quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pensamento a meio da tarde

Trois heures, c'est toujours trop tard ou trop tôt pour tout ce qu'on veut faire.
Jean-Paul Sartre

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Voa, Sofia

Sophia, Fly

Fly, fly precious one
Your endless journey has begun
Take your gentle happiness
Far too beautiful for this
Cross over to the other shore
There is peace forevermore
But hold this memory bittersweet
Until we meet

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

À nossa casa


Madness, Our house

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Díptico com margaridas (II)

Descer a rua carregado de flores e ver sorrir mulheres de todas as idades.

Díptico com margaridas (I)

Estar há que tempos a tentar ligar para alguém e o telefone sempre impedido. À enésima tentativa, o almejado "Tou?". Depois de respondermos ao "Tou?":
- Estava a tentar ligar para ti!

A medida de todas as coisas

Ursa Maior e Ursa Menor


Arte suma: saber o tamanho das coisas. Disse Protágoras que o ser humano era a medida de todas elas. Nos últimos 364 dias, tive tempo para me preocupar com a altura de um roupeiro, a largura de vários móveis, o preço da gasolina, a espessura de uma televisão, o tamanho de muitas peças de roupa, o valor de uma prestação mensal, o diâmetro de uma jóia, a duração de uma máquina de roupa escura, a temperatura do forno, a distância de Lisboa a um sem-fim de sítios, as calorias de iguarias diversas, a intensidade de tanta coisa boa ou não.

Talvez que o segredo resida na distinção algo paradoxal entre pequenas e grandes coisas. Saber separar o trigo do joio. Sem passar ao lado do que as coisas pequenas têm de grande. Sem fazer grande coisa das que são e merecem ficar pequenas. Sem apoucar as coisas verdadeiramente grandes. E sem deixar, tão-pouco, que se agigantem para lá de um limiar que cabe a cada um descobrir.

Gosto de viver num mundo a muitas dimensões...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Já que aqui trouxe o Jacques

Por vezes as imagens, os sons, as ideias, vêm-me como cerejas. Tati serviu para anunciar o regresso das festas, Tati servirá para festejar outros anúncios. Vi o filme há muitos anos, na saudosa Alliance Française da Avenida de Paris, e revi-o há meses no Nimas. Prometo voltar a vê-lo lá para o Verão.

Jacques Tati, Mon oncle

No momento certo


É uma verdade que se aprende no momento certo. Há pessoas que não chegam a compreendê-la. O que não deixa de ser trágico, porque acho que estar sozinho é como não ser nada. Só compreendo a solidão se servir de plataforma em que adquirimos músculo e saber, de modo a que possamos contribuir para o maior bem comum: o de viver com.

Sean Penn, em entrevista ao Expresso de 26 de Janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tal como prometi...

...comprei o disco sem ter ouvido nenhuma faixa. E não me arrependi.


Sérgio Godinho, Às vezes o amor

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
(...)
Às vezes o amor
No calendário
Noutro mês é dor
É cego e surdo e mudo
(...)
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida

NOTA: O disco é Nove e meia no Maria Matos, de Sérgio Godinho & Os Assessores

Regressado da festa

Houve festa na aldeia... foram quatro dias longe de Lisboa, da Net, dos blogues, de tudo quanto não fosse o meu Toxofal de Baixo e outras (poucas) coisas e pessoas de quem goste. Não terá sido exactamente como no filme abaixo, mas foi pelo menos tão bom. É só para dizer que estou de volta...


Jacques Tati, Há festa na aldeia

sábado, 26 de janeiro de 2008

E à segunda aula de dança...

...foi assim que me senti. A música aqui em baixo não é exactamente o que nos ensinam, mas houve um dia de Setembro, há muitos anos, em que foi importante tê-la dançado.


Dina, Amor d'água fresca

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Courrier Internacional hoje nas bancas

O meu jornal transformou-se em revista e o primeiro número no novo formato saiu hoje. Sou suspeito, mas acho que está bonita e que merece ser lida. E adorava ter as vossas opiniões - sem papas na língua!


The Beatles, A day in the life

I read the news today oh, boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well, i just had to laugh
I saw the photograph

NOTA: Obrigado aos que ontem apareceram no lançamento!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O que querem ouvir hoje?

Vão aqui e gozarão o supremo prazer de pôr uma pessoa a dizer tudo o que vos apetecer ouvir, na língua que escolherem. Às vezes vezes apetecia ter essa ferramenta em casa. Era bom, não era? Era bom? Não era!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dias melhores virão

The Everly Brothers, Mark Knopfler & Chet Atkins, Why worry

SK, CVD, MV: um beijinho para cada uma e uma música para alegrar o que resta do dia.

Quem sobe a parada em Junho?

23 Fevereiro, Pavilhão Atlântico
Charles Aznavour, La Bohème


8 Março, Pavilhão Atlântico

The Cure, Boys don't cry


4 Abril, Campo Pequeno


Mark Knopfler, Brothers in arms


19 Maio, Centro Cultural de Belém

Georges Moustaki, Sans la nommer

Nota: corrigi a data dos The Cure. Obrigado, SF!

