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domingo, 18 de novembro de 2007
Sunday soundbytes (V)
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Página 161, desta vez em lume brando
2. Abra o livro na página 161.
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa.
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada.
5. Passe o desafio a cinco blogueiros.
Blogues à sexta (V)
O mito de celofane ou Toto, I've a feeling we're not in Kansas anymore

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Lar, doce lar
Going home é a última faixa da banda sonora original de Local hero, um filme dos anos 80. Recomendo a fita e a banda, que é de Mark Knopfler. E dedico a música à Ana Lobo da Costa, uma global hero que gosto de saber que gosta de estar em casa. E já agora, ao som da guitarrada, podemos ler este poema de António Ramos Rosa...
Casa de sol onde os animais pensam
erguida nos ares com raízes na terra
ampla e pequena como um pagode
com salas nuas e baixas camas
casa de andorinhas e gatos nos sótãos
grande nau navegando imóvel
num mar de ócio e de nuvens brancas
com antigos ditados e flores picantes
com frescura de passado e pó de rebanhos
ó casa de sonos e silêncios tão longos
e de alegrias ruidosas e pães cheirosos
ó casa onde se dorme para se renascer
ó casa onde a pobreza resplende de fartura
onde a liberdade ri segura
in Voz inicial, 1960
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Cais das codornizes (II)
À primeira vista é uma música de Chico César, que lembramos cantada pela Daniela Mercury, no seu Feijão com Arroz (1996). Mais recentemente, descobrimo-la cantada por Pedro Guerra num dueto com o autor... en bilingüe!A voz da Daniela lembra as tardes de Verão, ao pôr-do-sol, num pátio virado à Berlenga... a versão do Pedro e do Chico recorda os últimos serões românticos e algumas danças de princípio de noite.
Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Manhã emersa
Elton John, I need you to turn to
Gosto da música deste gajo. Gosto desta em particular. Gostei da última vez que a ouvi. E de outra, no banco de trás de um carro, em viagem, com todos a cantar.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Mortadelo y Filemón
Os agentes da T.I.A fazem 50 anos! Aqui vai um abraço fuertísimo para o Mortadelo dos mil disfarces e para o seu chefe Filemón Pi (Salaminho no Brasil, Salamão em Portugal). E cumprimentos para o Superintendente Vicente, a vetusta secretária Ofélia, o desastroso professor Bactério e, em representação dos vilões, o meu preferido: Chapeau, el Esmirriau.
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Poppy day

Papoilas de papel polvilham, esta semana, os campos e as cidades do Reino Unido e de outros locais do mundo. O Dia da Recordação foi anteontem, mas não será o atraso a impedir que o assinalemos aqui. Foi à 11ª hora do 11º dia do 11º mês de 1919 que foram honrados, pela primeira vez, os mortos da que então se chamava apenas Grande Guerra, e que ainda não fora ultrapassada em horror pela de 20 anos mais tarde.
Tenho especial carinho por este emblema, que não uso há muitos anos, mas a cujo significado me associo. Foi mais uma coisa que ficou das paragens que ilustrei no último voo da codorniz... impressiona ver todos os anos, diante do Cenotáfio de Londres, as lágrimas vertidas pelos veteranos, em número cada vez menor. O dinheiro da venda das pequenas flores que todos põem à lapela revertem a favor dos feridos e incapacitados da guerra.
A papoila passou a ser símbolo de paz por causa de um poema escrito pelo médico canadiano John McCrae (1872-1918), que esteve na frente belga. Foi composto em 1915, em homenagem ao seu amigo Alexis Helmer, morto em combate. É bonito. Ei-lo.
In Flanders Fields
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders Fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders Fields.
Cais das codornizes

Nasce hoje uma rúbrica interblogueira - o cais das codornizes. A ideia nasceu a propósito da música Tes Gestes, que o meu cais e o codornizes publicaram em duas versões. Nesse dia, ouvimos Georges Moustaki e Serge Reggiani. Hoje, o cais volta a Moustaki e Barbara canta no codornizes. A música é La ligne droite Esperem por mais duetos...
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O voo da codorniz com Google Earth (VI)

