no domingo passado.
Tête de Bois & Sérgio Godinho, Lisbona quando albeggia
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
10:57:00
3
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, festa, lisboa, música, sérgio godinho, tête de bois
Tereza Salgueiro e Pedro Jóia, Trova do vento que passa
...e cheira-me que não é de mais. Ouvimo-la em duas versões quando esperávamos pelo 25 de Abril; ouçamo-la hoje, a recordar o espectáculo cinematográfico e musical Filmes, Malhas e outras Tralhas, realizado anteontem à noite no Cinema São Jorge. Soube bem ouvir as palavras calorosas da cantora para com os pais desta iniciativa. E foi bom ver tantas cenas de filmes portugueses, cujas bandas sonoras recriaram artistas como Daniel Bernardes, Filipe Melo, Hélder Moutinho, Manuel João Vieira & Miss Suzie, Tiago Bettencourt e Tó Trips, além dos que estão no filme acima. Parabéns à malta da Restart (escola de criatividade e novas tecnologias), em especial à minha querida Inês Ferreira Fernandes!
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
13:10:00
2
ovos aqui postos
Etiquetas: amigos, filmes, inês fernandes, lisboa, manuel alegre, música, noite, pedro jóia, tereza salgueiro
Elton John, Skyline pigeon (ao vivo em Lisboa, 28.VI.2009)
Passados 17 anos, voltei a cruzar-me com Sir Elton (felizmente, não estive na barracada do Casino Estoril em 2000!). O de ontem foi um concerto extraordinário, na melhor das companhias, a coroar dias de festa bem passados. À falta de tempo e de palavras, fica o alinhamento: 24 canções (tantas como os anos de alguém que tivesse nascido, sei lá, na véspera, mas em 1985), voz e piano para ouvir e chorar por mais, com links e tudo! Roam-se...
1. Funeral for a friend/Love lies bleeding
2. Saturday night's alright (for fighting)
3. Burn down the mission
4. Goodbye Yellow Brick Road
5. I guess that's why they call it the blues
6. Daniel
7. Honky cat
8. I want love
9. Rocket man (I think it's going to be a long long time)
10. Sad songs (say so much)
11. Take me to the pilot
12. Sorry seems to be the hardest word
13. Tiny dancer
14. Sacrifice
15. Don't let the sun go down on me
16. All the girls love Alice
17. Candle in the wind
18. Skyline pigeon
19. Are you ready for love?
20. Bennie and the Jets
21. The bitch is back
22. Crocodile Rock
Encore:
23. I'm still standing
24. Your song
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
15:01:00
2
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, elton john, lisboa, música
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
23:48:00
5
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, jacarandás, lisboa, música, vitorino
Retribuo, sir, o tratamento que usou para se nos dirigir. Não levo a mal a ausência da famosa gabardina azul - que teria feito, não obstante, as delícias da queridíssima M., e ela merecia -, percebo que esteja até ao último cabelo grisalho de contar o blowjob que a Joplin lhe fez na unmade bed do Chelsea Hotel, compreendo que não se queira chamuscar de novo nas chamas que perseguem Joana d'Arc. Playlist quasi-perfeita.
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
12:47:00
14
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, amigos, leonard cohen, lisboa, música
Ponte ferroviária de Xabregas (foto do blogue Bic Laranja)Meu caro amigo,
Esta terra de ninguém tem sido muitas vezes a capital de bons momentos passados.
Aliás o título não poderia ser mais correcto porque não há "nada" como o charme decadente dos sítios que sobrevivem dignamente apesar de desgastados pelo tempo, pelos maus hábitos e pela crueldade do ordenamento humano do território.
Marvila é um desses sítios, marginal por definição, por vezes rude, outras algo exótica... Enfim, somos conquistados pela sua alma, pelos seus recantos inesperados e por aquela luz subtilmente diferente das outras desta cidade (só os verdadeiros lisboetas conhecem estes cambiantes da luz...)
