segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Hay tanto mundo que ver

Pablo Picasso, Mujer en el jardín

Instalação de Sáenz de Oiza, Arco2008

Kokotxas de merluza

Terrace-bar Granados 83


Chocolateria San Ginés

Amedeo Modigliani, Nu recostado (1917)

Apetece-me inaugurar a semana com a música que inaugurou este ninho e com o verso que dele se tornou lema. Até porque encontrei uma versão na língua que ouvi e falei nos últimos dois dias - e que adoro. Há muito, muito mundo para ver, até nos sítios onde já fomos repetidas vezes. Prometo volver, Madrid!


Pedro José Sánchez Ramírez, Moon River
(da banda sonora de La mala educación)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Buen fin de semana!

Sarah Wimpering, Madrid windows

Desde Madrid, al Cielo
y desde el Cielo,
una ventanita para ver Madrid

Mais nada importa

Uma prima teenager vem mostrar-me uma música "muita gira" no mp3, de um grupo de que nunca ouvi falar (era gira, pois!). A inércia faz-me continuar de auscultadores postos e eis senão quando...

Metallica, Nothing else matters

Como não sorrir? Como não perceber logo que, forever trusting who we are, mais nada importa? Agradecido à Peanut pelo bálsamo musical, deixo-vos como bónus a sugestão musical que começou por lhe dar azo.

30 seconds to Mars, From yesterday

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Mea culpa

A Cris tem toda a razão: a minha selecção de palavras, além de assumidamente não cumprir as regras, não tem 25, mas 23 elementos. Freud ou quem quiser explicará porque ficaram de fora estas duas, que faziam parte da lista.
LIBERDADE

MANHÃ

Certos silêncios

O Bruno lembrou, e bem, como é bom ouvir o som do silêncio. Por já ter saudades de certos silêncios - ou melhor, dos silêncios certos -, por me apetecer muito voltar a Central Park, por gostar de quase tudo quanto esta dupla faz, cantem comigo...


Simon and Garfunkel, Sound of silence
(ao vivo em Central Park, 19 de Setembro de 1981)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O urso com música na barriga

O urso Paddington, figura pela qual ganhei carinho nos meses oxfordianos (ui, how posh!), espelha nesta entrada a minha satisfação por ter recebido um presente. Não veio da blogosfera, foi-me dado só a mim, entregue por um pombo-correio arisco. Não preciso de dizer o que é nem quem mo deu, apenas que gostei. É bom receber presentes. É bom dá-los. Que o faça quem tiver quem amar. E, já que abrimos com um urso, fechemos com outro, sonoro. Esta música lembra-me um livro que adorei quando era miúdo: O urso com música na barriga, de Erico Veríssimo.

Quero agradecer à Academia...

Qual quê! Quero agradecer é à Por entre o luar, de quem recebi o meu primeiro prémio bloguístico. Chama-se Prémio da Amizade e os direitos de autor, ao que parece, pertencem a este blogue, que não conhecia, mas que já ganhou direito a linque aqui no ninho.

Agora tenho de passá-lo a cinco blogues... ora, eu até tenho uma lista de ninhos amigos, e são mais de cinco, pelo que a escolha vai ditá-la o humor do momento. Cá vai disto, por ordem alfabética:

Clarinha
Luis Felipe
Martini
Miguel
...and my precious mandarine

Isto pede música, não acham?

Prima Pat volta a fazer das suas...

...e eu faço-as minhas. Claro que gostei. Beijinho grande!


Álex Ubago e La Oreja de Van Gogh, Sin miedo a nada

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Baú das codornizes (VI)

Foi o primeiro disco que comprei por direito próprio. Um vinil de 45 rotações, com versão instrumental no lado B. Fui buscá-lo à já desaparecida Valentim de Carvalho do Centro Comercial de Alvalade, com um cheque-disco que alguém me deu no Natal dos meus cinco anos. A música dos sapos, vulgo Pom-pom-pom, era uma perdição, estávamos sempre atentos ao Top Disco da RTP para ver quando passava o teledisco, até que conseguimos gravá-lo em VHS e, a partir daí, foi um fartote. O passeio nocturno do urso Rupert acabou por funcionar como ponte entre a música do tipo Queijinhos Frescos, Avô Cantigas e José Barata Moura para outras coisas de gente mais crescida.


