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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O voo da codorniz (XL)

Isabel Silvestre - Ao Sul
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Isabel Silvestre, Ao Sul



Algarve, Portugal

São Rafael


Rocha Baixinha

Calheta, Luz

Mercado de Olhão


Ilha da Culatra

Faltam nas fotos a sopa de coentros com amêijoa, os mergulhos, as sardinhas de escabeche, os velhos amigos, os gelados, as gargalhadas, as conquilhas, os beijinhos, as morcelas, a música francesa, os queijos, as barrigas, o vinho verde e o tinto, os suspiros, as bruschettas, os protestos, os doces regionais, os mapas, a pasta de chouriço, o cansaço, os pâtés, o descanso.

Lá longe
Inventei o dia azul
E o desejo de partir
Pelo prazer de chegar
Ao sul

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Foi bom


Banhos, passeios, bruschettas, luzes, amigos, praias, jornais, tias, barcos, bebés, amêijoas, ondas, postais, estrelas, rochas, amigas, cafés, primos, gin-tonics, vinhos, piscinas, arroz de tamboril, cervejas, páginas, peixes, primas, festas, nuvens, palmeiras, dias, noites.


fotos e colagem de Virgínia Cordeiro Barros

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Faltam três dias...

...para eu ir para aqui!
Virgínia Barros, Praia da Luz

Mas sobram muitos mais dias para visitar a exposição de pintura Seasons come, seasons go, desta artista que é minha Tia. É no ESCA - Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente, Alameda D. Afonso Henriques, n.º9 - 4.º Dt.º, em Lisboa. Recomendo!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Quanta Luz!

Praia da Luz, 11 de Maio (foto da Rosarinho)

Quantas cores será possível divisar neste mar chão? Quantas nos veios da montanha cuja erosão acompanhamos, ano após ano, nos passeios até à Rocha Negra, como quem se espanta com o crescimento de uma criança ou de uma palmeira? Quantas pedras tem a Calçada dos Gigantes que nessas andanças atravessamos, analisando o gume afiado das que caíram, perfeitamente paralelepipédicas, desde a última vez que por aqui passámos? Quantos sustos, quantas ondas, ao aventurarmo-nos por aqui na maré alta? Quantos caçadores de tesouros terá comido o Dragão que habita - e ouvimos - na Cova homónima? Quantos windsurfers e esquiadores? Quantos chapões? Quantos barquinhos vindos da Ponta da Piedade, quantos da Ponta da Gaivota e, para lá desta, quantos pôres-do-sol de quantos tons e temperaturas? Quantas toalhas perdi, quantos pares de chinelos? Quantos primos estarão connosco nestas férias? Quantos tios? Quantos engates na pista do Privé, ao balcão do Mirage ou através da sebe do jardim? Quantos poemas começados, quantos mostrados à Avó Gina, sentada a ver o mar? Quantas tâmaras caídas da palmeira grande, que já não está, quantas abelhas me picaram o pé por lhes ter pisado o doce manjar? Quantas formigas numa flor de hibisco? Quantas folhas da árvore da borracha, quantos picos nos cactos, quantas braçadeiras rotas pelo espigão de uma piteira? Quantas cerimónias de abertura e encerramento de Jogos Olímpicos, Europeus e Mundiais de Futebol? Quantas amizades efémeras ou não tanto? Quantas partidas de ténis no Luz Bay, quantas de snooker nos cafés atrás de casa, quantas de Trivial Pursuit até ser dia? Quantas discussões sobre quem vai despejar o lixo? Quantas lágrimas e zangas muito mais sérias? Quantas gargalhadas ao recordá-las no ano seguinte? Quantos trouxe cá pela primeira vez? Quantos quero me venham comigo até à última? Quantas horas (três, ainda?!) para o Baptista abrir, que os miúdos já acordaram e alguém tem de ir ao pão? Quantos bolos quentes depois da noite? Quantos "repimpas" comprados na loja da praia, quantas pulseiras fanadas das banquinhas, quantos barcos a remos que não duravam mais de um Verão? Quantos filmes da tanga no cine-estúdio? Quantas doses de cogumelos no Golfinho, quantas churrascadas com a mestria assegurada do Pai, quantos jantares nas várias casas do nosso "comboio", por vezes com o mesmo elenco? Quantos mergulhos à socapa na piscina do senhor Simão? Quantos peixinhos no anzol do Zé Pedro? Quantas conversas com a Maria? Quantos habitantes na cidade em miniatura que o vento esculpiu na pedra? Quantas revistas cor-de-rosa no Capricho, quantos jantares na Concha ou no Poço (e nós a aguar, tomem lá uma nota e vão aos hambúrgueres)? Quantos peixes no mercado de Lagos? Quantas tartes de alfarroba? Quantas gotas de Otoceril, Sofia, que este ouvido dói cada vez mais? Quantos polvos na Baía dos ditos? Quantos anos mais, Dona Hermínia, já com mais de 80 e ainda tão lesta? Quantas amêijoas em Castelejo e mexilhões no velho Rocha Negra? Quantos filhos já, Dora? Quantos cocktails esquisitos trazidos pela Célia do Internacional? Quantos cães no pátio de baixo, de que o Leão e o Baco eram os mais lindos? Quantos bifes bêbados, quantos de nós? Quantos mergulhos no Poção? Quantos escaldões, quantos cremes no saco de praia da Mãe? Quantas palavras cruzadas, sudokus e kakuros? Quantas melodias no assobio do Baltazar, a regar a relva pela manhã? Quantas nos altifalantes da Fortaleza? Quantas nas cordas dos violinistas que actuam na Igreja? Quantas melgas mortas no tecto até podermos ir dormir? Quantas amonas? Quantas guitarradas? Quantos cabem na ilha insuflável? Quantos pés de escalracho no jardim, quantos nomes gravados na rocha amarela, quantos metros irão desta até à areia na nossa prainha, que ora há ora não há?