Goran Bregović, Mesecina (Luar)
(do filme Underground, de Emir Kusturica)
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Courrier Internacional n.º147
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas...
Esta é a madrugada que eu esperava Chico Buarque, Tanto mar II
(o meu Avô Quim aparece neste vídeo
e eu dedico esta entrada à sua memória)
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25 de Abril sempre!
Primeiro foi esta...
Paulo de Carvalho, E depois do adeus
...e depois estas
Zeca Afonso, Grândola vila morena
Henry Russell, A Life on the Ocean Wave
(mais conhecido como Marcha do MFA)
FASCISMO NUNCA MAIS!!!
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Blogues à quinta (XVIII)
O Eldorado
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Ofícios de Torquato
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Para quê complicar?

























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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Cais das Codornizes (XII)
Com o fim-de-semana à porta, a sugestão é partir em busca de um sítio mágico. Um lugar que se torne o centro da Terra, uma fonte de vida, o começo do infinito. Um recanto escondido onde só se possa ser feliz. Nestas coisas, nada como prescrutar as origens. Se o Cais das Codornizes nasceu com Tes gestes cantado por Moustaki e Reggiani, ouçamo-los de novo. Serge no codornizes, Georges no cais. Em busca do paraíso...
Serge Reggiani, C'est là
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Blogues à sexta (XVII)
Quando o codornizes recebeu o prémio "É um blog muito bom, sim senhora!", passou-o a seis outro blogues. Quis o acaso que os mesmos pertencessem, precisamente, a seis senhoras. A última delas - só por causa da ordem alfabética, atenção! - é a Cris, cujos encantos hoje destrinçamos. Esta semana houve blogues à quinta e à sexta, já que na semana passada a rubrica falhou...
Os meus encantos é um espaço que pacifica quem o visita, mormente quando passa músicas como a dos Black Sabbath que está a tocar hoje. Gosto da cor do fundo, do visual limpo, da cor chocolate com que a autora escreve coisas bonitas. Até o facto de a maioria das fotos ser a preto e branco ou sépia dá a este blogue uma coerência tranquilizadora. E parabéns à blogmistress pelo rigor na atribuição de créditos, que infelizmente ainda não se generalizou na blogosfera!
Com intervalos de alguns dias entre entradas, a Cris combina prosa, poesia e imagem em apontamentos muito pessoais, mas não despudorados. Aos seus versos sentidos alia os de outros autores, os tais que dizem o que nem sempre conseguimos pôr cá fora (e que dão tanto jeito!!!). Os vídeos e as músicas também dão um ar de sua graça. Mas sejamos claros: neste blogue, a pole position pertence à escrita. Num tom intimista, a graças ao destaque dado a alguns comentários enviados por gente amiga, nasce um diálogo sincero e despretensioso, às vezes comovente.
Só dois reparos antes da visita guiada a Os meus encantos: 1) não sei se será do meu monitor, mas o arquivo do blogue, os links e a música de fundo aparecem cá em baixo, onde raramente algum leitor chega. Não dá para puxá-los para cima, ao lado do texto? 2) não consigo encontrar links individuais para cada entrada, o que seria muito conveniente para o parágrafo que se segue...
Vamos lá, então, fazer uma selecção das entradas mais recentes da Cris: um fim de tarde com sabor a sal, uma prova de amor fraternal, danças sobre primaveras, um recado para um pai, açúcares, campos verdes com rios dentro e um mimo de mãe para filha. Parabéns pelos teus encantos, Cris! Que continuem a encantar-nos...
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Blogues à quinta (XVI)
Mais uma semana, mais um blogue que gosto de visitar, ao ponto de lhe ter passado esta batata quente. Descobrir, tecla a tecla, o piano da Isabel Mendes Ferreira é uma experiência tão saborosa quanto o seria sentarmo-nos na rosa de pedra de Paulo Neto, que hoje abre o blogue, a ouvir a música que desata a tocar mal chegamos (sobre esta, tive pena de não encontrar informação de título e intérprete).É difícil caracterizar este piano. Ao ler as entradas que o vão preenchendo, sinto-me, acima de tudo, desafiado. Tenho a sensação de que a autora lança reptos, fragmentos cuja coerência nos cabe encontrar - e há sempre uma! -, combinando-os ou complementando-os com o que nos vier ao espírito. As imagens são grandes e absorvem-nos o olhar (tenho a sorte de ter um monitor grande no meu local de trabalho), sobressaindo do fundo preto. As palavras mudam de corpo, tipo de letra e tamanho, obrigando o pensamento a acertar agulhas, e há silêncios _________ llansolianos.
