sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Buen fin de semana!

Sarah Wimpering, Madrid windows

Desde Madrid, al Cielo
y desde el Cielo,
una ventanita para ver Madrid

Mais nada importa

Uma prima teenager vem mostrar-me uma música "muita gira" no mp3, de um grupo de que nunca ouvi falar (era gira, pois!). A inércia faz-me continuar de auscultadores postos e eis senão quando...

Metallica, Nothing else matters

Como não sorrir? Como não perceber logo que, forever trusting who we are, mais nada importa? Agradecido à Peanut pelo bálsamo musical, deixo-vos como bónus a sugestão musical que começou por lhe dar azo.

30 seconds to Mars, From yesterday

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Mea culpa

A Cris tem toda a razão: a minha selecção de palavras, além de assumidamente não cumprir as regras, não tem 25, mas 23 elementos. Freud ou quem quiser explicará porque ficaram de fora estas duas, que faziam parte da lista.
LIBERDADE

MANHÃ

Certos silêncios

O Bruno lembrou, e bem, como é bom ouvir o som do silêncio. Por já ter saudades de certos silêncios - ou melhor, dos silêncios certos -, por me apetecer muito voltar a Central Park, por gostar de quase tudo quanto esta dupla faz, cantem comigo...


Simon and Garfunkel, Sound of silence
(ao vivo em Central Park, 19 de Setembro de 1981)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O urso com música na barriga

O urso Paddington, figura pela qual ganhei carinho nos meses oxfordianos (ui, how posh!), espelha nesta entrada a minha satisfação por ter recebido um presente. Não veio da blogosfera, foi-me dado só a mim, entregue por um pombo-correio arisco. Não preciso de dizer o que é nem quem mo deu, apenas que gostei. É bom receber presentes. É bom dá-los. Que o faça quem tiver quem amar. E, já que abrimos com um urso, fechemos com outro, sonoro. Esta música lembra-me um livro que adorei quando era miúdo: O urso com música na barriga, de Erico Veríssimo.

Quero agradecer à Academia...

Qual quê! Quero agradecer é à Por entre o luar, de quem recebi o meu primeiro prémio bloguístico. Chama-se Prémio da Amizade e os direitos de autor, ao que parece, pertencem a este blogue, que não conhecia, mas que já ganhou direito a linque aqui no ninho.

Agora tenho de passá-lo a cinco blogues... ora, eu até tenho uma lista de ninhos amigos, e são mais de cinco, pelo que a escolha vai ditá-la o humor do momento. Cá vai disto, por ordem alfabética:

Clarinha
Luis Felipe
Martini
Miguel
...and my precious mandarine

Isto pede música, não acham?

Prima Pat volta a fazer das suas...

...e eu faço-as minhas. Claro que gostei. Beijinho grande!


Álex Ubago e La Oreja de Van Gogh, Sin miedo a nada

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Baú das codornizes (VI)

Foi o primeiro disco que comprei por direito próprio. Um vinil de 45 rotações, com versão instrumental no lado B. Fui buscá-lo à já desaparecida Valentim de Carvalho do Centro Comercial de Alvalade, com um cheque-disco que alguém me deu no Natal dos meus cinco anos. A música dos sapos, vulgo Pom-pom-pom, era uma perdição, estávamos sempre atentos ao Top Disco da RTP para ver quando passava o teledisco, até que conseguimos gravá-lo em VHS e, a partir daí, foi um fartote. O passeio nocturno do urso Rupert acabou por funcionar como ponte entre a música do tipo Queijinhos Frescos, Avô Cantigas e José Barata Moura para outras coisas de gente mais crescida.


Paul McCartney and the Frog Chorus, We all stand together

Win or lose, sink or swim
One thing is certain we'll never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together

Play the game, fight the fight
But what's the point on a beautiful night?
Arm in arm, hand in hand
We all stand together

La la la la la la la la
Keeping us warm in the night
La la la la
Walk in the night
Youll get it right

Palavras

Não são 12 palavras, mas 24, porque o desafio veio da Sofia e da tcl. E não são 24, são 25, porque contei mal e agora não me apetece cortar nenhuma. Desta vez saíram assim. Se houver outra vez, veremos como saem...

