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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dois abraços para dois arquitectos

A Teresa, que faz anos. E o Tiago, de quem tenho saudades.


Simon & Garfunkel, So long, Frank Lloyd Wright

Architects may come and
Architects may go and
Never change your point of view.

When I run dry
I stop awhile and think of you

segunda-feira, 30 de março de 2009


Leonard Cohen, Famous blue raincoat

O homem vem cá outra vez.
A ver se desta vez canta isto.
Para a
M.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Gosto que gostem deste ninho


Pela Porta do Vento entrou cá no ninho esta distinção. Dada a blogues de que se gosta e que se lê todos os dias. E que se agradece à remetente. Ora, não havendo nenhum blogue que eu leia todos os dias - simplesmente porque nem todos os dias leio blogues -, aqui vai uma lista daqueles em que sou mais assíduo, e para quem voa o galardão. Em número de 9, e não 15, como diziam as instruções...

À esquerda de Marte
Algeroz !
Causa nossa
Falabarata
Margens de erro
O Eldorado
O espaço azul entre as nuvens
O mito do celofane
Vou pelo sonho

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Em que margem está qual de nós?


Jorge Drexler, Al otro lado del río
(do filme The motorcycle diaries, óscar de melhor canção 2004)


En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río


Hás-de percorrer os cumes dos Himalaias (ou dos Andes, que importa?) numa motocicleta. Não dês tréguas ao acelerador enquanto não te pedir boleia uma borboleta qualquer, mas sabe de antemão que terás de puxar ao máximo por aquele sorriso (aquele!) para a persuadires a dar às asas. Se preciso for, exemplifica tu. Ela percebe.

Estarei atento ao teu erguer de sobrancelha, momento único para gritar "revolução" do alto de uma rocha ou abrindo de par em par uma janela enorme, com vista para uma ilha, numa casa onde não se entra sem ludibriar os cães. Ou assobia-me aquele trecho de Sérgio Godinho, mesmo que não seja terça-feira. Gosto quando és incapaz de gritar tanto faz...

Nada temas na hora em que os furacões ameaçarem Pequim, São Francisco, Lisboa ou Plzeň. Prevejo-nos a esbarrar um com o outro na esquina do Sequeira (onde te convidarei para um indiano de café na Versailles). Volta a falar-me da Lagoa do Fogo, dos teus filmes, e retorquirei que também eu gosto de estar, às vezes, pertinho do mar.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O meu cromossoma X agradece metade deste prémio à Academia da Rosa Maria


Não estava nada à espera.

Não ando a escrever nada que se veja.

Não preencho, sequer, os pré-requisitos para o prémio.

Mas soube-me bem saber que a MariaV mo dava se pudesse...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cair como um patinho nunca soube tão bem


Francamente bom!!!

Herbert Pagani, La bonne franquette


Un picnic en hiver sur une moquette
C'est la faim, c'est la joie, la bonne franquette
Et ça fume et ça boit, ça chante et ça rit
Je peux vivre sans pain, mais pas sans amis!

No piquenique de Inverno que ontem me surpreendeu, qual rosa no meio da rua, não faltou o pão nem faltaram os amigos. Comeu-se, bebeu-se, fumou-se e cantou-se. Amigou-se. Não vou trocar nenhum dos presentes... e não trocava nenhum dos presentes. Os de corpo e os de espírito.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Página 30

Às páginas da vida há que as ir lendo com atenção e voltando com lucidez. Sem pressa nem medo. Sem credo nem dono. Que o pânico da folha em branco nos não prenda a uma história demasiado lida e treslida. Para que sejam sempre folhas vivas.
Juliette Gréco, Les feuilles mortes (canção ao som da qual voltei mais uma página em boa companhia)


Ah, e obrigado por isto, old man!



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O voo da codorniz (XXXVc)

Eixo Rua da Lapa-Rua Raul Brandão
Baleal, Portugal

(continuação disto, que era sequela daquilo e que fica por aqui)

Os réveillons do Baleal evoluem com o tempo. Recordo o de 2000-2001, em que houve festa no Clube (e banho para mim, claro, às cinco da matina), depois de opíparo jantar numa tasca ferreleja. Antes desta ainda demos um salto a um velório em Lisboa, para nos despedirmos de um grande amigo, Avô de uma prima que tinha vindo passar o Ano Novo connosco e acabou por dizer adeus à festa mais cedo...