Para quem não sabe, eu sou lisboeta. Aliás sou um lisboeta orgulhoso, que se considera conhecedor da sua cidade
E talvez tu não saibas Pedro, mas há uns anos, não sei precisar quantos - talvez três antes do ano da Capital do Nada, foste tu que me despertaste a atenção por Marvila. Pela tua mão os seus nomes, recantos e lugares ganharam um lugar especial no meu léxico lisboeta...
Sugestão de voo para que não conhece (ou conhece mal) este não-lugar:
Desviem o vosso curso habitual na rotunda do relógio, virem para Chelas e sintam o prazer único de descer e serpentear pelo vale de Chelas em direcção a Marvila, passando pelo Beato. Se, ao passarem por baixo da ponte ferroviária, se sentirem invulgarmente sorridentes e descontraídos, se a viagem "vos bater", é óbvio que são lisboetas. Se não forem, passarão a sê-lo honorariamente... bem vindos ao clube, bem vindos à Capital do Nada.
Pedro...
...Obrigado.
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
15:37:00
2
ovos aqui postos
Etiquetas: amigos, lisboa, marvila, tiago vitorino queiroz
Vale de Chelas, freguesia de Marvila, Lisboa, PortugalMuita gente não dá nada por esta zona da cidade. Mas eu gosto de Marvila e das coisas bonitas que por lá há para quem quiser vê-la com olhos de ver. Quero centrar-me em duas palmeiras magricelas que há ali entre Chelas e as Olaias. Vêem-se melhor na imagem abaixo, do LiveSearch da Microsoft, do que na do Google Earth. Estas árvores estão num texto que escrevi, em 2001, para um projecto chamado Lisboa, capital do nada. Foi publicado num livro que recolheu tudo quanto se produziu para esta iniciativa da Associação Extra-Muros. E republica-se, hoje, aqui.

Quarta parte das memórias da Bela Vista. Leia a primeira, a segunda e a terceira.
Faz hoje quatro anos que acabou o primeiro Rock in Rio alfacinha. Era domingo e chegámos cedo. Infelizmente, não a tempo de ouvir a batucada teatral e espectacular das Tucanas. Ouvimos, isso sim, Luís Represas. Mas de passagem, que o homem tem boa voz, mas as canções a solo - salvo honrosas excepções como Feiticeira, Fora do tempo, Chave dos sonhos, Desencontro ou Por mão própria - não se comparam às dos Trovante... teria preferido, se soubesse, ir à Tenda Raízes ouvir a espanhola Amparo Sánchez e os seus Amparanoia. Desvendou-mos mais tarde a minha amiga Elena, pouco antes de virem tocar (e eu estive lá!) no Festival Mediterrânico de Loulé.
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
13:56:00
0
ovos aqui postos
Etiquetas: alicia keys, ivete sangalo, lisboa, mariza, memórias, música, rock in rio
O seguinte no cartaz era Rui Veloso. Tem músicas excelentes, é verdade, mas há quase 20 anos que não lança uma canção que valha a pena... resolvemos ir à Tenda Raízes ver os Habana Abierta, com passagem pela zona dos jornalistas, onde eu recolhia deliciosas - e gratuitíssimas - baguetes que nos serviam de combustível. Tivemos, ainda assim, a sorte de atravessar o parque, diante do palco principal, no momento exacto em que Rui tirava do chapéu esta maravilha.
Veio, depois, um dos dois grandes senhores da noite: Ben Harper, com os Innocent Criminals. Recordei a primeira vez que o vira, no Coliseu, a convite de uns primos do Porto e sem nada saber sobre o sujeito. Devo-lhes a descoberta de um excelente artista, que soube bem revisitar na Bela Vista.
Ben Harper & The Innocent Criminals, Diamonds on the inside
(ao vivo no Rock in Rio Lisboa, 29 de Maio de 2004)
O dia acabou com Peter Gabriel, que entrou em palco dentro de uma bola de luzes e provou que antiguidade é posto, mas não obstáculo. Derreados das andanças de todo um dia, vimo-lo refastelados nos poufs, deitando o olho ora ao palco, lá em baixo, ora a um ecrã gigante mesmo ali ao lado. As cervejas iam rolando, houve quem passasse pelas brasas, mas logo encontrámos um colega da cara-metade, com surpresas que nos deram ânimo para rematar a noite, na Tenda Electrónica. Não encontrei vídeos de Gabriel em Lisboa, mas cá vai uma das minhas preferidas.
