...o que não reparou que o seu ninho fazia dois anos. Que é como quem diz: eu! Fiquem não com duas, mas três versões do nosso hino não oficial. Continuaremos por aqui, waiting 'round the bend.
Bob Dylan
Stevie Wonder
Morrisey (com Audrey Hepburn a chorar ao fundo e uma letra ligeiramente diferente)
Two drifters Off to see the world I'm not so sure the world Deserves us
We're after The same rainbow's end How come it's just around the bend ? It's always just around the bend ?
Faltam nas fotos a sopa de coentros com amêijoa, os mergulhos, as sardinhas de escabeche, os velhos amigos, os gelados, as gargalhadas, as conquilhas, os beijinhos, as morcelas, a música francesa, os queijos, as barrigas, o vinho verde e o tinto, os suspiros, as bruschettas, os protestos, os doces regionais, os mapas, a pasta de chouriço, o cansaço, os pâtés, o descanso.
Lá longe Inventei o dia azul E o desejo de partir Pelo prazer de chegar Ao sul
A minha revista chega aos quiosques (todos e mais alguns...) num momento oportuno. Por todo o país se debate a relação entre democracia e jornalismo. Poderá aquela viver sem este? É este o tema que escolhemos para a capa.
Quem comprar esta edição poderá ler ainda o retrato de Elisa Drago, uma jornalista portuguesa residente em França que se tem destacado nas lutas sindicais. Ainda no capítulo nacional, a análise de Le Monde sobre as eleições, uma visita às caves do vinho do Porto e, muito importante, um texto da revista californiana Surfer, uma referência para os amantes das ondas, sobre a praia de Supertubos, em Peniche. Permitam-me destacar a foto do tudo perfeito, captada por Ana Knapič, uma presença assídua neste blogue, cuja voz poderão ouvir a acompanhar a leitura deste meu texto propagandístico.
À volta do mundo, descubra a favela pacificada do Rio, a miséria dos pescadores de Melinde, a Índia para lá de Bollywood, as vicissitudes de Ted Kennedy, a fúria dos índios canadianos, o perigo que ameaça a Beirute histórica e a fantástica mulher do novo primeiro-ministro japonês: Miyuki Hatoyama garante já ter ido a Vénus!
Faça uma pausa na leitura para olhar com atenção para as imagens que João Carlos Santos nos traz de Marrocos. De Fez a Essaouira, do deserto a Chefchaouen, conheça os contrastes deste país vizinho, tantas vezes esquecido.
Passando à economia, o "Financial Times" dá conta dos problemas por que passam as grandes farmacêuticas. Na Venezuela, ressurge a autogestão como modelo para gerir fábricas. E, na secção tecnológica, hackers russos atacam o Multibanco, arqueólogos descobrem virgens sacrificadas no Mississípi e a população de Istambul contesta a construção de uma terceira ponte sobre o Estreito do Bósforo. Já na cultura, o kuduro está em foco, além de um livro sobre a queda do ditador romeno Ceausescu, em 1989.
Duas reportagens de fundo levam-nos às zonas mais violentas da Ucrânia e ao paupérrimo Haiti. E se a viagem do mês é ao doce e tranquilo Belize (sabe onde fica?), igualmente atraente é a proposta culinária: a revista indiana "Uppercrust" ensina a converter o bíblico sabor do mel numa salada ou numa bebida, conforme o gosto. Para terminar, os imprescindíveis insólitos e uma reflexão do escritor egípcio Alaa Al-Aswany sobre Ocidente e Islão.
