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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de cinzas

Pablo Picasso, Homem à lareira

Na cinza de uma lareira

Dorme a labareda fria.
Arde à nossa revelia,
Mas queima da mesma maneira.

Quando uma chama se apaga
É morte de pouca dura.
Renasce, ardendo em lonjura
Mal a Fénix sai voando.

Se uma lareira te afaga
É porque alguém está chamando

Toxofal de Baixo, 21 de Fevereiro de 1996
(Quarta-feira de cinzas)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Guernica 3D

A artista nova-iorquina Lena Gieseke pegou na Guernica de Picasso e deu-lhe mais uma dimensão. O resultado é muito interessante. Quantos detalhes nos podem passar despercebidos num dos quadros que mais vezes vimos? Quantas mais o observaremos, cientes de que o horror retratado há 70 anos permanece actual? Mal posso esperar pela próxima visita - ainda por agendar - a Madrid.

Lena Giesecke, Guernica 3D

Um abraço ao primo Zé Guilherme, que me mandou este vídeo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

E as mães / aproximam-se, soprando os dedos frios

Mais um beijo a cada mãe deste mundo. O poeta lançou o mote e o codornizes pôs-se a mostrar sorrisos e lágrimas de filhos e progenitoras. Vistos por mulheres, vistos por homens e, hoje, vistos por um homem que as soube retratar de modo tão notável quanto diverso. Eis a maternidade vista por Pablo Picasso. Só é pena que, não obstante a beleza destas imagens, o artista sempre tenha sido uma besta com as mulheres que se lhe cruzaram no caminho.









segunda-feira, 31 de março de 2008

Um aceno

Pablo Picasso, Les mains liées

Algures no mundo, algures no tempo, uma mão acena. Desembaraçada, vence o atrito do ar líquido que lhe aquece os dedos. Fabrica ondas concêntricas que, na borda do micro-oceano em que somos convidados a mergulhar, salpicam os olhos de quem pára, deslumbrado, a observar todo aquele movimento.


António Pinho Vargas, As mãos (piano solo)