Estive, depois, vários anos sem dobrar a meia-noite na ilha. Celebrava-a entre nuestros hermanos, quando por cá ainda eram onze. Só regressei ao Baleal, feliz, para entrar em 2008).

A festa começou na "casa biológica" e cedo se alargou à "casa por afinidade". Ao jantar na Travessa Hyde Catanho de Menezes, com amigos, seguiu-se a folia na Travessa Major Baltazar, com muitas outras famílias à mistura. Dançava-se na exígua sala do Duarte. Cada um que chegava trazia mais uma garrafa de espumante. E a cereja no topo do bolo foi a visita à Guida Formosinho, que reunira todo o clã para comer as passas. Bonito de se ver!

Foi tão bom que, este ano, repetimos quase o mesmo modelo. Instalados noutro poiso, não menos familiar, e juntando ainda mais família do que da vez anterior, gozámos de vários dias de ar, terra, água e fogo balealenses, com outros périplos pelo Oeste - Toxofal de Baixo, Atouguia da Baleia, Óbidos...

A passagem de ano propriamente dita compôs-se de jantar courtesy of João Maria & Cláudia, meia-noite na Ginha, berraria frente à praia, com forte representação dos primos Baltazares, e música numa tenda que alguns comerciantes locais montaram no parque de estacionamento por trás do Clube, y compris quiosques de cerveja, DJ e conjunto piroso/rockalhada. De avós a bebés de meses, foi com alegria e sem pensar em crises que demos as boas-vindas a 2009.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O voo da codorniz (XXXVb)

Pedras Muitas, Baleal, Portugal


(continuação disto)
Um dos encantos de entrar no Ano Novo em solo balealense é a pausa que a ilha oferece entre o ciclo que acaba e o que vai começar. Os dias antes e depois da Grande Noite são de partilha, descanso, risos e, em o tempo permitindo, passeios. Às Pedras Muitas, Almagreira ou mais longe, ao Forte, a Óbidos, ao lado de Peniche, ao Toxofal, à volta da ilha, ao café, a casa dos primos, onde quisermos.

Tabuleiros de Monopólio ou Pictionary, mesas com shisha ao meio (ou narguilé, nome que prefiro), baralhos de cartas, livros, leitores de DVD, chávenas de chá ou cálices de ginjinha, mantas quentes, máquinas fotográficas, cadernos para escrever e leitores de MP3, guitarras e livros com letras de canções estão entre os acessórios mais cobiçados. Todos gostavam de ter o que não trouxeram, mas as redes de toma-lá-dá-cá ou dá-cá-que-o-dono-não-está funcionam bem.

Foi quando nos preparávamos para ir buscar entreténs deste género, há dez anos, que o Gonçalo Formosinho nos gritou, do quarto dos rapazes, onde tinha ido buscar o casaco, pois caía uma chuvinha molha-tolos: "Epá, venham cá, preciso de ajuda!". O segundo e meio de que dispusemos para imaginar que raio de carga nos ia pedir para levarmos não durou mais do que isso... corremos para o pátio e descobrimos o motivo da aflição: o quarto dos rapazes estava a arder!

A culpada? A proverbial humidade da ilha, que obrigara a acender um velho aquecedor a gás para secar os colchões. Houve o cuidado de colocar aquele longe destes, mas uma labareda mais atrevida fugiu da resistência e atirou-se aos colchões e aos cortinados. Acto contínuo, uns telefonaram para os bombeiros, outros ligaram a mangueira, conseguiu-se arrastar o aparelho para fora do quarto e a chuvinha molha-tolos ajudou a arrefecer os ânimos (mas não impediu a querida Lija Baltazar, de quem guardo tão boas recordações, de ir para a sua varanda, do outro lado da travessa, de guarda-chuva em punho, para ver o que se passava).

Balanço final: uma cama queimada, armários enegrecidos, cortinas para o galheiro. O impulso de ir não-sei-onde buscar não-sei-quê surgira no momento certo, impedindo estragos maiores. E os reflexos do Gonçalo evitaram o prejuízo mais temmido: a guitarra eléctrica recém-trazida pelo Pai Natal. Foi por um triz, disseram os bombeiros, que a botija de gás não rebentou. O dia seguinte foi passado a pôr tudo em ordem e a verdade é que ninguém que entrasse no quarto após a nossa labuta diria que lá houvera um fogo. Ficou tudo impecável e nem sei se o Avô Nico chegou a saber do incidente. Mas deviam ter visto as nossas caras de pânico quando na manhã seguinte (a de um dia passado a limpar, a pintar, a arrumar) apareceu, sem aviso prévio, a Bli, tia de vários intervenientes. Perante a atrapalhação de quem lhe abriu a porta, e antes de saber do sucedido, só dizia: "Eu estou só de passagem, nem entro. Os meninos estão cá à vontade, não quero saber nada do que andam a fazer...".