Antes de irmos a elas, fica o desafio a 12 bloguistas. Dêem-nos 12 palavras vossas, para que a corrente se não quebre: Por entre o luar, María del Sol, Cris, Tangerina, Joana Roque Lino, Piedade Araújo Sol, Purita, Martinika, Toño, JP, Periférico e Rato do Campo.

AMOR

AZULÃO

BABUGEM

BOCA

CHOCOLATE

CIGARRILHA

DESENHO

EMBALAR

GOMO

JOELHO

LAREIRA

MÃO

MERGULHO

MIMINHOS

NOITADA

PALAVRA

PASSEIO

PRAIA

RISO

ROCHA

SAUDADE

TARTARUGA

TERRA

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Gramy Winehouse

Pouco tinha ouvido dela até esta madrugada. Vi pela primeira vez a entrega dos Grammies em directo e foi uma noite bem passada. Acho que gosto mais da voz de Amy Winehouse ao vivo do que em estúdio. Recém-chegada da rehab - e ainda bem, porque é tem talento de mais para morrer tão nova -, foi com a canção com esse título (e cuja letra rejeita a dita) que triunfou. Mesmo com um oceano pelo meio. Parabéns pelos prémios e por ambas rehabs.
Amy Winehouse na noite dos Grammies, Rehab

Chocalhar os ilíacos

Sempre que vem ao codornizes, a minha prima decana deixa comentários adoráveis. Os últimos deram-me vontade de saltar da cadeira, agarrar num par, fazer a vénia da praxe, deixar a menina conferir o carnet e, em bafejando-me a sorte, seguir para um salão de baile algures no Universo. Tal é a vontade de chocalhar os ilíacos que vou pôr aqui, acto contínuo, as músicas que a Pat sugeriu. E isto sem as ter ouvido, que estou num computador sem som. Já vi que uma é Backstreet Boys, de que sou praticamente objector de consciência, mas estou por tudo. Eiffel 65 não conheço, mas só para ti, querida prima - e como não há duas sem três - deixo uma terceira faixa que resume, embora não necessariamente no teu estilo (nem no meu, gaita!), as ideias que transmitiste. Beijinho grande!

Backstreet Boys, Everybody

Eiffel 65, Move your body


José Malhoa, Eu vou a todas

Chegou a hora de mover esse corpo agora

Diálogo à hora do almoço, entre um café e um copo de água:

- Olha lá, alguma vez foste ao Grémio Lisbonense?
- Não... e agora já fechou, não foi?
- Fechou, fechou... mas no outro dia deram uma coisa na televisão, via-se gente a dançar, e eu disse "Espera, conheço aquele!". Fiquei mesmo convencida de que eras tu. Ouve, era igual!

A conversa acabou com os sorrisos fáceis de supor. Ao Grémio nunca fui e até tenho pena. Se fosse no Teatro Dom Luiz Filipe, numa sexta-feira à noite, até podia ser eu a silhueta que alguém julgou reconhecer. Num curso apropriadamente chamado "Pés de Chumbo". A dançar sem pisar, quem diria? A aprender passos que não me envergonho de reproduzir fora das aulas, quem diria? A divertir-me à grande com a salsa e o merengue, à espera da valsa e do kizomba e já a adivinhar outros voos. Mas sem câmaras por perto, graças a Deus!

Eddy McLean, Azúcar (o bê-á-bá das nossas aulas)

A la izquierda, a la derecha
En los ojos, arriba en el pecho
Pa'lante
Aaaaaaaaaaaaaaaaaazúcar
Azúcar, yo tengo azuquita

O voo da codorniz com Google Earth (XIV)

Castelejo e Cordoama, Costa Vicentina, Portugal

Saudades do Algarve, muitas, da Praia da Luz de toda a vida à Vilamoura de amor recente, malgré soi-même. Ou melhor, de Sagres a Vila Real de Santo António, passando pela Costa Vicentina e por tudo o que ainda não conheço. Todos os anos, mais duas ou três praiazitas, aldeias ou xiringuitos descobertos como quem não quer a coisa. Pode ser de manhãzinha, só eu e uma pilha de jornais e revistas, ou em horários mais meigos e em melhor companhia.