Paul McCartney and the Frog Chorus, We all stand together

Win or lose, sink or swim
One thing is certain we'll never give in
Side by side, hand in hand
We all stand together

Play the game, fight the fight
But what's the point on a beautiful night?
Arm in arm, hand in hand
We all stand together

La la la la la la la la
Keeping us warm in the night
La la la la
Walk in the night
Youll get it right

Palavras

Não são 12 palavras, mas 24, porque o desafio veio da Sofia e da tcl. E não são 24, são 25, porque contei mal e agora não me apetece cortar nenhuma. Desta vez saíram assim. Se houver outra vez, veremos como saem...

Antes de irmos a elas, fica o desafio a 12 bloguistas. Dêem-nos 12 palavras vossas, para que a corrente se não quebre: Por entre o luar, María del Sol, Cris, Tangerina, Joana Roque Lino, Piedade Araújo Sol, Purita, Martinika, Toño, JP, Periférico e Rato do Campo.

AMOR

AZULÃO

BABUGEM

BOCA

CHOCOLATE

CIGARRILHA

DESENHO

EMBALAR

GOMO

JOELHO

LAREIRA

MÃO

MERGULHO

MIMINHOS

NOITADA

PALAVRA

PASSEIO

PRAIA

RISO

ROCHA

SAUDADE

TARTARUGA

TERRA

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Gramy Winehouse

Pouco tinha ouvido dela até esta madrugada. Vi pela primeira vez a entrega dos Grammies em directo e foi uma noite bem passada. Acho que gosto mais da voz de Amy Winehouse ao vivo do que em estúdio. Recém-chegada da rehab - e ainda bem, porque é tem talento de mais para morrer tão nova -, foi com a canção com esse título (e cuja letra rejeita a dita) que triunfou. Mesmo com um oceano pelo meio. Parabéns pelos prémios e por ambas rehabs.
Amy Winehouse na noite dos Grammies, Rehab

Chocalhar os ilíacos

Sempre que vem ao codornizes, a minha prima decana deixa comentários adoráveis. Os últimos deram-me vontade de saltar da cadeira, agarrar num par, fazer a vénia da praxe, deixar a menina conferir o carnet e, em bafejando-me a sorte, seguir para um salão de baile algures no Universo. Tal é a vontade de chocalhar os ilíacos que vou pôr aqui, acto contínuo, as músicas que a Pat sugeriu. E isto sem as ter ouvido, que estou num computador sem som. Já vi que uma é Backstreet Boys, de que sou praticamente objector de consciência, mas estou por tudo. Eiffel 65 não conheço, mas só para ti, querida prima - e como não há duas sem três - deixo uma terceira faixa que resume, embora não necessariamente no teu estilo (nem no meu, gaita!), as ideias que transmitiste. Beijinho grande!

Backstreet Boys, Everybody

Eiffel 65, Move your body


José Malhoa, Eu vou a todas

Chegou a hora de mover esse corpo agora

Diálogo à hora do almoço, entre um café e um copo de água:

- Olha lá, alguma vez foste ao Grémio Lisbonense?
- Não... e agora já fechou, não foi?
- Fechou, fechou... mas no outro dia deram uma coisa na televisão, via-se gente a dançar, e eu disse "Espera, conheço aquele!". Fiquei mesmo convencida de que eras tu. Ouve, era igual!

A conversa acabou com os sorrisos fáceis de supor. Ao Grémio nunca fui e até tenho pena. Se fosse no Teatro Dom Luiz Filipe, numa sexta-feira à noite, até podia ser eu a silhueta que alguém julgou reconhecer. Num curso apropriadamente chamado "Pés de Chumbo". A dançar sem pisar, quem diria? A aprender passos que não me envergonho de reproduzir fora das aulas, quem diria? A divertir-me à grande com a salsa e o merengue, à espera da valsa e do kizomba e já a adivinhar outros voos. Mas sem câmaras por perto, graças a Deus!

