Mostrar mensagens com a etiqueta leonard cohen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta leonard cohen. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Para que não digam que faço pirraça...


Leonard Cohen, Lady Midnight

...eis uma música que o homem não vai cantar hoje à noite.

PS: Mas cantará outras vinte e tal. E eu lá estarei a ver e a ouvir!

segunda-feira, 30 de março de 2009


Leonard Cohen, Famous blue raincoat

O homem vem cá outra vez.
A ver se desta vez canta isto.
Para a
M.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Thank you, friend

Retribuo, sir, o tratamento que usou para se nos dirigir. Não levo a mal a ausência da famosa gabardina azul - que teria feito, não obstante, as delícias da queridíssima M., e ela merecia -, percebo que esteja até ao último cabelo grisalho de contar o blowjob que a Joplin lhe fez na unmade bed do Chelsea Hotel, compreendo que não se queira chamuscar de novo nas chamas que perseguem Joana d'Arc. Playlist quasi-perfeita.

A noite, que ainda o não era quando nos lançou o convite para dançar até ao fim do amor, tomando valsas, baladas, hinos e diatribes como um pássaro na corda bamba, foi suave, intensa, classy e emocionante. Opinião unânime entre os onze que acabámos pos ser (uns usaram palavras, outros gestos, à falta delas). E dos outros 8989, suponho. De um lado, o sol a inclinar-se cada vez mais. Do outro, a torre da doca, num ângulo imutável e tão elegante quanto os requebros ocasionais de V. Ex.ª, enquanto ia levitando gerações.

Supérfluos todos os agoiros relativos ao recinto e à acústica (mea maxima culpa. Risíveis os tocantes à sua forma física, friend, à voz que enleva, às putativas comparações com visitas de há décadas e cuja memória haveria, dizem, que preservar (nisto nunca alinho e até acho um bocado pedante). Foram excelentes, toda a gente sabe, que dúvida cabe? Já aqui contei a birra que fiz por não ter podido ir ao Coliseu... mas, ainda a confirmar-se a infirmada possibilidade de o senhor já não estar à altura, esquecer-se-ia alguém de noites passadas? Deixaria esta de ser memorável?

Cantámos. Unimos as vozes e o fôlego, para irritação de um indivíduo a quem tive de explicar que, para ouvir os artistas sem um belisco, é melhor ficar em casa e pôr um disco. As letras - belas e nada fáceis - vinham ter connosco. E @ parceir@ do lado servia de ponto ou cábula.

Dançámos. Com violinos em chamas, do alto da torre da canção - que já não sei se fica em Manhattan ou Berlim - à capela de Nossa Senhora do Porto, passando pelas democracias do futuro e cruzando-nos com a mulher do cigano, que nos garantiu não haver cura para o amor.

Ficaram-lhe bem, caro poeta, a simpatia para com o público e a deferência para com os que pisaram o seu palco. Exímios instrumentistas, angélicas meninas de coro, munidas de harpa e tudo. Os encores também foram bem escolhidos, e ninguém contestará que a canção bíblica (do Livro de Rute) é uma maneira de dizer adeus... isto admitindo que exista uma forma ideal de nos despedirmos de si, colocando a hipótese académica de que pudesse haver um voto contra num referendo ao público para saber quem queria que as três horas com que nos brindou se alargassem para quatro ou cinco...

...obrigado, Leonard. Valeu a pena esperar 20 anos.

Para uns recordarem e outros se consolarem, aqui fica o alinhamento de sábado passado, com vídeos da digressão que passou por Algés. A negro, filmes do nosso concerto.

Primeira parte


Primeiro encore

Terceiro encore

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pequena valsa lisboeta

Junho de 1988. Era miúdo, tinha 9 anos e queria ir ao Coliseu. Mas não tinha idade.

- Não fiques triste, tens muito tempo para ver o Leonard Cohen quando fores crescido!
- Claro, Mãe, quando ele cá vier outra vez e já só cantar "ay, ay, ay, ay, estou tão velho que não me aguento"!
- (risos)

Triste? Fiquei lixado! Felizmente, o homem durou mais do que minhas previsões de puto amuado. Passados 20 anos, aí está Leonard Norman Cohen, em plena forma, dentro de cinco dias. Como tínhamos pedido.

Como que a dar sentido à espera, desvendaram-me há meses (mas antes de saber que ele cá vinha!) uma curiosidade sobre a minha canção preferida de Leonard Cohen, a tal cujo refrão usara na resposta agastada de há duas décadas. Chama-se Take this waltz e - foi esta a revelação, via cara-metade - é um poema de Federico García Lorca, que Cohen demorou 150 horas a traduzir. Aliança perfeita entre dois poetas, sendo tal a admiração do canadiano pelo espanhol que chamou à sua única filha... Lorca.

