quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Esta codorniz anda com pouca corda...
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Contradança
Marisa Monte e Paulinho da Viola, Dança da solidão
Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
(...)
Apesar de tudo existe uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura
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terça-feira, 14 de julho de 2009
É preciso não desistir dos abraços
e saber esperar o Sol no fim dos eclipses.
Peter Gabriel & Kate Bush, Don't give up
No fight left or so it seems
(...)
Don't give up
I know you can make it good
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terça-feira, 7 de julho de 2009
A virtude de saber esperar pelo desespero
Paciência, gravura de Hans Sebald Beham (1540)
Patience: A minor form of despair disguised as a virtue
Ambrose Bierce, 1842-1914(?)
Sawa Kobayashi, Patience
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Pedido aos meus colegas jornalistas
Não escrevam sobre a ETA sem incluir as palavras "terrorista" ou "terrorismo", como fazem o DN, o JN e o Correio da Manhã a propósito do assassínio desta manhã. Cumprida esta condição, chamem-lhe grupo, organização, bando, o que entenderem. Dêem, se acharem bem, informação de contexto sobre as suas reivindicações e, mais importantemente, os seus meios. Nem sequer vos exijo que digam que os etarras são uns filhos da puta para quem matar e extorquir se tornou um objectivo de vida. Mas peço-vos, por favor, que não se refiram se à ETA sem dizer o que é ou, pior, chamando-lhe apenas "organização separatista basca". Isso é só meia-verdade e nem sequer é a metade mais relevante. Que é como quem diz, é mentira. A ETA é terorrista. A ETA é criminosa. E quem não perceber isto não pode informar ninguém com seriedade.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
A meio da tarde
Jack Johnson, Times like these
Quem me mandou este vídeo não fazia ideia da sua enorme pertinência em tempos como estes... Obrigado!
And there has always been laughing, crying, birth, and dying
Boys and girls with hearts that take and give and break
And heal and grow and recreate and raise and nurture
But then hurt from time to time like these
(...)
And there will always be stop and go and fast and slow
Action,Reaction, sticks and stones and broken bones
Those for peace and those for war
And god bless these ones, not those ones
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
...e não segura!
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura
Luís de Camões, Descalça vai para a fonte
'You may certainly ask to be forgiven', said Elinor,
'because you have offended'
Jane Austen, Sense and sensibility
Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa, de lambreta.
António Gedeão, Poema da auto-estrada
Waits at the window,
wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?
Lennon/McCartney, Eleanor Rigby
Não na ver o Sol lhe val,
Por não ter novo inimigo;
Mas ela corre perigo,
Se na fonte se vê tal;
Francisco Rodrigues Lobo, Cantiga Lionor
E nunca mais ninguém soube
A não ser a Leonor, da Alice
Aqui vai, Leonor
A foto dos meus dois filhos
Se reparares melhor
Têm pinta assim, sei lá
De matraquilhos
Sérgio Godinho, Alice no País dos Matraquilhos
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Contagem decrescente para o 25 de Abril - 3
Susana Germade, Abandono (Fado Peniche),
com letra de David Mourão-Ferreira
Há bons e maus nisto das democracias e ditaduras. Podem dizer que nem tudo é a preto e branco, que eu subscrevo, mas é cristalino para mim que democracia é bom e ditadura é mau, pouco importando se estas últimas se dizem de esquerda ou de direita. Também tenho como bastante certo que a ditadura tacanha de Salazar, Caetano, Tomás, Kaúlza e outros prejudicou Portugal. O PREC também? É verdade. Felizmente, durou menos.
Parece-me absurdo que 35 anos não tenham chegado para se criar um Museu do Estado Novo. O projectado Museu Salazar de Santa Comba Dão preocupa-me menos do que a inexistência de um outro, que nos "conte como foi". Da idiota (re)inauguração, no próximo sábado, de um Largo Salazar nessa terra, digo o mesmo que aqui li: uma das conquistas de Abril é, para bem ou para mal, o direito ao mau gosto. E a PIDE não vai bater à porta do autarca que teve tal ideia.
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terça-feira, 17 de março de 2009
Mágoas ao desbarato
O coração é incapaz
De dizer tanto faz
Parte para a guerra
Com os olhos na paz
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
De súbito, num comboio entre Lisboa e Paço d'Arcos
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
É bom dar valor ao que temos
Fred Astaire, They can't take that away from me
(de George e Ira Gershwin)
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Talvez mais à segunda-feira
REM, Everybody hurts (ouvido pela primeira vez
no Luxemburgo, há muitos anos... thanks, Tia!)
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Minha Pátria é a Língua Portuguesa
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO
(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)
Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro
1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas...
Esta é a madrugada que eu esperava Chico Buarque, Tanto mar II
(o meu Avô Quim aparece neste vídeo
e eu dedico esta entrada à sua memória)
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25 de Abril sempre!
Primeiro foi esta...
Paulo de Carvalho, E depois do adeus
...e depois estas
Zeca Afonso, Grândola vila morena
Henry Russell, A Life on the Ocean Wave
(mais conhecido como Marcha do MFA)
FASCISMO NUNCA MAIS!!!
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sábado, 8 de março de 2008
Se fosse só ao sábado...
Lynn Johnston, Lynn on Ideas
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Toda a gente
Keith Haring, Tuttomondoquinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Consolo em A Coruña
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Às quatro e picos...
Um primeiro afloramento galego. É de há cinco anos e vale para os próximos cinco mil. Mas não como mero mote. Quando ouço dizer "as coisas resolvem-se", respondo: "Nós é que temos de resolvê-las". Tudo vale a pena se a alma não é pequena? Não se nos apequene a alma nos momentos grandes. Não apouquemos a dos outros e façamos por sarar as almas que ferimos. Como as praias da Galiza, que um dia vi cobertas de chapapote e estão agora lindas, graças ao esforço de muita gente anónima. A humildade aprende-se. É ela e não o orgulho que nos torna capazes de mudar o mundo. "Quoth the raven: nevermore". Só assim é sonhável o forevermore.