O blogue mantém um grande número de entradas online. Não tem lista de links nem arquivo (é pena), apenas o perfil da autora, que tem mais um blogue, de acesso restrito, e colabora noutro. Um périplo pelos conteúdos mais recentes traz-nos corpos e pedras debaixo do céu, esqueletos e lágrimas férteis, serpentes luso-francesas à beira-mar, esboços a preto e branco, travos e trevos de fogo, a sereníssima Veneza e anjos ao ocaso. Continuaremos a saltar pelas brancas e pelas pretas, Isabel. Felicidades!
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
O voo da codorniz com Google Earth (XXII)
Georges Moustaki, C'est là
(a versão cantada está mais acima)
C'est là que le monde commence
C'est le début de l'infini
Jardin secret couleur de nuit
Royaume d'ombre et de silence
Terre promise île déserte
Refuge crypte et oasis
Jardin de nos plus doux délices
Source toujours redécouverte
C'est là le centre de la terre
Où se rencontrent nos envies
C'est là que se donne la vie
Royaume d'ombre et de mystère
C'est là que commence le monde
Là où ta main guide ma main
Pour mieux lui montrer le chemin
Au coeur d'une forêt profonde
J'y découvre des paysages
D'étranges fleurs d'étranges fruits
Dans cette étrange galaxie
Où me conduisent mes voyages
C'est là le centre de la terre
Le saint des saints le lieu précis
Où de naguère à aujourd'hui
Je me noie et me désaltère
C'est là que le extase commence
C'est le début de l'infini
Jardin secret couleur de nuit
Où tu recueilles ma semence
terça-feira, 15 de abril de 2008
Músicas que ficaram (VI)
Eis-me, pela penúltima vez (por agora!), a debitar discos que me marcaram (está quase, Marta!). Já cá faltava Reggiani, ao vivo como nunca tive ocasião de vê-lo. Em palco, dava asas ao talento dramático, gracejando e improvisando sketches. Actor de renome, diseur como poucos, começou a cantar depois dos 40 anos. E só parou quando morreu, no mesmo dia que Carlos Paredes. "Quando soubemos, ficámos sem dizer nada, ouvíamos as músicas dele, mas não cantávamos", recordou-me alguém, há tempos. Agora cantamos, cada vez mais alto. Esta manhã, trocámos versos desta canção linda, à qual Serge apunha, como prefixo, um poema de Guillaume Apollinaire: Reggiani em public - Olympia '89, Serge Reggiani (Sous le pont Mirabeau/Et puis)
Verdadeiro choque de titãs no que a música e poesia diz respeito, a entrega de hoje traz também "o capitão do mato / Vinicius de Moraes / Poeta e diplomata / O branco mais preto do Brasil / Na linha direta de Xangô, saravá!". Com Toquinho, o que não é despiciendo. O disco é lindo, só o tenho em vinil - é um de muitos - e sei as letras quase todas de cor. A bênção, poeta!
São demais os perigos desta vida, Vinícius e Toquinho (Regra três)
E terminamos com Rick Wakeman, pianista e compositor que aprecio quando não exagera no tom new age. Este álbum, que ouvi vezes sem conta num walkman, faz parte de uma trilogia: mar, campo e noite. Gosto de adormecer ao som destas árias ou destes ares (tradutore, traditore)...
Sea airs, Rick Wakeman (The sailor's lament)
Entregas anteriores: I, II, III, IV & V
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Espírito Olímpico
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Um mimo à hora do almoço
2. Romanze
1. Allegro (primeira parte)
1. Allegro (segunda parte)
2. Romanze
3. Allegro assai Rondo
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
Cais das Codornizes (XI)
Chico Buarque e Miúcha, Maninha
Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
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I'd like to be / under the sea...
The Beatles, Octopus's garden (para a Teresa)
Juan Luis Guerra, Borbujas de amor (para quem sabe,
com imagens d'A pequena sereia da Disney)
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
O voo da codorniz com Google Earth (XXI)
Da Azarujinha a Cascais, PortugalO paredão tem 2,7 quilómetros. Ou 5,4, porque o fazemos nos dois sentidos. Descida a exígua e traiçoeira escadaria que conduz à praia da Azarujinha, Moustaki diria que on part avec le cœur qui tremble / du bonheur de partir ensemble / sans savoir ce qui nous attend. Antes de mais, há que auscultar o ritmo da respiração do mar, a batida cardíaca de cada nuvem e o compasso escolhido pelas gaivotas para o seu piar, algures entre o guincho e o choro.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Soberbo