É uma música que cantei e dancei mil vezes, mas que nunca apareceu no codornizes. Nesta entrada, há um link para a interpretação de Cohen (encontrem-no!). E, abaixo, fica uma versão dúplice: é cover, porque quem canta é o filho de Leonard, Adam. Mas é original, porque a letra é a castelhana que Federico escreveu no seu Poeta en Nueva York. Sugiro que a ouçam e leiam como quem enceta uma contagem decrescente...

Adam Cohen, Toma este vals


Federico García Lorca, Pequeño vals vienés

En Viena hay diez muchachas,
un hombro donde solloza la muerte
y un bosque de palomas disecadas.
Hay un fragmento de la mañana
en el museo de la escarcha
Hay un salón con mil ventanas

Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals con la boca cerrada

Este vals, este vals, este vals,
de sí, de muerte y de coñac
que moja su cola en el mar

Te quiero, te quiero, te quiero,
con la butaca y el libro muerto,
por el melancólico pasillo
en el oscuro desván del lirio,
en nuestra cama de la luna
y en la danza que sueña la tortuga

Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals de quebrada cintura

En Viena hay cuatro espejos
donde juegan tu boca y los ecos,
Hay una muerte para piano,
que pinta de azul a los muchachos.
Hay mendigos por los tejados
Hay frescas guirnaldas de llanto

Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals que se muere en mis brazos

Porque te quiero, te quiero, amor mío,
en el desván donde juegan los niños,
soñando viejas luces de Hungría
por los rumores de la tarde tibia,
viendo ovejas y lirios de nieve
por el silencio oscuro de tu frente

Ay, ay, ay, ay,
Toma este vals del 'te quiero siempre'

En Viena bailaré contigo
con un disfraz que tenga cabeza de río.
Mira que orillas tengo de jacintos
Dejaré mi boca entre tus piernas,
mi alma en fotografías y azucenas,
y en las ondas oscuras de tu andar
quiero, amor mío, amor mío, dejar,
violín y sepulcro, las cintas del vals

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Falta menos de um mês

Futebol? Quéisso?! O importante é que o gajo vem aí:


Leonard Cohen & Judy Collins, Hey, that's no way to say goodbye

I loved you in the morning, our kisses deep and warm
your hair upon the pillow like a sleepy golden storm


NOTA: Escolheu-se a versão dueto por se gostar de coisas a dois e porque, como mostrou a Rosarinho, as canções de Leonard Cohen ficam sempre bem noutras roupagens.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Para que não haja dúvidas

Se não der para ir a Loulé no dia seguinte, a escolha está feita.


Leonard Cohen, Chelsea Hotel #2

Aleluia, grita um ateu!

O grito só pode ser este. É oficial, o homem estará em Lisboa no próximo dia 19 de Julho. Aleluia, aleluia, aleluia!!!


Leonard Cohen, Hallelujah

Nota: Diz o site que o concerto é no Passeio Marítimo. Não se sabe qual, mas Cohen à beira-mar nem dá para ter dúvidas. EU VOU!

terça-feira, 11 de março de 2008

Músicas que ficaram (III)

Mais três discos que marcaram a minha juventude, correspondendo ao pedido da Martini. Vou divulgando a lista por ordem alfabética, o que resultou, neste caso, num trio poliglota. Do Cohen que gosto de ouvir à lareira ao Pagani que já quase ninguém conhece (suprema injustiça!), passando por uma Bethânia que animou - em colaboração estreita com litros de cerveja e vermute - muitos fins de tarde no Baleal. A canção que escolhi tem letra de Manuel Alegre.



Greatest Hits, Leonard Cohen (Suzanne)


Imitação da vida, Maria Bethânia (Meu amor é marinheiro)


Le meilleur de Herbert Pagani,
Herbert Pagani (Concerto pour Venise)

NOTA: Podem ouvir as duas primeiras entregas aqui e aqui.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

...then we take Lisbon!

Tu também devias vir. Não ao Rock in Rio, claro, nem ao Atlântico - que decerto encherias, mas para o qual és mal empregado. Uma sala intimista, onde essa voz cava possa ir subindo como ar quente. Talvez mesmo a sala onde tanto te ouço, à lareira, noite dentro, sem saber se é dela ou da aparelhagem que me chegam as tuas canções... Ginginha, jeropiga, Baileys? Com que licor brindar à tua saúde? Com que versos agradecer tantas horas, por vezes só, por vezes na companhia de figuras que se tornam a tua Suzanne, a Marianne do adeus, a eterna Joana de Arc, ou mesmo cansados last year men? Quero-te cá, Leonard Cohen. Já assinei.


Leonard Cohen, First we take Manhattan

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Cais das codornizes (IV)

A proposta de hoje é Sisters of mercy, de Leonard Cohen. No codornizes, a versão original, n'o meu cais, uma interpretação céltica de Sting com os Chieftains.