitzgerald e no codornizes o coro do King's College.


sábado, 5 de janeiro de 2008

Cais das Codornizes (VIII)

O Natal são muitos dias... para nós, começou no início de Dezembro e só acaba amanhã, com a chegada dos Reis Magos. Este ano, os presentes têm sido repartidos ao longo da quadra. Ainda esta tarde chegaram mais alguns. A música tem de ser, por isso, The twelve days of Christmas (apesar de o nosso Natal ter durado mais de um mês...). O codornizes escolhe a versão original, na interpretação de John Denver com os Marretas. O meu cais, uma recriação pelas princesas da Disney.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Cais das Codornizes (VII)

A todos um Bom Natal, com a música When a child is born, cantada por Charles Aznavour, Plácido Domingo, Sissel Kyrkjebo e Josep Carreras, no codornizes, e pelo Saint Philips Boys Choir, no Cais.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Cais das codornizes (VI)

Agora que a meia noite se vai aproximando, os desejos de Natal vão ficando mais claros. Por isso, esta noite canta-se All I want for Christmas is you. O meu cais escolheu a versão original de Mariah Carey. No codornizes ouve-se a do filme Love actually, cantada por Olivia Olson, que tinha então 11 anos.

I won't ask for much this Christmas
I don't even wish for snow
I'm just gonna keep on waiting
Underneath the mistletoe
I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay awake to
Hear those magic reindeers click

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cais das codornizes (V)

Durante esta quadra natalícia, o Cais das Codornizes só vai passar música de Natal. Às vezes é difícil escolher apenas duas versões, mas vai ser bom partilhar este gosto musical. Estas músicas que só ouvimos em Dezembro têm o condão de criar um cenário maravilhoso, por vezes até parece que neva... vamos lá à primeira, muito especial, habitualmente cantada a duas vozes, as nossas, em viagens de carro, estrada fora. Winter Wonderland cantada pela Macy Gray no Cais e pelos Eurythmics no codornizes.


When it snows, ain't it thrilling,
Though your nose gets a chilling
We'll frolic and play, the Eskimo way,
Walking in a winter wonderland

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Cais das codornizes (IV)

A proposta de hoje é Sisters of mercy, de Leonard Cohen. No codornizes, a versão original, n'o meu cais, uma interpretação céltica de Sting com os Chieftains.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cais das codornizes (II)

À primeira vista é uma música de Chico César, que lembramos cantada pela Daniela Mercury, no seu Feijão com Arroz (1996). Mais recentemente, descobrimo-la cantada por Pedro Guerra num dueto com o autor... en bilingüe!
A voz da Daniela lembra as tardes de Verão, ao pôr-do-sol, num pátio virado à Berlenga... a versão do Pedro e do Chico recorda os últimos serões românticos e algumas danças de princípio de noite.


Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Cais das codornizes


Nasce hoje uma rúbrica interblogueira - o cais das codornizes. A ideia nasceu a propósito da música Tes Gestes, que o meu cais e o codornizes publicaram em duas versões. Nesse dia, ouvimos Georges Moustaki e Serge Reggiani. Hoje, o cais volta a Moustaki e Barbara canta no codornizes. A música é La ligne droite Esperem por mais duetos...