Eddy McLean, Azúcar (o bê-á-bá das nossas aulas)

A la izquierda, a la derecha
En los ojos, arriba en el pecho
Pa'lante
Aaaaaaaaaaaaaaaaaazúcar
Azúcar, yo tengo azuquita

O voo da codorniz com Google Earth (XIV)

Castelejo e Cordoama, Costa Vicentina, Portugal

Saudades do Algarve, muitas, da Praia da Luz de toda a vida à Vilamoura de amor recente, malgré soi-même. Ou melhor, de Sagres a Vila Real de Santo António, passando pela Costa Vicentina e por tudo o que ainda não conheço. Todos os anos, mais duas ou três praiazitas, aldeias ou xiringuitos descobertos como quem não quer a coisa. Pode ser de manhãzinha, só eu e uma pilha de jornais e revistas, ou em horários mais meigos e em melhor companhia.

O meu Algarve de miúdo - um dia falarei só dele - são agora vários, mas todos eles têm praias onde se pode andar à vontade no pino do Verão como no frio Inverno, sítios onde petiscar, fins de tarde ao ritmo do Martini a antecipar jantaradas sob as estrelas (ou empadas em frente à televisão) e noites que, com maior ou menor loucura etanomusical, acabam em areais ainda quentes para quem sabe meter a mão por baixo da camada que já arrefeceu.

Gosto do Algarve a um, a dois, ou a muitos. Em todas as estações. O voo de hoje é sobre Castelejo, porque me deu vontade de sentir as borboletas que me invadem a barriga ao descer de Vila do Bispo para a praia. Porque me lembrei de umas amêijoas regadas a vinho verde. Porque um dia, cedinho, fui ver o meu cunhado surfar. Por causa das fotos da Tia Bicas. Porque, porque, porque... porque tinha de escolher um dos meus cantinhos algarvios e foi neste que a codorniz se deteve!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Já me lembrei...

Era esta, não era? Um beijinho deep in your soul.


Kenny Rogers e Sheena Easton, We've got tonight

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Brava Bartoli

Só podia ter o nome da santa padroeira da música... deixou a Gulbenkian de pé ao fim de duas horas de recital, mais meia de encores - e estes não foram um favor ao público, antes um prazer a que se deu, e bem. Vinha mais bonita do que neste vídeo, de vestido vermelho e face rosada, e moveu-se com graça e discrição, acompanhada pela Orquestra de Câmara de Basileia. Obrigado Cecilia, pela harmonia que deixaste em mim. Obrigado, Cecília minha tia, pelo presente. Obrigado tias Caia e Qué, e amiga Dulce, pela companhia. Parto para o campo com mais música no coração.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

As melhoras


Ben Folds, Golden Slumbers (dos Beatles)

Golden slumbers fill your eyes
Smiles awake you when you rise
Sleep pretty darling do not cry
And I will sing a lullabye

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Para ti, lindinha

Secondhand Serenade, End

Quero dedicar - e não cantar, vejam lá que sorte! - esta serenata a uma amiga que não tardará a descobrir que é para ela (obrigado a quem deu a dica). Escolhi, de entre vários videoclips da mesma canção, o mais capaz de acordar um dos teus sorrisos: do mais aberto e contagiante àquele repentino e de olhos muitos abertos, tipo sei l-l-á, passando pelos muitos que usamos para colorir private jokes e confidências em praias e cidades. A sigla que fui o primeiro a conhecer, um pé que espreita entre degraus, batatas fritas a altas horas da noite ou vinho do Porto de manhã cedo, alcunhas e petit-noms, filmes com bichos que falam e um gelado ao fim da tarde que mais ninguém... O título da música é End, mas tu és das que sabe fazer de cada end um new beginning. Por isso, mas por tanto mais, gosto de ti. Inspirado na letra, acabo mesmo por cantar: I'll never let you drown, I'll never let you down.

Por isto vale a pena chorar

Por ouvir uma amiga cantar, deitei uma lágrima. Partilho a música convosco. Foi no mês passado, na Capela do Rato. Eu estava mesmo por baixo do coro, mas a voz da Ana parecia vir ainda mais de cima, lá de onde dizem que cantam as vozes que nunca tive a graça de ouvir. Obrigado, miúda. Por ora, basta-me a tua.