Ainda hoje nos rimos ao recordar este episódio rocambolesco. O quarto dos rapazes já não está lá, a casa velha dos Formosinhos também não, mas há nisto tudo coisas que não morrem...
(a saga das passagens de ano no Baleal termina amanhã)

domingo, 4 de janeiro de 2009

O voo da codorniz (XXXVa)

Eixo Formosinho Sanchez-Baltazar-Catanho de Menezes
Baleal, Portugal


A codorniz voa pela ilha onde tem andado pousada e dá voltas à memória para responder à pergunta do Miguel: como é o réveillon no Baleal? Alonga-se a codorniz, como de costume, e há que dividir a resposta em várias partes. Três devem chegar; eis a primeira.

Para este teu amigo, meu caro, a passagem de ano na ilha já assumiu vários formatos. Quando era adolescente, reuníamo-nos na casa velha dos Formosinhos (hoje cratera arrepiante onde florescem toscos de nova casa). Vinham a maioria dos 11 primos dessa família (Bernardo, Guilherme, Marta, Gonçalo, Pedro, Henrique, Carmo, Maria), o Vinícius e as primas Joana e Diana (Baltazar-Holbeche Beirão), a Nica e o Pedro Teixeira Duarte, um ou outro Formosinho "lá de trás", a minha irmã e eu. Alguns trazíamos namorad@s (alguns, hoje, mulheres e maridos, babados pais e mães) ou amig@s (Mariana Furtado, Pitu, JP, Maria João, Maria Ana, Margarida, Pedro Castanheira, to name but a few...). Éramos umas dezenas, em suma. Nem todos dormíamos naquela saudosa casa, mas era ali o centro dos festejos. Reproduzia-se o ambiente de Agosto, quando o querido Nico Formosinho abria a porta a três gerações de várias famílias, que vinham ver o Herman José, nos tempos em que ele tinha graça. Do sofá ao pátio, com as janelas abertas, tudo era casa.

A ementa do jantar de 31 de Dezembro era Tunatta Balealense, único prato que conheço nado e criado na ilha, à base de esparguete e atum (fica para outro dia a história desta iguaria e para outro, ainda, a narração de um incêndio à chuva). Cozinhávamos o Vini e eu, que éramos dos primeiros a chegar à ilha, lá para 27 ou 28 de Dezembro. Era das poucas vezes no ano em que ir ao supermercado me divertia... e lá se conseguia um repasto que saía a 200 paus a cada comensal. Os extras iam sendo trazidos por todos; havia bebida a rodos, acepipes vários, guitarras eléctricas e jogos de sociedade.

A contagem decrescente para a meia-noite gerava discussão entre aquele cujo relógio já dizia 00:01 e o outro, que ainda ia nas 23h58. O desempate acabava ditado pela televisão e alguém pegava num pequeno gongo que por lá havia para assinalar o dobrar do Cabo das Tormentas, enquanto outro alguém fazia saltar a rolha do champanhe. Vínhamos para a rua, abraçávamos quem saía de outras casas, víamos gente que não sabíamos que estava no Baleal, tirávamos fotografias, bebíamos, comíamos e comíamos e bebíamos. Soou mal? Sabia bem...

Era no meio desta loucura toda que o PTD e eu íamos ao banho. Suscitávamos gargalhadas a uns, exclamações de "loucos!" a outros, palavras solidárias a mais alguns. O mergulho era e continua a ser um rito, sendo que àquela hora não tinha, sequer, o carácter purificador de hoje, quando dado de manhã. Se intoxicados entrávamos na água (e como, de comida e bebida, em doses suficientes para tornar desaconselhável a empreitada!), intoxicados saíamos e, pior, dispostos a prosseguir a intoxicação após um duche quente, como aliás os que ficavam na areia ou no muro a ver. Não me lembro de acidente mais grave do que a ressaca ou beijinhos a putativas (ou não) caras-metades.