Uma das mais bonitas salas de Lisboa foi ontem inundada pela voz do melhor contratenor (o meu registo preferido) do mundo. Trazido pela Gulbenkian e acompanhado pelo grupo Lux Orphei, que dirige, o basco Carlos Mena brilhou, na Academia das Ciências, em oito cantatas e um lamento. As cantatas ficaram-nos nos ouvidos. O lamento colou-se-nos à boca quando tivemos de deixar a sala, findo o recital. Obrigado a quem convidou, obrigado a quem se nos juntou, obrigado pela agradável conversa ao intervalo.
Carlos Mena, Salve Regina de Tomás Luis de Victoria
(acompanhado ao alaúde por Juan Carlos Rivera)
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terça-feira, 8 de abril de 2008
What the Huck?!
'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.
Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.
Gaylussacia brachycera

Gaylussacia baccata

Gaylussacia dumosa

Vaccinium parvifolium
Vaccinium uliginosum
Ao contrário do que possa parecer, não são groselhas nem mirtilos. Não sei como chamar-lhes em português. Vi huckleberry traduzido por baga de murta, uva-do-monte e fruta-do-lobo. Mas não me importa o nome: quero provar esta fruta. Vai-me saber, estou certo, às coisas boas da vida, e será o equivalente sápido ao som de Moon river, ao prazer de escrever e receber visitas neste blogue, à elegância de Audrey Hepburn, à beleza de quem amo, ao futuro que nos espera para lá da curva do rio.
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Em Abril, águas mil
"Isto é São Pedro a lembrar que os provérbios são para ser ouvidos", explicava-me, ontem, uma entendida no assunto. Hoje, chateadíssimo com o trânsito na descida da A5 para a Marginal, ao pé do Estádio Nacional, preparava-me para sorrir ao som desta música, socorrendo-me para tal da memória ainda fresca de um passeio ao sol pelo paredão de Cascais. Eis senão quando o rádio interrompe, malcriado: "Informação de trânsito: complicações na descida da A5 para a Marginal, ao pé do Estádio Nacional..."
B.J. Thomas, Raindrops keep falling on my head
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
San Vicenç de Sarrià
Tanta chuva depois de tanto sol trouxe-me saudades de "Barna", dos amigos que lá moram, dos momentos inesquecíveis que lá tenho passado, ora só, ora em boa companhia. Decidi-me, por isso, a terminar um poema começado há sete anos, entre um café do Passeig de Gràcia e uma varanda onde nunca está frio.
no mesmo sítio (um ano!) e à mesma hora.
Ela no mesmo tom, que vai embora,
E ele geme e está mais gordo (ou mais delgado?).
Que tenho eu com isto? E porque não
escandir antes o ocre das fachadas,
que dessas há certeza, e as ensaimadas
cheias de açúcar (sacudo-o para o chão)?
Teimosas pálpebras, fiquem caladas!
Se ele chora e ela também, eu canto um fado
Que o santo aplaudirá do pedestal
Pois da montanha ao mar quem desarvora
Há-de voltar, amando, no Mistral
Só para me baralhar a narração.
Barcelona, Fevereiro 2001/Lisboa, Abril 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Ó, vil inveja...
Mark Knopfler, Our Shangri-la
the sun's dropping down in the bay and falling off the world
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