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sexta-feira, 27 de março de 2009

Courrier Internacional n.º 158


Saiu hoje para a rua a nova edição do Courrier Internacional. Não se deixem assustar pela capa, pois correm o risco de perder belíssimos textos sobre o México, saídos da pena dos melhores escritores daquele país. Está lá tudo, da enorme e fascinante capital à história da Mataviejitas, passando pelo fascínio que o caos mexicano exerce sobre os europeus.

Ainda não vos convenci? Sabei, então, que há um documento sobre o ressurgir da energia nuclear, que assusta menos do que o aquecimento global, e reportagens sobre piratas informáticos, jihadistas de ar tranquilo e uma futebolista moçambicana. E quem poderá resistir ao encanto de tartarugas de carapaça mole, ao charme centenário de Manoel de Oliveira, à miríade de satélites que orbitam a Terra e às polémicas séries americanas para-toda-a-família que põem os adolescentes a coisar que nem coelhos?

Comprem a revista, car@s amigo@s, e poderão discutir, em eventos sociais, o sabor do "ugali" e do "fufu", a exportação do camdomblé e, sempre interessante, o efeito da líbido humana na extinção das espécies.


Manu Chao, Bienvenido a Tijuana

domingo, 30 de março de 2008

Músicas que ficaram (V)

Mais discos da minha vida, em longuíssima resposta a um pedido da Martini (cujo blogue vos recomendo). A ordem alfabética gerou, desta vez, um trio de raízes latinas, composto por músicos a quem podemos chamar cidadãos do mundo. A abrir a remessa, o homem que tem a pole position na minha discoteca pessoal. Trinta e tal anos de música, fãs que são filhos e netos de fãs, abertura mental e musical a novos sons, ideias e pessoas, originalidade à flor da pele. Eis Sérgio Godinho em meia dúzia de penadas. Fiquem com uma canção que não figura nas compilações, mas que é um retrato lindo dos tormentos que o amor nos faz passar.


Pano-cru, Sérgio Godinho (Segundo andar direito)

A segunda convidada de hoje é a estranha Lula Pena. Nascida em Lisboa, com passagem por Barcelona, reinventa o fado, atira-se ao repertório brasileiro e procura sonoridades mais longínquas. Há uns anos, trouxe um instrumentista iraniano à Culturgest, para um recital a que lastimo não ter podido assistir. Vi-a, há meses, num bar do Bairro Alto. Aquela voz quente numa noite fria despertou afectos e semeou saudades. Saudades, entre outras, de tardes em que ouvia o disco Phados no pátio de trás do Baleal, deitado na tijoleira quente como o timbre da Lula, sem conseguir que (quase) ninguém gostasse dela... o raspanete que levei, certa vez, por ter ido à minha vida (ao mergulho do fim do dia, naturalmente) deixando ligada a aparelhagem "com essa gaja que nem voz tem"! Tem voz, sim senhor. O que não é é chapa um! Ouçam-na aqui em baixo ou vão ao YouTube, onde há vídeos de actuações recentes.



Phados, Lula Pena (Fria claridade)

Temos, por fim, Manu Chao. Não requer grandes apresentações, apenas uma chapelada por liderar uma certa rebelião dos músicos contra as imposições das grandes editoras discográficas. Foi outro protagonista do hit parade balealense, no inesquecível Verão de 1999, em que me calhou estar atrás de um balcão a servir copos. Que até escorregavam melhor quando ouvíamos isto.



Próxima estación... Esperanza, Manu Chao (Me gustas tu)

Entregas anteriores: I, II, III e IV