A revista humorística La codorniz circulou em Espanha entre 1941 e 1978
Vamos lá visitar o Statcounter, para ver o que procuravam os incautos que deram com o focinho neste blogue...
filme caça a codornizes com caes de parar A nós ninguém nos caça, amigo... o nosso filme é outro!
musica da chucha Da chucha ou da Xuxa? A primeira não usamos, apesar de termos membros em idade para tal. Para a segunda não temos mesmo idade. Nem saco.
zoológico em toilandia crocodilo de duas cabeça Virge Santíssima, salva nós desse monstro do Demo! Manda ele ficar lá no Toilândia para a gente não ter de trancar-se no Toilette!
historia para cumpleanos de ninhos Este ninho já cumpriu um ano. E festejou condignamente a sua história... vamos lá ver se chega aos dois!
qual é a musica dos beatles que tinha o ursinho rupert no clip? Nenhuma, burr@! É do Paul McCartney, que sim foi Beatle, mas a canção saiu em 1984, já os Beatles faziam tijolo enquanto grupo, e o Lennon literalmente. Mas pronto, ouve-a lá aqui!
faltam dias para heroes E faltam heróis para estes dias!
lojas em vilamoura roupa blanc blue Este ano ainda não fiz a obrigatória romaria a essa parte do Garbe. Fiquei-me pelo Algarve do berço, que me ilumina e onde levei a minha filha pela primeira vez. Mas ainda quero dar um salto a Vilamoura. Agora, não será seguramente para ir a lojas de roupa!
mensagens musicais e dançantes com humor de aniversario para 12 anos de menino Mas acham que isto é o Sempre em Festa?! Devo dizer, aliás, que sempre odiei essa loja de inutilidades.
Às vezes tenho saudades do Cais das Codornizes, onde a Sofia e eu nos divertíamos a encontrar versões diferentes e originais das músicas de que gostamos. Resta-me colocá-las aqui no ninho, porventura sem a piada do jogo de janelas de então, mas ainda assim com o prazer de ouvir estes e outros sons que me ajudam a aceitar que o nono mês chegou.
Kiri te Kanawa, Je ris de me voir si belle en ce miroir (do Fausto de Charles Gounod)
Espelho mágico, espelho meu... Saiu hoje a edição de Setembro do Courrier Internacional. O culto da imagem tem honras de tema de capa, com textos dos melhores jornais e revistas de todo o mundo a explicar as várias facetas do narcisismo e as perversões a que pode conduzir. Berlusconi, Paris Hilton ou a imperatriz Sissi são protagonistas deste dossiê, onde damos a conhecer um médico brasileiro que propõe mudar a cor dos olhos de forma definitiva - e perigosa.
A secção dedicada a Portugal é preenchida por um relato sobre os peregrinos de Fátima, feito por uma filipina, e pelo elogio do britânico "The Guardian" às oportunidades imobiliárias que o país oferece. Durão Barroso também volta a surgir, não necessariamente pelos melhores motivos.
As obras do Palácio de Fontainebleau, a galhardia do ministro da cultura francês (Frédéric Mitterrand, sobrinho do ex-Presidente e homossexual assumido), a penúria do Zimbabué, o investimento externo no Iraque, as deambulações de uma governante alemã com um Mercedes blindado e o pedido de desculpas de uma antiga guerrilheira das FARC às aldeias que dizimara enquanto terrorista são outros assuntos em foco nesta revista, na qual pode ficar a saber que o ditador Francisco Franco foi exonerado das funções honorárias de alcaide de Madrid... 34 anos após a sua morte.
De paragens mais orientais vêm as imagens do portefólio deste mês, consagrado ao Tibete, 50 anos depois do exílio do Dalai Lama. Em Timor-Leste, um filme recupera a história de cinco jornalistas australianos assassinados pouco antes da invasão indonésia de 1975.
Cortar custos sem despedir e contratar exclusivamente Testemunhas de Jeová são as histórias da secção de economia. Na ciência, lentes de contacto impregnadas de medicamentos e o combate à diabetes através do bom humor. Na ecologia, o crime ecológico que constituiu a drenagem dos pântanos iraquianos nos tempos de Saddam Hussein. E, no multimédia, o poder do Twitter, que já mete medo a alguns déspotas, e o talento de Sacha Baron Cohen, mais conhecido (este ano...), por Brüno.
Há também leituras de fundo sobre o fim do sonho económico irlandês, a sucessão no trono estalinista da Coreia do Norte e a promessa contida na quinoa, um cereal cultivado na Bolívia. Cocktails salvadorenhos, insólitos em barda e uma viageme à Nova Caledónia completam o leque de ofertas cujo esboço aqui vos deixo. Agora, comprem a revista, que mesmo em férias um tipo tem de fazer pela vida...
