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quinta-feira, 6 de março de 2008

Sulcos em catadupa


… et les talus de gauche tiennent dans leur ombre violette les mille rapides ornières de la route humide. Défilé de féeries.
Jean-Arthur Rimbaud, Ornières (de Illuminations)

…e à esquerda os taludes guardam na sua sombra violeta os mil rápidos sulcos da estrada húmida. Desfile de maravilhas.
Sulcos (de Iluminações, tradução de Mário Cesariny)

…e as escarpas de esquerda resguardam na sua sombra violeta os milhentos sulcos de rodados da estrada húmida. Parada de irrealidades feéricas.
Sulcos de rodados (de O rapaz raro – poemas e iluminações,
tradução de Maria Gabriela Llansol)


sulco a areia que sitia as cidades para trás abandonadas
Al Berto, Morte de Rimbaud (de Horto de Incêndio)

nas areias do açúcar mascavado / do amor desenganado
Sérgio Godinho, Lamento de Rimbaud (de Domingo no Mundo)

Nota: Tirei a foto no Toxofal de Baixo