Peter Gabriel, Solsbury Hill
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
11:45:00
4
ovos aqui postos
Etiquetas: ben harper, gilberto gil, lisboa, memórias, música, peter gabriel, rock in rio, rui veloso
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
14:06:00
7
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, lisboa, memórias, música, paul mccartney, rock in rio
Parque da Bela Vista, Lisboa, Portugal
Gosto do Rock in Rio. Esta entrada, escrevo-a embalado pelos sons da noite de ontem, ouvidos em dois palcos, dançando de pé ou estendido num pouf a sentir danças outras. Acho que já consegui expurgar dos ouvidos a batucada da Tenda Electrónica, que é muito gira quando se lá está (embora este ano a opção tenda-sem-tenda, somada às tropelias do São Pedro, tenha resultado num espaço pouco acolhedor), mas terrível quando já se foi para casa e se vive ao pé do recinto...
Gosto do Rock in Rio. Gosto desde a primeira edição lisboeta, em 2004, para a qual tive a sorte de receber um passe de imprensa, embora não me tenham mandado escrever uma linha sobre o assunto. Remorsos? Nenhuns. Soube-me a justa compensação por três meses de estágio numa rasquíssima revista, já extinta, que pouco mais pagava do que os módulos do autocarro e que, ao fim desse período a que chamaram de "ensaio", me veio propor, em vez do prometido contrato e salário digno, mais três meses de igual escravatura. Levaram um manguito, claro, e se conto esta história numa entrada sobre o Rock in Rio é só para não perder a ocasião de denunciar o que se passa com muitos jornalistas estagiários...
Gosto do Rock in Rio. No ano de estreia, passei lá quatro noites, entre os acordes sonantes do Palco Mundo, as curiosidades da Tenda Raízes, os ritmos da Electrónica e a emoção de ir descobrindo aquele recinto, os passatempos dos stands, os amigos com quem nos cruzámos, os recantos para namorar, as óptimas sanduíches - de borla - que havia no espaço reservado à imprensa, a correria de concerto para concerto, a lembrar a agenda sempre apertada da saudosa Festa da Música do CCB.
Gosto do Rock in Rio. Em 2006 não tivemos o bambúrrio da primeira vez, mas a vontade de ir era tanta que, com poupanças antecipadas, generosidade da família e uma gestão ágil dos pontos da BP, acabámos por não falhar uma única noite. Já éramos velhos conhecidos, em vez de "olha ali..." ou "epá, já viste...", dizíamos "lembras-te, foi ali que...". É particularmente engraçado recordar os vários grupos com quem estive na Bela Vista: do tête-à-tête romântico ao espírito mais transgeracional da coisa, gozámos a fundo cada minuto.
Gosto do Rock in Rio. Este ano, planeei ir uma noite, estive quase para falhar e acabei por ir duas. À partida, a participação na edição corrente deve estar encerrada. Mas já aprendi a não fazer grandes planos: ontem, a decisão surgiu às quatro da tarde e já houve quem me desafiasse a ir a Madrid, onde o festival aterra no próximo mês.
Gosto do Rock in Rio. E resolvi, por isso, recordar ao longo da semana alguns dos artistas que (ou)vi nestas três edições de Rock in Rio e as impressões com que fiquei. O tom é capaz de me sair algo nostálgico, até porque a próxima vez (2010) será a última na Bela Vista, destinada a receber o novo Instituto Português de Oncologia (eu sei que o antigo precisa de reforma, mas tinha de ser aqui?!!?). O Rock passa para Loures, dizem-nos, e eu prefiro não dizer o que acho... deixem-me gozar a música enquanto dura!
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
13:16:00
4
ovos aqui postos
Etiquetas: lisboa, memórias, música, rock in rio
Rua da Bica de Duarte Belo, 30 Janeiro 2008 (PC)
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
16:25:00
5
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, amigos, amor, ana knapic, desejos, família, filipa knapic, lisboa, música
Hoje cantei isto em altos berros, pela Duque d'Ávila acima.