A festa terminava umas horitas mais tarde, decapitada pelo grito de alerta d@s desgraçad@s que tinham de estar em Lisboa à hora do almoço (nunca fiz parte desse grupo, graças a Deus!). Se o sol ou a luz dele apareciam por trás da Almagreira, era preciso começar a limpar. Sim, que aquela casa e as demais ficavam impecáveis, como as tínhamos encontrado. Depois, os mais sortudos prolongavam o idílio por uns dias, a um ritmo mais pausado, mas nem sempre menos disparatado...
(continua)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O voo da codorniz (XXXIII)

Sarrià, Barcelona, Catalunha, Espanha

Um gesto amigo lembra-me outro amigo. Saudades de um acentuam as saudades do outro. A viagem daquele à cidade deste, a que também chamo minha, dá-me vontade de lá voltar. E de aterrar como da última vez, depois de sobrevoar toda a linha costeira, do Llobregat ao Besòs, dos contentores da Zona Franca aos toldos das varandas da Barceloneta, aqui o mar, ali a cidade, lá atrás o Tibidabo, deste lado Montjuïc. Una abraçada, Miquel i Oriol!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dois dardos na codorniz

Duas talentosas bloguistas - a Mateso e a Addiragram - deram ao codornizes este presente. Foi uma surpresa muito gratificante, tanto pelo significado do Prémio Dardos como pelo apreço que merecem as autoras destes tiros pacíficos no ninho. Muito obrigado, só espero estar à altura.

Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve seguir algumas regras:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blogue pelo qual recebeu o prémio;
3. Escolher 15 outros blogues a que entregar o Prémio Dardos.


Esta última parte é a mais tramada, mas vamos lá tentar aplicar os critérios (felizmente muito abertos). Olhem, o que me saiu foi, sem ordem de precedência:

8ª edição da JRL
À esquerda de Marte da Martini
Algeroz ! do miguel
A ver o mar... da Sophiamar
Beatles forever! da Teresa
Blue Moleskin da Cláudia Santos Silva
Bom jardim do Alf
Dias que voam de vários autores
Lord Broken Pottery de Lord Broken Pottery
O espaço azul entre as nuvens do Mário
O mito do celofane da M.
O privilégio dos caminhos da Júlia ML
Porta do Vento da ana v.
Sub Rosa da Meg
Um lugar ao sol da María del Sol

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Se eu soubesse, dizia-te


Se eu voar sem saber onde vou
Se eu andar sem conhecer quem sou
Se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...

Vincent van Gogh, Esplanada do café à noite
(Arles, 1888)

Sei que dás por ti a meio do voo e, à falta de melhor conselho, digo-te que esqueças as vertigens. Intuo a tentação de não desceres à Terra entre cada duas nuvens e prometo não franzir o sobrolho julgador. Engulo o arrepio egoísta de não poder dizer se te reservam liras ou trovoadas, chuva ou algodão-doce. Guarda o pára-quedas para outros abismos, na verdade, porque não hás-de continuar a voar, sem mais fim que descobrir o destino do voo?

É quase, verás, como as caminhadas em que me lanço ao deus-dará. Deixo aos pés a condução e acho sempre que vou perceber onde a vida me leva. Às vezes distraio-me a tentar ler o desenho que algum avião ou criatura voadora faz no céu e trauteio aquela canção do Reggiani, que não conheces. Daí, talvez te prenda a atenção o contorno que os meus passos esboçam nas superfícies irregulares que calcorreio. Lembras-te dos livros de passatempos de quando éramos miúdos: una os pontos? Se adivinhares o que é, diz qualquer coisa.

Sei que falas sem saber a que vai soar a voz. Tenho de recordá-lo constantemente à sobrancelha teimosa e a mais do que um coração. Não tem de vir na manhã o teu momento de glória (desde que venha!), já partilhámos minutos pouco memoráveis à mesa dos cafés. Rio sem parar de noites que foram tuas, de destrinçar no teu rosto os rubores distintos dos copos e da história que eles promoveram ou tentaram apagar. Rio quando os nossos dias têm sabor, porque gosto do que acontece em ti.

Banda sonora adicional: A mesma música pela Sara Tavares (num belíssimo blogue), a que gostava que conhecesses e uma que quem tiver de perceber percebe.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ainda não é desta que o largo

Já cá pus esta música, mas noutra versão. Hoje repito, porque o assunto pegou-se-me à pele e ainda não consegui livrar-me dele...