Old Marston, Oxford, Inglaterra
Vivi no número 1 da Fane Road entre Setembro de 1986 e Abril de 1987. Fui feliz. Descobri a neve, o Halloween, o Poppy Day (que foi ontem e sobre o qual preparo entrada para amanhã), a Bonfire Night (que foi há uma semana e que contarei qualquer dia), os padres casados, a custarda com ameixas quentes, os Christmas carols e os iogurtes de ruibarbo. Conheci o Aidan, o Magnus, a Tamara e o Gus. Fui ao meu primeiro jogo de futebol no estádio (Oxford United 1:1 Everton). Passeei por Londres, Gales, a Cornualha, Stonehenge e, claro, Oxford, os colleges (que paz, os veados do Madgalene!), o mercado coberto, os parques, o rio, Carfax... saudades desses tempos, muitas. E também de uma passagem por lá, em boa companhia, há cerca de um ano.
Here stays the Sun, xurururu, here stays the sun...
O Verão, que é como quem diz o Estio-de-todos-os-anos, conseguiu mesmo espraiar-se até ao seu homónimo de São Martinho...
Toute la vie
sera pareille à ce matin,
aux couleurs
de l'été indien
L'Été indien, de Joe Dassin, de que a Avó Gina tanto gostava
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domingo, 11 de novembro de 2007
Sunday soundbytes (IV)
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sexta-feira, 9 de novembro de 2007
O serão de Eugénia na página 161
A Ana, que se arrisca a ser promovida a tema do dia neste blogue, fez-me um desafio através da sua long and winding door. Aceitei, pelo que o codornizes passa a fazer parte da corrente "Página 161". Eis o modus operandi:
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica acaso e não escolha.
2. Abra o livro na página 161.
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa.
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada.
5. Passe o desafio a cinco bloguistas.
O livro, no meu caso, é O segredo da bastarda, da luso-argentina Cristina Norton. Não se espantará quem me conhece se disser que a coisa não podia correr bem à primeira: a página 161 é um minúsculo capítulo com apenas três frases... sigo o exemplo da desafiadora e vou à página par que ladeia a que seria primeira escolha (a 160, prossigo, perspicaz). E a frase é:
A primeira coisa que Eugénia fez ao regressar à cidade foi ir ao palácio do Bomsucesso beijar a mão ao pai; uma hora depois começaram a aparecer os restantes membros da família, avisados pelos criados da chegada da irmã, e a tarde prolongou-se num serão como os de sempre, onde se misturaram novidades com lembranças dos tempos em que eram crianças e o riso se tornou fácil, contagiante.
Apesar dos muitos caracteres, penso que tive sorte. A frase é bonita e creio que todos reconhecerão no serão de Eugénia dias passados em família, há mais ou menos tempo, com mais ou menos beija-mão, com maior ou menor saudade.
Os próximos a pegar na batata quente serão, caso aceitem:
1. O meu cais, da precious Sofia
2. O espaço azul entre as nuvens, do Mário Cordeiro, que até é meu pai
3. Ao vento, da minha prima CVD
4. La Fragua, de mi amigo Toño que está en Madrid
5. O mito do celofane, da M., que tem andado desaparecida
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Blogues no dia que for (IV)
Porta do Vento
A Ana Vidal é uma amiga invulgar. Vive a escrever, escreve a viver e tem jeito para ambas as coisas. E tem este blogue, entre outros. Pela porta que nos abre, ora desconcertantemente escancarada, ora reduzida a uma fresta através da qual nem todos conseguem ver à primeira (o sol extemporâneo ofusca e as poeiras a flutuar hipnotizam), sopram ventos de diversas latitudes, humidades e temperaturas. O Sirocco que sopra hoje recupera as folhas que trouxe o Mistral de ontem, e que a Ana preenche com imagens, música, poesia e prosa. A dela e a de outros.
A coluna da esquerda é uma delícia, com um tradutor automático melhor do que qualquer stand-up comedian, um iPod indomável e milhares de linques e cumplicidades.
Há dias, um amigo comum falava de uma lógica de serviço entre público e privado e atribuía-a não só ao blogue da Ana como ao codornizes e a O meu cais. Ora, esse difícil equilíbrio - nunca imune a deslizes - comecei por vê-lo na Porta do Vento. E na sua autora.
Telegraficamente, cá vão achegas das entradas mais recentes da Ana: a beleza depurada dos haicais, mais um capítulo de uma série com as bicicletas como leitmotiv, um quase-haicai sobre o domingo, uma missão irrecusável que cumprirei na próxima entrada e o relato de uma viagem que fizemos em paralelo, sem nos encontrarmos, mas sem nunca deixarmos de estar perto.
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Let's partyyyyyyyyyyyyyyyyy!
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Ses gestes...
Um presente que dei...
Tes gestes, Serge Reggiani
(letra e música de Georges Moustaki)
A versão que ofereci, do Moustaki, é mais doce. Esta é mais dramática. É de gestos doces e dramáticos que a vida se vai fazendo... e o codornizes, que respira e respiga gestos doces e dramáticos, faz hoje um mês. Parabéns aos leitores e comentadores! Segue-se o poema Tes gestes em tradução livre.
Teus gestos
Mais ternos que uma confissão,
Os teus gestos desarmam-me
A tua mão no teu cabelo
Ou a secar uma lágrima
Misturas sabiamente
A inocência e o charme
A tua saia de 15 anos
E as pernas de mulher
Teus braços, ainda frágeis
Tornam-se encorajadores
Quando dás à criança
A doçura maternal
Diz-me quem te ensinou
A aflorar a minha boca
Tu que chuchas no polegar
Quando estás a dormir
Mais bela do que uma ondina
Quando sais do banho
Escondes o teu peito
Na palma das tuas mãos
As ancas insolentes
A cada movimento
Uma boca gulosa
E olhos inocentes
O sol amacia
O teu corpo a contra-luz
E esfuma o contorno
Da tua sombra chinesa
Diz-me quem te ensinou
A aflorar a minha boca
Tu que chuchas no polegar
Quando estás a dormir
Como uma adolescente
No seu primeiro desejo
Perita e desajeitada
Entregue ao teu prazer
És ao mesmo tempo
Princesa e cortesã
Uma miúda, uma mulher
E a mãe e a filha
Observo-te a viver
E devolves-me a vida
Os teus gestos libertam-me
De tudo o que sou
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
SG gigante
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
O voo da codorniz com Google Earth (V)
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Monday soundbyte
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