De auscultadores nos ouvidos e com García Márquez pela mão.
Soube-me bem.
Katie Melua, If you were a sailboat
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
20:06:00
5
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, katie melua, lisboa, loucura, música
Apetece-me passear pela minha cidade. Descer a pé o eixo Rato-Bica, que é onde há varandas como estas, e subi-lo retemperado por um chá ou coisa mais forte, possivelmente no Pavilhão Chinês. Esquadrinhar as ruas por onde anda a gente que veste esta roupa e a estende ao sol que hoje não há. Olhar com atenção para cada rosto e ouvir as histórias que as feições de cada personagem involuntária me queiram contar em silêncio. Talvez escrevê-las. Perceber se a cor do Tejo muda consoante o olhamos de uma transversal da Rua da Escola Politécnica ou da Calçada do Combro. Mandar recados telepáticos, via cacilheiro, às gaivotas de Porto Brandão e aos barquinhos de pesca da Trafaria. Cobiçar doçuras às montras das pastelarias, confortos às das lojas de design, poemas às das livrarias. Devolver com um raro chuto certeiro a bola que os miúdos do Bairro Alto pontapearão com demasiada força a dada altura. Devolver também os sorrisos que as velhas distribuem, das suas portas e janelas de menagem, defendidas a dente de cão ou garra de gato, a quem tiver força na alma para rodar ou levantar a cabeça num ângulo que, bem vistas as coisas, pouco exige à musculatura do pescoço. Trautear cantigas de amor a esta Lisbela, corrompendo êxitos de Amália, Jorge Palma, Carlos do Carmo, Mariza, Trovante, Vitorino, Sérgio Godinho ou Madredeus. Dedicá-las, se melhor destinatári@ não houver, aos guarda-freios dos eléctricos que ainda passam, às floristas da Rua Augusta, à multidão que enche as esplanadas do Chiado, a quem mantém retrosarias, capelistas, drogarias e outras espécies em vias de extinção. Admirar aquela árvore do Príncipe Real. Reconhecer a custo os meus lugares da noite à luz do fim da tarde e lembrar mais histórias, acontecidas ou por acontecer a quem nasce, vive e morre na minha cidade. Dar uma mão ou um braço a quem quiser ouvir-mas ou, melhor decerto, a quem conseguir cortar-me a verborreia com um olhar cúmplice, daqueles que nos transportam em tempo real para o canto superior esquerdo de uma folha em branco. Esperar, de ombro encostado e a ver Lisboa, pela primeira palavra de uma nova narrativa.
É o que vou fazer já a seguir.
Se não der para ir a Loulé no dia seguinte, a escolha está feita.
Leonard Cohen, Chelsea Hotel #2
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
14:07:00
8
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, leonard cohen, lisboa, música
O grito só pode ser este. É oficial, o homem estará em Lisboa no próximo dia 19 de Julho. Aleluia, aleluia, aleluia!!!
Leonard Cohen, Hallelujah
Nota: Diz o site que o concerto é no Passeio Marítimo. Não se sabe qual, mas Cohen à beira-mar nem dá para ter dúvidas. EU VOU!
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
13:04:00
7
ovos aqui postos
Etiquetas: alegria, desejos, leonard cohen, lisboa, música
Tu também devias vir. Não ao Rock in Rio, claro, nem ao Atlântico - que decerto encherias, mas para o qual és mal empregado. Uma sala intimista, onde essa voz cava possa ir subindo como ar quente. Talvez mesmo a sala onde tanto te ouço, à lareira, noite dentro, sem saber se é dela ou da aparelhagem que me chegam as tuas canções... Ginginha, jeropiga, Baileys? Com que licor brindar à tua saúde? Com que versos agradecer tantas horas, por vezes só, por vezes na companhia de figuras que se tornam a tua Suzanne, a Marianne do adeus, a eterna Joana de Arc, ou mesmo cansados last year men? Quero-te cá, Leonard Cohen. Já assinei.
Leonard Cohen, First we take Manhattan
Publicada por
Huckleberry Friend
à(s)
14:42:00
10
ovos aqui postos
Etiquetas: desejos, gestos, leonard cohen, lisboa, música