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terça-feira, 17 de junho de 2008

Como foi quando cheguei?

Não havia ecografias, não se fizeram exames, o povo só sobe quando a coisa já ia adiantada. Há 30 anos, uma pequena parte do mundo esteve à minha espera. Não me lembro da última viagem desse tempo, a primeira de um outro. Foi em Lisboa, no Inverno, e há quem diga que é sempre traumatizante para o protagonista. Disso não ficou memória... o amor que recebo há quase três décadas e o que desejo dar para o resto da vida trazem-me a suspeita de que a vertigem que sentiu quem cá andava não deve ter sido diferente da que invade quem cá anda agora. Pedro Guerra, que a viveu há pouco, cantou-a como ninguém, no Gran Teatro Falla, em Cádis, no sábado passado. Tive a sorte de lá ter estado, em boa(s) companhia(s).
Pedro Guerra, Cuando Pedro llegó

La ilusión se hizo latido
y el latido un garbancito en su interior
poco a poco el garbancito
tuvo dedos labios ojos corazón

la inquietud golpeaba el nido
culebrillas en el vientre de mamá
y la resta de los días
fue sumando vida contra la ansiedad

hubo fiesta en las flores
se inundaron los cauces
de todos los ríos
y al unísono todas las voces
hablaron de amor

se brindó en las tabernas
se encendieron farolas
en pueblos perdidos
y las musas brindaron canciones
cuando Pedro llegó

la emoción cuadró su rumbo
la cabeza entre los pliegues del amor
rompió en luz un mes de julio
y el tic tac del mundo dio su aprobación

la ilusión cumplió sus cuentas
del latido a la caricia del dolor
la mirada que despierta
guarda en su inocencia todo lo que soy

hubo fiesta en las flores
se inundaron los cauces
de todos los ríos
y al unísono todas las voces
hablaron de amor

se brindó en las tabernas
se encendieron farolas
en pueblos perdidos
y las musas brindaron canciones
cuando Pedro llegó

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cais das codornizes (II)

À primeira vista é uma música de Chico César, que lembramos cantada pela Daniela Mercury, no seu Feijão com Arroz (1996). Mais recentemente, descobrimo-la cantada por Pedro Guerra num dueto com o autor... en bilingüe!
A voz da Daniela lembra as tardes de Verão, ao pôr-do-sol, num pátio virado à Berlenga... a versão do Pedro e do Chico recorda os últimos serões românticos e algumas danças de princípio de noite.


Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Um presente que me deram...


Pedro Guerra, Contamíname

...e de que gostei.