O meu Algarve de miúdo - um dia falarei só dele - são agora vários, mas todos eles têm praias onde se pode andar à vontade no pino do Verão como no frio Inverno, sítios onde petiscar, fins de tarde ao ritmo do Martini a antecipar jantaradas sob as estrelas (ou empadas em frente à televisão) e noites que, com maior ou menor loucura etanomusical, acabam em areais ainda quentes para quem sabe meter a mão por baixo da camada que já arrefeceu.

Gosto do Algarve a um, a dois, ou a muitos. Em todas as estações. O voo de hoje é sobre Castelejo, porque me deu vontade de sentir as borboletas que me invadem a barriga ao descer de Vila do Bispo para a praia. Porque me lembrei de umas amêijoas regadas a vinho verde. Porque um dia, cedinho, fui ver o meu cunhado surfar. Por causa das fotos da Tia Bicas. Porque, porque, porque... porque tinha de escolher um dos meus cantinhos algarvios e foi neste que a codorniz se deteve!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Já me lembrei...

Era esta, não era? Um beijinho deep in your soul.


Kenny Rogers e Sheena Easton, We've got tonight

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Brava Bartoli

Só podia ter o nome da santa padroeira da música... deixou a Gulbenkian de pé ao fim de duas horas de recital, mais meia de encores - e estes não foram um favor ao público, antes um prazer a que se deu, e bem. Vinha mais bonita do que neste vídeo, de vestido vermelho e face rosada, e moveu-se com graça e discrição, acompanhada pela Orquestra de Câmara de Basileia. Obrigado Cecilia, pela harmonia que deixaste em mim. Obrigado, Cecília minha tia, pelo presente. Obrigado tias Caia e Qué, e amiga Dulce, pela companhia. Parto para o campo com mais música no coração.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

As melhoras


Ben Folds, Golden Slumbers (dos Beatles)

Golden slumbers fill your eyes
Smiles awake you when you rise
Sleep pretty darling do not cry
And I will sing a lullabye

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Para ti, lindinha

Secondhand Serenade, End

Quero dedicar - e não cantar, vejam lá que sorte! - esta serenata a uma amiga que não tardará a descobrir que é para ela (obrigado a quem deu a dica). Escolhi, de entre vários videoclips da mesma canção, o mais capaz de acordar um dos teus sorrisos: do mais aberto e contagiante àquele repentino e de olhos muitos abertos, tipo sei l-l-á, passando pelos muitos que usamos para colorir private jokes e confidências em praias e cidades. A sigla que fui o primeiro a conhecer, um pé que espreita entre degraus, batatas fritas a altas horas da noite ou vinho do Porto de manhã cedo, alcunhas e petit-noms, filmes com bichos que falam e um gelado ao fim da tarde que mais ninguém... O título da música é End, mas tu és das que sabe fazer de cada end um new beginning. Por isso, mas por tanto mais, gosto de ti. Inspirado na letra, acabo mesmo por cantar: I'll never let you drown, I'll never let you down.

Por isto vale a pena chorar

Por ouvir uma amiga cantar, deitei uma lágrima. Partilho a música convosco. Foi no mês passado, na Capela do Rato. Eu estava mesmo por baixo do coro, mas a voz da Ana parecia vir ainda mais de cima, lá de onde dizem que cantam as vozes que nunca tive a graça de ouvir. Obrigado, miúda. Por ora, basta-me a tua.

Ana Knapič, Amazing Grace
NOTA: A imagem é um pormenor de um quadro de Amadeo de Souza Cardoso

Consolo em A Coruña

Foto de SK, 4 de Fevereiro de 2008
Ver bem aproveitados, a dar a volta à marginal da cidade, os eléctricos que Lisboa desperdiça (são mesmo eles!).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Às quatro e picos...

Um primeiro afloramento galego. É de há cinco anos e vale para os próximos cinco mil. Mas não como mero mote. Quando ouço dizer "as coisas resolvem-se", respondo: "Nós é que temos de resolvê-las". Tudo vale a pena se a alma não é pequena? Não se nos apequene a alma nos momentos grandes. Não apouquemos a dos outros e façamos por sarar as almas que ferimos. Como as praias da Galiza, que um dia vi cobertas de chapapote e estão agora lindas, graças ao esforço de muita gente anónima. A humildade aprende-se. É ela e não o orgulho que nos torna capazes de mudar o mundo. "Quoth the raven: nevermore". Só assim é sonhável o forevermore.