Ana Knapič, Amazing Grace
NOTA: A imagem é um pormenor de um quadro de Amadeo de Souza Cardoso

Consolo em A Coruña

Foto de SK, 4 de Fevereiro de 2008
Ver bem aproveitados, a dar a volta à marginal da cidade, os eléctricos que Lisboa desperdiça (são mesmo eles!).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Às quatro e picos...

Um primeiro afloramento galego. É de há cinco anos e vale para os próximos cinco mil. Mas não como mero mote. Quando ouço dizer "as coisas resolvem-se", respondo: "Nós é que temos de resolvê-las". Tudo vale a pena se a alma não é pequena? Não se nos apequene a alma nos momentos grandes. Não apouquemos a dos outros e façamos por sarar as almas que ferimos. Como as praias da Galiza, que um dia vi cobertas de chapapote e estão agora lindas, graças ao esforço de muita gente anónima. A humildade aprende-se. É ela e não o orgulho que nos torna capazes de mudar o mundo. "Quoth the raven: nevermore". Só assim é sonhável o forevermore.

Pensamento a meio da tarde

Trois heures, c'est toujours trop tard ou trop tôt pour tout ce qu'on veut faire.
Jean-Paul Sartre

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Voa, Sofia

Sophia, Fly

Fly, fly precious one
Your endless journey has begun
Take your gentle happiness
Far too beautiful for this
Cross over to the other shore
There is peace forevermore
But hold this memory bittersweet
Until we meet

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

À nossa casa


Madness, Our house

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Díptico com margaridas (II)

Descer a rua carregado de flores e ver sorrir mulheres de todas as idades.

Díptico com margaridas (I)

Estar há que tempos a tentar ligar para alguém e o telefone sempre impedido. À enésima tentativa, o almejado "Tou?". Depois de respondermos ao "Tou?":
- Estava a tentar ligar para ti!

A medida de todas as coisas

Ursa Maior e Ursa Menor


Arte suma: saber o tamanho das coisas. Disse Protágoras que o ser humano era a medida de todas elas. Nos últimos 364 dias, tive tempo para me preocupar com a altura de um roupeiro, a largura de vários móveis, o preço da gasolina, a espessura de uma televisão, o tamanho de muitas peças de roupa, o valor de uma prestação mensal, o diâmetro de uma jóia, a duração de uma máquina de roupa escura, a temperatura do forno, a distância de Lisboa a um sem-fim de sítios, as calorias de iguarias diversas, a intensidade de tanta coisa boa ou não.

Talvez que o segredo resida na distinção algo paradoxal entre pequenas e grandes coisas. Saber separar o trigo do joio. Sem passar ao lado do que as coisas pequenas têm de grande. Sem fazer grande coisa das que são e merecem ficar pequenas. Sem apoucar as coisas verdadeiramente grandes. E sem deixar, tão-pouco, que se agigantem para lá de um limiar que cabe a cada um descobrir.

Gosto de viver num mundo a muitas dimensões...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Já que aqui trouxe o Jacques

Por vezes as imagens, os sons, as ideias, vêm-me como cerejas. Tati serviu para anunciar o regresso das festas, Tati servirá para festejar outros anúncios. Vi o filme há muitos anos, na saudosa Alliance Française da Avenida de Paris, e revi-o há meses no Nimas. Prometo voltar a vê-lo lá para o Verão.

Jacques Tati, Mon oncle

No momento certo


É uma verdade que se aprende no momento certo. Há pessoas que não chegam a compreendê-la. O que não deixa de ser trágico, porque acho que estar sozinho é como não ser nada. Só compreendo a solidão se servir de plataforma em que adquirimos músculo e saber, de modo a que possamos contribuir para o maior bem comum: o de viver com.

Sean Penn, em entrevista ao Expresso de 26 de Janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tal como prometi...

...comprei o disco sem ter ouvido nenhuma faixa. E não me arrependi.


Sérgio Godinho, Às vezes o amor

Vou-te dizer
A luz começou em frestas
Se fores a ver
Enquanto assim durares
Se fores amada e amares
Dirás sempre palavras destas
(...)
Às vezes o amor
No calendário
Noutro mês é dor
É cego e surdo e mudo
(...)
E o dia tão diário disso tudo
Da morte volta sempre em vida

NOTA: O disco é Nove e meia no Maria Matos, de Sérgio Godinho & Os Assessores

Regressado da festa

Houve festa na aldeia... foram quatro dias longe de Lisboa, da Net, dos blogues, de tudo quanto não fosse o meu Toxofal de Baixo e outras (poucas) coisas e pessoas de quem goste. Não terá sido exactamente como no filme abaixo, mas foi pelo menos tão bom. É só para dizer que estou de volta...


