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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Courrier Internacional n.º 162


Saiu na sexta-feira passada o Courrier Internacional de Agosto. O tema de capa é o mecanismo do riso. O que nos leva a rir? O que nos traz o riso de bom e de mau? Que forma encontraram os mexicanos para rir da gripe A?

A revista traz outros temas, porém. Entre eles estão uma viagem aos lagos da Irlanda, a moda de pôr flores na comida, a queda da Cortina de Ferro há 20 anos, a prostituição destravada em Espanha, a longa história da editora canadiana Harlequin, especializada em romances cor-de-rosa, ou os dilemas da África do Sul na organização do Mundial de Futebol de 2010.

Nesta edição, o leitão da Bairrada ocupa um lugar de honra ... é verdade, esta iguaria faz as delícias dos americanos. Também português, mas sem motivar orgulho, é Durão Barroso, a quem não se traçam grandes auspícios. Os efeitos da crise sobre os concertos de Verão, a despesa militar britânica, a crise de identidade tailandesa, as minorias chinesas os hackers norte-coreanos, os motociclistas do Mali e os órfãos desaparecidos da ditadura argentina são outros protagonistas.

O portefólio deste mês é dedicado a Roma, a Cidade Eterna. O livro destacado é o último de Haruki Murakami e o convidado é Christiam Engrström, do Partido Pirata sueco. E há, como sempre, insólitos para todos os gostos.

Leia o Courrier e fique a saber porque é que os corretores de bolsa de Wall Street andam sem nada para fazer, conheça a pressão que os académicos alemães sofrem e até onde estão dispostos a ir para conseguir publicar artigos e compreenda uma experiência científica em que bactérias transportam medicamentos através do sangue. Preocupe-se com o destino do Pantanal brasileiro e descubra que há muitos órgãos de informação digitais a enviar correspondentes para cenários de guerra.



Julie Andrews (Mary Poppins), Dick van Dyke (Bert)
& Ed Wynn (Uncle Albert), I love to laugh

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Baú das codornizes (V)

Desço a Avenida da Igreja com os minutos contados para apanhar o comboio no Cais do Sodré. O mp3 vai debitando músicas que me dão energia e aceleram o ritmo do andar. No quarteirão entre a Acácio de Paiva e a Marquesa d'Alorna, porém, tenho de afrouxar a passada. Os auscultadores trazem-me Chim chim cheree e derreto-me. Mary Poppins foi o primeiro filme com legendas que vi no cinema. No Alvalade. E consegui lê-las.

A Poppins caiu-me no goto e ainda dele não tombou. Há dois anos, em Londres, fui com a mummy ver o musical (How very appropriate!). De vez em quando, ponho a banda sonora a tocar e acredito que uma colher de açúcar ajuda a engolir qualquer medicamento. Hoje, ao ouvir a música dos limpa-chaminés que dão sorte, fiquei a sentir-me supercalifragilisticoexpialidoso para o resto do dia. Daí a escolha do vídeo, a fazer companhia ao outro. Lá em baixo, em áudio, acrescentei Feed the birds, que é de fazer chorar as pedrinhas da calçada e que me fez passar a pente fino as escadas de Saint Paul's sempre que ali vou, à espera de encontrar uma velhinha a quem comprar alpista para dar aos pombos.


Supercalifragilisticexpialidocious

Feed the birds

Chim chim cheree