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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mão d'Água

Baleal, 17 Dezembro 2006 (PC)

Voltámos à sopa primitiva. Um pé na areia, depressa descalço, depressa submerso com o resto do corpo. Porque o princípio foi aqui e foi assim desde o princípio. À sempre comoção do regresso colou-se-nos a comoção inédita da estreia de um de nós. Que não levou, por frágil, o costumeiro carolo dos caloiros. Antes lhe passei uma mão pelo pêlo: gelada do mar, quentinha da ternura salgada que pus no passar, morninha da mão doce que repetiu o gesto antes de agarrar a minha. Fomos felizes.

Georg Friedrich Händel, Música aquática
(sei que gostas... foi das primeiras que ouviste)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A mão no meu corpo

A mão no meu corpo
esquerda?
avança-me direita, faz
descentrar o coração
para que fique mais longe da cabeça

A mão no meu centro
tua?
toca-me a minha paz
arranca o coração
para que fique mais perto do teu estômago

A mão no meu dentro
qual?
desenha a silhueta de um rapaz
sem coração
para que fique alguma fome em ti


Novembro 2000