Jacques Tati, Há festa na aldeia

sábado, 26 de janeiro de 2008

E à segunda aula de dança...

...foi assim que me senti. A música aqui em baixo não é exactamente o que nos ensinam, mas houve um dia de Setembro, há muitos anos, em que foi importante tê-la dançado.


Dina, Amor d'água fresca

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Courrier Internacional hoje nas bancas

O meu jornal transformou-se em revista e o primeiro número no novo formato saiu hoje. Sou suspeito, mas acho que está bonita e que merece ser lida. E adorava ter as vossas opiniões - sem papas na língua!


The Beatles, A day in the life

I read the news today oh, boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well, i just had to laugh
I saw the photograph

NOTA: Obrigado aos que ontem apareceram no lançamento!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O que querem ouvir hoje?

Vão aqui e gozarão o supremo prazer de pôr uma pessoa a dizer tudo o que vos apetecer ouvir, na língua que escolherem. Às vezes vezes apetecia ter essa ferramenta em casa. Era bom, não era? Era bom? Não era!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dias melhores virão

The Everly Brothers, Mark Knopfler & Chet Atkins, Why worry

SK, CVD, MV: um beijinho para cada uma e uma música para alegrar o que resta do dia.

Quem sobe a parada em Junho?

23 Fevereiro, Pavilhão Atlântico
Charles Aznavour, La Bohème


8 Março, Pavilhão Atlântico

The Cure, Boys don't cry


4 Abril, Campo Pequeno


Mark Knopfler, Brothers in arms


19 Maio, Centro Cultural de Belém

Georges Moustaki, Sans la nommer

Nota: corrigi a data dos The Cure. Obrigado, SF!

O voo da codorniz com Google Earth (XIII)

Saint Jean de Luz/Donibane Lohizune, província de Lapurdi, País Basco francês

Uma noite e uma manhã desencontradas, há dois anos. Jantar no último restaurante aberto, como não podia deixar de ser. Axoa d'espelette, vitela tenríssima com uma pimenta que há por ali em résteas lindas, mas caríssimas. Kir basque, com patxarán e txakoli a fazerem as vezes do crème de cassis e do champanhe. Vestígios de neve na rua. Passeio marítimo apenas parcial, porque estava frio. Casas com riscas vermelhas. Ambiente de estância balnear fina, como certa vez nas Astúrias... nem sinais da violência terrorista da Euskadi espanhola, embora Saint Jean de Luz seja um ponto estratégico para os ignóbeis etarras.

Partida tardia rumo a Biarritz, com a quasi-certeza de irmos encontrar fechado o hotel. Confirmada. Motel à beira da estrada, coisa de filme série B. Rimo-nos e ainda fomos para os copos.

Regresso a Donibane depois de encantos em Miarritze e chuva impossível em Bayonne, com o museu do chocolate pelo meio. Feira do artesanato, vinho quente na rua, uma igreja impressionante, miúdos lindos, lojas que até a mim me daban ganas, cachorros quentes cheios de batatas, mais chocolates, de novo a marginal, agora ao comprido. Saudades, a promessa de lá voltarmos num dia de sol. Até podia ser hoje.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Baú das codornizes (V)

Desço a Avenida da Igreja com os minutos contados para apanhar o comboio no Cais do Sodré. O mp3 vai debitando músicas que me dão energia e aceleram o ritmo do andar. No quarteirão entre a Acácio de Paiva e a Marquesa d'Alorna, porém, tenho de afrouxar a passada. Os auscultadores trazem-me Chim chim cheree e derreto-me. Mary Poppins foi o primeiro filme com legendas que vi no cinema. No Alvalade. E consegui lê-las.