O voo da codorniz com Google Earth (XIII)

Saint Jean de Luz/Donibane Lohizune, província de Lapurdi, País Basco francês

Uma noite e uma manhã desencontradas, há dois anos. Jantar no último restaurante aberto, como não podia deixar de ser. Axoa d'espelette, vitela tenríssima com uma pimenta que há por ali em résteas lindas, mas caríssimas. Kir basque, com patxarán e txakoli a fazerem as vezes do crème de cassis e do champanhe. Vestígios de neve na rua. Passeio marítimo apenas parcial, porque estava frio. Casas com riscas vermelhas. Ambiente de estância balnear fina, como certa vez nas Astúrias... nem sinais da violência terrorista da Euskadi espanhola, embora Saint Jean de Luz seja um ponto estratégico para os ignóbeis etarras.

Partida tardia rumo a Biarritz, com a quasi-certeza de irmos encontrar fechado o hotel. Confirmada. Motel à beira da estrada, coisa de filme série B. Rimo-nos e ainda fomos para os copos.

Regresso a Donibane depois de encantos em Miarritze e chuva impossível em Bayonne, com o museu do chocolate pelo meio. Feira do artesanato, vinho quente na rua, uma igreja impressionante, miúdos lindos, lojas que até a mim me daban ganas, cachorros quentes cheios de batatas, mais chocolates, de novo a marginal, agora ao comprido. Saudades, a promessa de lá voltarmos num dia de sol. Até podia ser hoje.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Baú das codornizes (V)

Desço a Avenida da Igreja com os minutos contados para apanhar o comboio no Cais do Sodré. O mp3 vai debitando músicas que me dão energia e aceleram o ritmo do andar. No quarteirão entre a Acácio de Paiva e a Marquesa d'Alorna, porém, tenho de afrouxar a passada. Os auscultadores trazem-me Chim chim cheree e derreto-me. Mary Poppins foi o primeiro filme com legendas que vi no cinema. No Alvalade. E consegui lê-las.

A Poppins caiu-me no goto e ainda dele não tombou. Há dois anos, em Londres, fui com a mummy ver o musical (How very appropriate!). De vez em quando, ponho a banda sonora a tocar e acredito que uma colher de açúcar ajuda a engolir qualquer medicamento. Hoje, ao ouvir a música dos limpa-chaminés que dão sorte, fiquei a sentir-me supercalifragilisticoexpialidoso para o resto do dia. Daí a escolha do vídeo, a fazer companhia ao outro. Lá em baixo, em áudio, acrescentei Feed the birds, que é de fazer chorar as pedrinhas da calçada e que me fez passar a pente fino as escadas de Saint Paul's sempre que ali vou, à espera de encontrar uma velhinha a quem comprar alpista para dar aos pombos.


Supercalifragilisticexpialidocious

Feed the birds

Chim chim cheree

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Luz impressionista, traço impressionante

Os que dizem que por trás de cada quadro está um retrato do artista não podiam ter mais razão no que toca a Dalí. Descobriu-se que o pintor se retratou nas costas da tela Sin título. Paisaje con olivos, de 1923. Aproveitando o reverso da dita paisagem, Salvador pintou, por volta de 1926, Sin título. Autorretrato desdoblándose en tres o Arlequín. Diz El País que há quem veja nesta fase da obra de Dalí a influência de Federico García Lorca. Outros dão mais importância a Picasso. Em choques de titãs não me meto, prefiro deixar-vos a homenagem que os Mecano fizeram ao génio de Figueres e à sua musa Elena Diakonova, que é como quem diz a Gala de piel sedosa.


Mecano, 'Eungenio' Salvador Dalí

Bigote rocococo
de dónde acaba el genio
a dónde empieza el loco

mirada deslumbrada
de dónde acaba el genio
a dónde empieza el hada

Sunday soundbyte on Monday (X)

Atrasozito no regresso dos soundbytes. Mas, como cantam Joe Cocker e Jennifer Warnes, os escolhos vão-se ultrapassando. A música é Up where we belong, do filme Oficial e cavalheiro. Não ponho a canção inteira por não querer fazer concorrência aos cantinhos pirosos do Miguel...

upwhere.mp3

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Blogues à sexta (X)

Espaços perdidos

As três caras que encabeçam este blogue tripeiro e orgulhoso disso (palavras da autora), são o seu retrato fiel. Não conheço a SF senão das palavras que trocamos nestas paragens, mas acho que nos entendemos. Gosto do blogue dela porque me revela músicas que não conheço, porque me dá a ler bons poetas, porque me faz pensar sobre ideias e sentimentos, porque me faz rir com apontamentos do quotidiano.

Ainda hoje ouvi no Espaços Perdidos uma canção linda da Filarmónica Gil. Há dias, gostei de um brinde aos que se gostam. Pelo meio, internetices, amores e mais amores e a história de um dente que acaba assim. Sem querer ser centralista-alfacinha, às vezes tenho pena de que o blogue não seja de Lisboa, dado o serviço de divulgação cultural que presta. Mas o Porto está-lhe na alma e faz parte da sua identidade, repito. Oxalá que a mantenha por muito tempo, porque espaços preenchidos desta forma nunca se poderão considerar totalmente perdidos.