Simon and Garfunkel, The sounds of silence - versão de estúdio, com imagens do filme A primeira noite (The Graduate), de Mike Nichols

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Convenhamos que são bons!

Uma canção dedicada a duas fiéis leitoras do codornizes. A Tia Bicas, que ouviu estes senhores, ontem, na Casa da Música; e a Martini, que terá o mesmo prazer, esta noite, na Cidadela de Cascais. Todos três trocámos, nos últimos dias, palavras a propósito de outro concerto. Foi daí que surgiu a referência aos Kings of Convenience, que não verei ao vivo, porque não dá para ir a todas...


Kings of Convenience, Weight of my words

There are very many things
I would like to say to you,
but I've lost my way
and I've lost my words

There are very many places
I would like to go,
but I can't find the key
to open my door

The weight of my words
you can't feel it anymore
The weight of my words
you can't feel it anymore

There are very many ways
I would like to break the spell
you've cast upon me
'Cause all the time
I sacrificed myself
to make you want me,
has made you haunt me

The weight of my words
you can't feel it anymore

terça-feira, 22 de julho de 2008

É só um cliquezinho...


OK, não é . É preciso ir ao site da Super Bock, fazer login, procurar o codornizes na secção de blogues pessoais e deixar lá um votozinho. Mas, se o fizerem, ficarei eternamente grato... pode ser?

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Bem-vindo!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Melodia vespertina


Chico César, Pensar em você

Conhecias esta?
Lembrou-me isto e isto.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

De volta e num dia especial


Lena d'Água, Sempre que o amor me quiser

Sentir a corrente passar
E esquecer-me de mim

De mim, talvez. Mas não do dia em que esta balada foi marcha triunfal. Custa a crer que a Terra já tenha dado uma volta completa ao Sol... parabéns!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Hoje é dia de festa

Parabéns!


Hoje é o 179º dia de 2008, por estarmos em ano bissexto. Faltam 187 dias para acabar o ano e 115 para um dia muito mais importante. Estamos a 27 de Junho, dia em que...

Foi fundada a República de Dubrovnik (1358)
Pedro, o Grande, derrotou Carlos XII da Suécia na Batalha de Poltava (1709)
Houve um crash na Bolsa de Nova Iorque (1893)
Joshua Slocum terminou a primeira circumnavegação do globo em solitário (1898)
Houve um motim a bordo do couraçado Potemkin (1905)
Foi feita a primeira demonstração de TV a cores, em Nova Iorque (1929)
Os EUA decidiram mandar tropas para a Guerra da Coreia (1950)
A primeira central nuclear do mundo foi inaugurada em Obninsk, perto de Moscovo (1954)
O primeiro multibanco foi instalado em Enfield, Londres (1967)
O Djibuti tornou-se independente (1977)
Mohammed Ali deixou os ringues de boxe (1979)
Sofia Knapič nasceu nas Caldas da Rainha (1985)
A Eslovénia foi invadida, dois dias após ter proclamado a independência (1991)
Foi publicado o primeiro volume de Harry Potter (1997)
O Papa João Paulo II beatificou 28 ucranianos (2001)
Tony Blair demitiu-se de primeiro-ministro do Reino Unido (2007)

Os gémeos da miúda:

Ladislau I da Hungria (1040-1095)
Imperador Manuel II Paleólogo (1350-1425)
Luís XII de França (1462-1515)
Hellen Keller (1880-1968)
Guilhermina Suggia (1885-1950)
João Guimarães Rosa (1908-1967)
Krzysztof Kieślowski (1941-1996)
Isabelle Adjani (1955-)
Tobey Maguire (1975-)
Raúl González (1977-)

Finaram-se neste dia:

Afonso V de Aragão (1396-1458)
Giorgio Vasari (1511-1574)
Joseph Smith Junior (1805-1844)
António de Oliveira Salazar (1889-1970)
Georgios Papadopoulos (1919-1999)
Jack Lemmon (1925-2001)
George Patton IV (1923-2004)

É dia internacional dos surdos-cegos, dia do mestiço no Brasil, dia do jornalista na Venezuela, dia dos veteranos no Reino Unido, dia dos sete dorminhocos na Alemanha, dia do ano novo rauliano, dia do imperador Juliano (padroeiro dos neopagãos), dia de São Cirilo de Alexandria, São Nicolau, São Ladislau e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Mas é, sobretudo,

o teu dia!