Saiu na sexta-feira passada o Courrier Internacional de Agosto. O tema de capa é o mecanismo do riso. O que nos leva a rir? O que nos traz o riso de bom e de mau? Que forma encontraram os mexicanos para rir da gripe A?
A revista traz outros temas, porém. Entre eles estão uma viagem aos lagos da Irlanda, a moda de pôr flores na comida, a queda da Cortina de Ferro há 20 anos, a prostituição destravada em Espanha, a longa história da editora canadiana Harlequin, especializada em romances cor-de-rosa, ou os dilemas da África do Sul na organização do Mundial de Futebol de 2010.
Nesta edição, o leitão da Bairrada ocupa um lugar de honra ... é verdade, esta iguaria faz as delícias dos americanos. Também português, mas sem motivar orgulho, é Durão Barroso, a quem não se traçam grandes auspícios. Os efeitos da crise sobre os concertos de Verão, a despesa militar britânica, a crise de identidade tailandesa, as minorias chinesas os hackers norte-coreanos, os motociclistas do Mali e os órfãos desaparecidos da ditadura argentina são outros protagonistas.
O portefólio deste mês é dedicado a Roma, a Cidade Eterna. O livro destacado é o último de Haruki Murakami e o convidado é Christiam Engrström, do Partido Pirata sueco. E há, como sempre, insólitos para todos os gostos.
Leia o Courrier e fique a saber porque é que os corretores de bolsa de Wall Street andam sem nada para fazer, conheça a pressão que os académicos alemães sofrem e até onde estão dispostos a ir para conseguir publicar artigos e compreenda uma experiência científica em que bactérias transportam medicamentos através do sangue. Preocupe-se com o destino do Pantanal brasileiro e descubra que há muitos órgãos de informação digitais a enviar correspondentes para cenários de guerra.
Julie Andrews (Mary Poppins), Dick van Dyke (Bert) & Ed Wynn (Uncle Albert), I love to laugh
Com uma vénia aos dois génios abaixo, que foram o pretexto de mais uma peregrinação. E outra vénia aos mais de 50 que hoje ficaram feridos num atentado da criminosa, estúpida e assassina ETA. ¡No pasarán!
But I ain't going down that long and lonesome road All by myself If you ain't comin' with me I'm gonna take somebody else
Depois de SirEltonHerculesJohn e antes do grande Leonard Cohen, fui ontem ouvir a voz doce que abriu este blogue. Foi no Hipódromo de Cascais, sem a chuva que o céu andou a prometer toda a tarde, com gelado Santini de aperitivo e prego Old Vic para a sobremesa. Na companhia perfeita, devo dizer.
Marisa Monte e Paulinho da Viola, Dança da solidão
Solidão é lava que cobre tudo Amargura em minha boca Sorri seus dentes de chumbo Solidão palavra cavada no coração Resignado e mudo No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão Danço eu dança você Na dança da solidão
(...) Apesar de tudo existe uma fonte de água pura Quem beber daquela água não terá mais amargura
Tereza Salgueiro e Pedro Jóia, Trova do vento que passa
...e cheira-me que não é de mais. Ouvimo-la em duas versões quando esperávamos pelo 25 de Abril; ouçamo-la hoje, a recordar o espectáculo cinematográfico e musical Filmes, Malhas e outras Tralhas, realizado anteontem à noite no Cinema São Jorge. Soube bem ouvir as palavras calorosas da cantora para com os pais desta iniciativa. E foi bom ver tantas cenas de filmes portugueses, cujas bandas sonoras recriaram artistas como Daniel Bernardes, Filipe Melo, Hélder Moutinho, Manuel João Vieira & Miss Suzie, Tiago Bettencourt e Tó Trips, além dos que estão no filme acima. Parabéns à malta da Restart (escola de criatividade e novas tecnologias), em especial à minha querida Inês Ferreira Fernandes!