A Poppins caiu-me no goto e ainda dele não tombou. Há dois anos, em Londres, fui com a mummy ver o musical (How very appropriate!). De vez em quando, ponho a banda sonora a tocar e acredito que uma colher de açúcar ajuda a engolir qualquer medicamento. Hoje, ao ouvir a música dos limpa-chaminés que dão sorte, fiquei a sentir-me supercalifragilisticoexpialidoso para o resto do dia. Daí a escolha do vídeo, a fazer companhia ao outro. Lá em baixo, em áudio, acrescentei Feed the birds, que é de fazer chorar as pedrinhas da calçada e que me fez passar a pente fino as escadas de Saint Paul's sempre que ali vou, à espera de encontrar uma velhinha a quem comprar alpista para dar aos pombos.


Supercalifragilisticexpialidocious

Feed the birds

Chim chim cheree

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Luz impressionista, traço impressionante

Os que dizem que por trás de cada quadro está um retrato do artista não podiam ter mais razão no que toca a Dalí. Descobriu-se que o pintor se retratou nas costas da tela Sin título. Paisaje con olivos, de 1923. Aproveitando o reverso da dita paisagem, Salvador pintou, por volta de 1926, Sin título. Autorretrato desdoblándose en tres o Arlequín. Diz El País que há quem veja nesta fase da obra de Dalí a influência de Federico García Lorca. Outros dão mais importância a Picasso. Em choques de titãs não me meto, prefiro deixar-vos a homenagem que os Mecano fizeram ao génio de Figueres e à sua musa Elena Diakonova, que é como quem diz a Gala de piel sedosa.


Mecano, 'Eungenio' Salvador Dalí

Bigote rocococo
de dónde acaba el genio
a dónde empieza el loco

mirada deslumbrada
de dónde acaba el genio
a dónde empieza el hada

Sunday soundbyte on Monday (X)

Atrasozito no regresso dos soundbytes. Mas, como cantam Joe Cocker e Jennifer Warnes, os escolhos vão-se ultrapassando. A música é Up where we belong, do filme Oficial e cavalheiro. Não ponho a canção inteira por não querer fazer concorrência aos cantinhos pirosos do Miguel...

upwhere.mp3

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Blogues à sexta (X)

Espaços perdidos

As três caras que encabeçam este blogue tripeiro e orgulhoso disso (palavras da autora), são o seu retrato fiel. Não conheço a SF senão das palavras que trocamos nestas paragens, mas acho que nos entendemos. Gosto do blogue dela porque me revela músicas que não conheço, porque me dá a ler bons poetas, porque me faz pensar sobre ideias e sentimentos, porque me faz rir com apontamentos do quotidiano.

Ainda hoje ouvi no Espaços Perdidos uma canção linda da Filarmónica Gil. Há dias, gostei de um brinde aos que se gostam. Pelo meio, internetices, amores e mais amores e a história de um dente que acaba assim. Sem querer ser centralista-alfacinha, às vezes tenho pena de que o blogue não seja de Lisboa, dado o serviço de divulgação cultural que presta. Mas o Porto está-lhe na alma e faz parte da sua identidade, repito. Oxalá que a mantenha por muito tempo, porque espaços preenchidos desta forma nunca se poderão considerar totalmente perdidos.

Se temos uma biblioteca e um jardim...

...temos tudo. O quadro é de Vieira da Silva. A citação, de Cícero. A biblioteca, tua. O jardim, nosso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nove e meia no Maria Matos

Calma! Não precisam de sair de casa... podem até esperar sentad@s. O concerto foi em Maio, mas sai em disco no dia 28 de Janeiro. Estive lá. Foi bom. Como de cada vez que o Sérgio lança um disco, vou comprar sem sequer ouvir o primeiro single. E vou gostar.

Agora que já vos pus a aguar, fiquem com o alinhamento...

1. O primeiro gomo da tangerina
2. Dias úteis
3. A deusa do amor
4. Às vezes o amor
5. Arranja-me um emprego
6. Marcha Centopeia
7. É tão bom
8. Só neste país
9. O velho samurai
10. Com um brilhozinho nos olhos
11. Espectáculo
12. O rei do Zum-Zum
13. Dancemos no Mundo
14. O homem-fantasma
15. A democracia
16. O primeiro dia
17. Liberdade
18. Quatro quadras soltas

...e com um vídeo engraçado!